Novo nascimento: Algo que a genética nunca atingirá!
por
Valmir Nascimento M. Santos
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Um belo dia de 1888, Alfred
Nobel acordou e foi ler os jornais. Abriu a página de obituários e encontrou
um texto intitulado “O rei da dinamite”. Lá, o jornal afirmava que Alfred
Nobel, o “mercador da morte”, o homem que tinha construído uma fortuna
explodindo coisas - e pessoas - estava morto. A notícia não procedia, é
claro. Nobel, o milionário sueco de 55 anos, que naquele exato momento lia
seu próprio obituário, estava vivíssimo. Ao escrever o texto, uma repórter confundiu
o nome de Alfred com o de seu irmão Ludwig, esse sim morto no dia anterior. Mal sabia
o repórter que detonaria, com seu erro, uma longa história de vitórias
heróicas, derrotas humilhantes e vice-versa, de injustiças, polemicas e
triunfos. O infeliz obituário levou Nobel, o químico brilhante que inventou a
dinamite e enriquecer com isso, a repensar todas sua vida. Ele não queria
entrar para a história com aquela imagem. Em 1985,
Nobel terminou seu testamento, no qual detalhava os prêmios internacionais
que deveriam ser dados, anualmente em seu nome.[1] A história demonstra que Nobel
teve praticamente que nascer de novo e iniciar uma nova vida, novos padrões, novas condutas. Mas não é
exatamente dessa nova vida que pretendo falar. É outra, está na Bíblia. Natanael
não compreendeu. Eu também não! Nascer de novo!!! Que história e
essa? Você também pergunta. Talvez você se arrisque a dizer
que é coisa da genética atual. Mas não é! Não tem nada a ver com as novas
invenções dos cientistas. Aliás, a genética nunca conseguirá atingir esse
novo nascimento. Nicodemos era príncipe dos
judeus. Religioso até as tampas. Ficara sabendo acerca dos atos de Jesus
através de seus amigos. “Os cegos vêem, os aleijados andam, os surdos ouvem”. Natanael nunca vira ou ouvira algo
desta forma. Queria conhecer o mestre. Mas era fariseu. E se os
“irmãos” o vissem com o nazareno, o que diriam dele. Afinal, tinha uma
posição privilegiada, era membro do sinédrio.[2] Resolve arriscar. Vai ter com
Jesus à noite[3];
menos pessoas o verão, pensa ele. Ao chegar perto do mestre,
Natanael quis impressionar e resolve bajular Jesus: “Rabi, bem sabemos que és
Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes,
se Deus não for com ele”. Frase bonita. Bem elaborada.
Jesus vai gostar, pensa. Mas o mestre não quer saber de
elogios. E diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de
novo, não pode ver o Reino de Deus”. Abre-se então uma grande dúvida
na cabeça de Natanael. Ele nunca ouvira falar desse termo “nascer de novo”.
Apesar de ser um profundo conhecedor da torah[4]
nunca tinha lido nada igual. Nem mesmo nas enciclopédias teológicas farisaicas. Seu fascínio pelo mestre aumenta
mais, então pergunta: “Como pode um homem nascer sendo velho? Porventura pode
tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”. Que pergunta mais idiota o
leitor pode exclamar. (Eu também acho) Mas convenhamos, quando se trata
de plano espiritual somos os mais ignorantes possíveis. Nosso Q.E (Quociente
de Espiritualidade) é quase zero. Assim como Natanael, pensamos somente no
que é material, o espiritual é excluído. Somos religiosos. Gostamos da
forma e não do conteúdo. Somos materialistas. Gostamos do
que se vê. Somos imediatistas. Tem que ser
pra ontem. Hoje já é tarde. Somos céticos. Cremos que Deus
realiza milagres para os outros, não para nós. Queremos o fim. Não importa o
meio. Queremos nosso desejo. Não
importa o de Deus. Natanael ainda não havia andado
com Jesus, por isso, era leigo quando às coisas do reino de Deus. E você? Sabe alguma coisa do reino de
Deus? Conhece a Jesus? Ou só ouviu falar? Talvez você o conheça pelos
livros teológicos, livros devocionais, pelas palavras dos pregadores ou em
algum estudo bíblico. Mas não é disso que estou
falando. Quero saber se conhece o mestre “pessoalmente”, tem andado com Ele
ou é mais um religioso hipócrita? Se não o conheces, precisa
nascer de novo, ser regenerado, ser transformado. Nas palavras de Jesus: “Na verdade, na verdade te digo
que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de
Deus”. A Regeneração é o segundo passo
após a justificação. É o ato divino que concede ao penitente que crê numa
vida nova mais elevada mediante união pessoal com Cristo[5].
Talvez você até tente mudar sua
vida: muda de telefone, de endereço, de religião e até a fisionomia através
das operações plásticas, mas, percebe que ainda não foi transformado; os
velhos valores e atitudes ainda persistem. Então experimente nascer de
novo! Deixe tudo nas mãos do Dono da Vida, ai sim, verás que tudo muda! |
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“Estais, pois, preparados para
responder com mansidão
e temor todos aqueles que vos pedir a razão da vossa fé”. I Pe.
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