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Repara , querida Que esta vontade de poesia D� de repente , assim Induzida por um pensamento sentimental , agonizante e tr�gico ( ou l�rico , engatinhante e m�gico ) ... E se deixamos passar o tal momento Ela se esvai , acaba o nosso estro Cio caprichoso feito pra brincar. Assim , tomando agora este chimarra Pensando com carinho em ti, a� Dando tuas aulas enquanto a vida Misteriosamente veste de homens Estes meninos que parecem anjos ( �s vezes ) E ent�o lembrei que h� j� certo tempo Eu vivia sem s�bado , sem domingo Sem calend�rio certo , per a� ( n�o discuto se vivia ou se morria pra n�o filosofar . J� basta o misterioso desta coisa toda ) Verdade � que eu andava per a�... Tu me cercaste de almofadas Tu me mimaste , tu me ninaste Em mil te dividiste e te entregaste A esta miss�o de introduzir a vida De novo em quem a est� deixando Esvair-se toda como bica aberta E foi penoso , meu Deus , como sabemos ! Re ensinar o amor a um peito frio Sem complac�ncia , seco e quebradi�o Precisou de um lento aquecimento E eis me aqui pensando no meu velho Que chimarreava como eu ao p� da vida Talvez pensando tamb�m no velho dele... E j� voltando a este novo tempo ( junto �s margaridas em flor ) Penso que j� estou reconciliado com a vida Sem revolta , sem gritos , meu amor E com paci�ncia para aprender nesta Academia misteriosa ( onde tudo passa e tudo permanece ) Outras li��es da Geografia do amor .
Roberto Romero�2001 |