A importância da defesa da fé cristã
na pós-modernidade
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Em todos os períodos da história humana o cristianismo
tem sido atacado. Do tempo dos apóstolos, passando pelo iluminismo até
chegarmos aos dias atuais o pensamento cristão têm sido posto à prova e
refutado pelos diversos tipos de culturas/pensamentos que se opõem ao
evangelho. Freqüentemente os cristãos, inclusive os evangélicos,
são – convidados – a darem razões acerca da sua fé. Compungidos a
argumentarem sobre a evidência de Deus, de Cristo e das sagradas escrituras.
Desafiados a defenderem a razão da esperança que têm nas promessas bíblicas. A essa defesa denominamos – apologia -, que do grego
significa “resposta” ou “discurso de justificação”. Constitui um conjunto de respostas razoáveis às perguntas efetuadas
sobre Deus, Jesus e o pensamento cristão. A apologia, tipicamente, é
uma resposta a uma pergunta ou desafio. Nos tempos de Paulo teve ele que tirar os obstáculos da
cruz de Cristo do pensamento dos judeus. No segundo século, os cristãos
tiveram que defender não só as doutrinas cristãs, mas também os próprios
cristãos das acusações do ateísmo e do agnosticismo. Depois, tiveram que
defender a fé dos ataques dos desafios do islamismo. Na era da iluminação e
por muitas décadas depois, defenderam a fé dos ataques do racionalismo e
cientificismo. Hoje, o desafio maior é defender a afirmação que existe um
conhecimento certo da verdade absoluta e que tal verdade se encontra na
Escrituras Sagradas. Assim como nossos antepassados temos sido chamados para
darmos respostas racionais e certas pela esperança que temos em Cristo. Nos
compete lidar com assuntos contemporâneos por mais que sejam difíceis e
incômodos para nós. O texto áureo da defesa da fé cristã encontra-se em I
Pedro 3:15: "Antes santificai a Cristo em vossos corações, e estejais
sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos
pedir a razão da esperança que há em vós”. Finalidade da defesa da fé
Não é objetivo da apologia tão somente ganhar
debates/discussões no âmbito filosófico, científico ou teológico; antes
pretende cumprir o Ide do Senhor Jesus, de forma a pregar o evangelho a todas
a criaturas, que no caso em questão será corroborado por um estudo minucioso
da Palavra de Deus e das doutrinas cristãs, para destruir todas as
cosmovisões que sejam antagônicas ao cristianismo. Charles Colson[i]
afirma que “debater pode ser algumas vezes desagradável, mas pelo menos
pressupõe que há verdades dignas de serem defendidas, idéias dignas de se
lutar por elas. Em nossa era pós-moderna, todavia, as suas ‘verdades’ são as
suas ‘verdades’, as minhas ‘verdades’ são as minhas, e nenhuma é
significativa o suficiente para alguém se apaixonar por ela. E se não há
verdade, então não podemos persuadir um ao outro através de argumentos racionais.
Tudo o que resta é puro poder”. E esse poder mencionado por Colson não é outro senão
Aquele mencionado Moody: “Se quisermos trabalhar... tendo em vista um
propósito definido, precisamos ter o poder do alto. Sem esse poder, nossos
esforços não passarão de mero e enfadonho trabalho. Com esse poder, nossa
labuta se transformará numa tarefa alegre, num serviço agradável.”[ii] Para Moody, “a proclamação do evangelho não pode
estar divorciada do Espírito Santo. A menos que Ele dê poder à palavra,
infrutíferas serão nossas tentativas em pregá-la. A eloqüência humana – ou a
persuasão da linguagem – não passam de mera aparência exterior de um
morto, se o Espírito vivo não estiver presente. O profeta pode pregar aos
ossos no vale, mas tem de haver o sopro do céu para que tornem a viver.” Quem
deve utilizar a apologia
Embora muitos cristãos pensem que a apologética
seja de uso estrito aos pastores e intelectuais, ela deve ser utilizada por
todo cristão consciente. Hank Hanegraaf assevera que “a responsabilidade pela
apologética não é limitada aos pastores cristãos ou aos intelectuais. Quando
desafio pessoas a aprenderem a defesa da fé é pensar como cristãos”,
freqüentemente respondem: “Oh, eu não estou pronto para isso”, ou: “É muito
profundo para mim”. Mas Deus criou
cada um de nós com uma mente, com a capacidade de estudar, pensar e fazer
perguntas. Ninguém é expert em toda as áreas, mas cada um de nós pode dominar os assuntos nos
quais tem alguma experiência.” Hanegraaf também argumenta que “um número
demasiadamente grande de pessoas acredita que a apologética é do domínio
exclusivo dos eruditos e teólogos. Não é verdade ! A defesa da fé não é algo
opcional; é um treinamento básico par todo crente.[iii]” Pós-modernismo A importância da apologia da
fé cristã é percebida na medida em que observa a sociedade pós-moderna em que
estamos inseridos. Sendo ela caracterizada por um pensamento secular e
materialista, o qual exclui Deus da vida cotidiana e o relega à mitologia. O inicio do século XXI têm
sido caracterizado por movimentos filosófico-teológicos que romperam com tudo
o que, historicamente, tem sido crido como verdade fundamental, da qual não
se poderia abrir mão. Esses movimentos têm tomado vários nomes como:
secularismo, relativismo, pós-modernismo e pluralismo. Para
os pluralistas não existe a verdade absoluta, nem existe uma religião
verdadeira. Os pós-modernistas rejeitam não somente as leis objetivas de
moral, como as leis morais interiores gravadas por Deus em nossos corações.
Fé e sexualidade tornarem-se questão de gosto e não de verdade. A Ética é
regida pelo querer predominante da sociedade. O aborto tornou-se não somente
legal em muitos países, como também uma prática aceitável, como um direito
constitucional que a mulher tem sobre o seu corpo. Nesse
contexto, cumpre a cada cristão levantar a bandeira do evangelho e defender
as verdades bíblicas. Precisando, para tanto, reporta-se um estudo sólido da
palavra de Deus bem como se atentar para as novas ideologias que sãos
criadas, afim de batalhar pela fé que uma vez foi dadas aos santos. |
[i] COLSON, Charles. E Agora como Viveremos, CPAD: Rio de
Janeiro, 2000
[ii] MOODY, L. Dwight. O Poder Secreto. CPAD. Rio de
Janeiro
[iii]
HANEGRAAF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD: Rio de Janeiro, 1996.
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“Estais, pois, preparados para
responder com mansidão
e temor todos aqueles que vos pedir a razão da vossa fé”. I Pe.
3:15