Por
que sofremos tanto quando perdemos um bem material?
Por
que nosso mundo desaba sobre nós quando somos despedidos do emprego? Será que
ainda não nos demos conta de que estamos de passagem por aqui, fazendo um estágio
temporário e que logo partiremos sem levarmos absolutamente nada material
daqui? Somos Espíritos. Assim
acreditamos a maior parte das pessoas de nossa Humanidade, independentemente da
religião, mas não vivemos de acordo com essa crença. Espíritos não necessitam de casas enormes em bairros
chiques, carros de luxo ou posições de destaque na sociedade para serem
felizes. Podem e devem usar estas
coisas para seu bem estar, mas sem se descuidar de seus verdadeiros interesses
neste mundo, que são o desenvolvimento de seus potenciais intelectuais e
principalmente os do coração. Porque entendimento e amor são os objetivos
mestres que nos trouxeram até aqui. Não viemos para possuir, para construir
patrimônios ou para deixar heranças. Estes são meios úteis, mas muitas vezes
perigosos, de se conseguir as metas reais. Não podemos despender todo o nosso
tempo, nossa atenção e nossos melhores esforços na aquisição de bens. O
tempo passa rápido, nossa vida escoa célere em direção ao seu final e,
muitas vezes, somos surpreendidos com o término do estágio, sem que tenhamos
feito grande coisa em benefício de quem realmente somos: Espíritos!
Quanto sofrimento com a estética imperfeita de nossos corpos!
Quanta
dor por não termos a posição que gostaríamos nos palcos do mundo! Mas a
verdade é que isso aqui não passa realmente de um palco, um grande teatro,
onde nós somos os atores. Interpretamos papéis diferentes, rimos, choramos,
agredimos-nos e amamos, no entanto o que vale é a experiência, o aprendizado
em cada situação, em cada relação. O espetáculo termina, ou pelo menos
nossa participação, e descobrimos que nossos companheiros de palco sempre
foram o mesmo que nós: Espíritos!
Não
há diferenças, somos feitos da mesma substância, com idêntica filiação e
com os mesmos objetivos. O que muda é a vivência, que uns têm mais que
outros.
A
experiência ensina que não vale a pena agredir, magoar, competir, pois a peça
termina rápido deixando-nos diante da única realidade a não se esvanecer: a
de que somos Espíritos!
Não
há morte. Sobrevivemos após o túmulo e levamos para a outra vida somente
aquilo que houvermos conquistado dentro de nós mesmos. Não podemos levar mais
nada. Espíritos não precisam de nada mais.
Fábio
Henrique Ramos