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Os ateus argumentam que não
foi Deus quem criou o homem, mas o homem quem criou Deus para impor normas, leis
e limites à sociedade. Tal argumentação demonstra uma insatisfação
generalizada com relação ao sistema eclesiástico regente no mundo.
A Igreja como instituição
surge para promover a expansão do Reino de Deus, preservando-se nos ensinos e
vida de Cristo. Eleny Vassão Aitken disse: "A Igreja deve ser o lugar de
perdão e acolhida para seus soldados feridos, e não um tribunal para julgar
os que caíram. Precisamos de mais misericórdia e graça para tratar as pessoas
como o Senhor nos trata. Ele nos constrange pelo amor, mesmo sem perder de
vista a sua justiça".
Atualmente temos presenciado um bombardeio de legalismo, ameaças e imposições
por parte dos líderes eclesiásticos. O Pr. Lindofo de Oliveira, da igreja
Metodista, chama os tais de "crentes Power Ranger", ou seja,
aparentemente são cheios de poder.
Nas nossas orações não se ouve mais "seja feita a vontade de Deus",
pelo contrário, surge o "eu determino!". A simplicidade do
Evangelho perde lugar para dizeres impositivos e legalistas como, "Deus
faça...", "Senhor eu quero..." e "Jesus eu
declaro...". Há aqueles que acham o Espírito Santo com cara de
office-boy, pois dizem insistentemente: "Espírito Santo visite, vá lá,
vá ali, venha aqui..."
Os valores estão invertidos! Estamos criando um deus irreal e fictício para
atender todas as nossa vaidades e desejos que não passam de carnais e
malignas. O pior disto tudo é que são justamente os líderes que estão tendo
esta atitude.
João exorta dizendo: "meus filhinhos e minhas filhinhas, cuidado com os
falsos deuses!" I Jo. 5:21. Paulo faz coro declarando: "não sejamos
mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo
engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente" Ef. 4:14.
O medo de perder cargos, cair no desprestígio, não mais ter o carinho do povo
e a aceitação tem levando inúmeras igrejas a criarem um deus próprio e
exclusivista. Infelizmente temos visto um completo ativismo eclesiástico na
tentativa de nos mantermos e recebermos os aplausos dos liderados.
A igreja evangélica se não se levantar e mudar tal realidade irá se tornar
pior do que a Igreja Católica. Aliás, o Catolicismo Romano já penetrou e
enraizou em nossas igrejas protestantes, pois hoje o pastor tem autoridade
máxima, não mais a bíblia, em semelhança ao Papa.
Martinho Lutero certa feita disse: "as Escrituras têm autoridade sobre a
Igreja, pois esta não é dona da Bíblia, mas serva". E continua dizendo:
"não se pode tolerar de modo algum que, na Igreja Cristã, um queira
sobrepujar o outro".
Se Martinho Lutero vivesse hoje, com certeza, um dos pontos da reforma seria
para confrontar a estupidez humana de criar um deus que atende os desejos e
vaidades da igreja denominacional.
Chega de criarmos um deus partidário! Basta de legalismo tolo e inconstante
no seio da Igreja que deveria ser referencial de vida! Temos que crer no Deus
descrito na Bíblia! Não temos permissão do Pai para sermos criadores de deus.
Estamos em uma batalha, mas infelizmente esta batalha tem acontecido dentro
da própria igreja. Departamentos lutando com departamentos, pastores contra
pastores, líderes frente a liderados... todos apresentando suas defesas e
justificativas como provindas do Trono de Deus.
Quero trazer à memória I Pe. 2:8: "e em outra parte as Escrituras
Sagradas dizem: esta é a pedra em que as pessoas vão tropeçar, a rocha que
vai fazê-las cair. Essas pessoas tropeçaram porque não creram na mensagem, de
acordo com a vontade de Deus para elas".
Que não possamos ser conhecidos como "criadores de deus", mas
servos do Deus vivo.
http://www2.uol.com.br/bibliaworld/entrenos/index.htm
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