A SÍNDROME DE ADÃO
por
Vamir Nascimento M. Santos
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Apesar
do conselho mencionado no título deste artigo, você não foi capaz de ficar
sem lê-lo. Afinal, você sentiu um desejo ardente de descobrir o que estava
escrito nesse texto proibido, malgrado o nosso alerta Talvez
o caro leitor tenha tentado resistir. Suponho que tenha lido todos os outros
textos deste jornal; as notícias, os recados, os testemunhos. Suponho até que
foi ainda mais longe, conseguiu até mesmo fechar o jornal na luta contra esse
desejo desenfreado e essa curiosidade insaciável. Mas você não conseguiu e
aqui está a perlustrá-lo. Agora é tarde... Foi
exatamente isso o que Adão e Eva sentiram quando estavam no Jardim do Éden.
Deus os colocou nesse jardim, e deu a eles a possibilidade de comerem de
todas as frutas que ali havia, menos da árvore da ciência do bem e do mal,
pois certamente morreriam (Gen. 2:17). Imagino
que Adão e Eva devem ter agido como você leitor (a recíproca é verdadeira).
Andou de um lado para o outro, comeu de todas as outras frutas, desfrutou de
tudo que podia. Mas havia algo que eles queriam fazer: comer do fruto da
árvore da ciência do bem e do mal. A curiosidade era enorme, o desejo
gigantesco. E o trágico final todos já sabem. O ser
humano é assim, gosta daquilo que é proibido, daquilo que é errado, daquilo
que é ilícito, pouco importando se trará prejuízo ou não; importa que a cede
do nosso ego seja saciado, a fome do desejo seja suplantado. Nosso pensamento
imediatista prefere aquilo que possa nos beneficiar repentina e urgentemente,
não analisamos os prós e os contras antes de nossas decisões. Mas
não são poucas as pessoas que tentam se eximir da culpa do pecado dizendo não
terem nada haver com Adão e Eva e com o que fizeram no Jardim do Éden há
algum tempo atrás. Sam
também pensava assim. Ele
cortava árvores todos os dias, e sempre que o patrão chegava ouvia ele dizer:
Ah, Adão! Ahh, Adão, Ahh, Adão! Um dia
o patrão perguntou: Por
que você geme “Ah, Adão!” sempre que está aqui cortando árvores Porque
se Adão não tivesse pecado, eu não teria de fazer esse trabalho extenuante,
que faz parte da maldição. Então
o patrão diz a Sam: Venha
comigo. Ele
levou Sam ao seu palácio que tinha uma quadra de tênis, uma piscina, uma
empregada e mordomo. Tudo
isto é seu Sam – ele disse. – Você nunca mais precisa se queixar. Eu lhe dou
tudo isso, um ambiente perfeito. Sam
não conseguia acreditar. O patrão diz: Agora
você pode desfrutar de tudo isso o tempo todo; mas tem uma coisa. Há uma
caixinha sobre a mesa da sala de jantar. Não toque nela. Sam
foi e jogou tênis todos os dias, nadou e convidou os seus amigos; mas depois
de algum tempo ficou chateado. Havia apenas uma coisa naquela casa que ele
não conhecia: a caixinha sobre a mesa de jantar. Ele se aproximou, examinou a
caixa, mas então se lembrou: “Você não pode tocar nela. Não toque nela”. Mas
todos os dias Sam passava e via a caixa. Um dia, finalmente ele não resistiu.
“Eu preciso descobrir o que há nessa caixa”. Ele se aproximou e abriu a caixa
e de lá saiu voando uma pequena traça. Ele tentou pega-lá, mas não consegui. Quando
o patrão descobriu que a caixa havia sido aberta, mandou Sam de volta à
floresta para cortar árvores. No dia seguinte, o patrão ouviu-o gemendo: Ah, Sam! Ahh, Sam! Ahh,
Sam! Tem-se
denominado essa rebeldia contra algo sabiamente proibido de “A síndrome de
Adão”. Pelo que a psiquiatria qualifica síndrome não apenas como um problema
ou uma doença isolada, antes como o conjunto de determinados sintomas que
resultam em certa modalidade patogênica. Assim, o conceito de síndrome
distingue-se nitidamente da idéia de uma única doença ou problema. Uma mesma
síndrome pode ser caracterizada por diversas doenças. O
conceito de síndrome encaixa-se perfeitamente nos atos de Adão e nos nossos
também. Se fossemos listar alguns erros, começaríamos pela descrença,
rebeldia e a conivência com o erro. Se
volto no tempo, vejo-me no lugar de Adão e analiso. Teria descrido das
palavras de Deus? Teria me rebelado contra sua vontade? Teria sido conivente
com o pecado de Eva? O
tempo não é divisor de águas entre nós e Adão. Então, se formulo essas
indagações contextualizando o tempo presente, todas as respostas seriam – sim
-. Afinal, somos franco em reconhecer que apesar dessa síndrome ter inicio
logo nos primeiros passos do homem, é agora, no presente século que
vislumbramos claramente o proliferação desse mal sem nenhuma máscara. Para a
cultura moderna, não existem verdades absolutas, somente relativas. A
serpente que enganou Eva continua com sua oratória enganosa, levando consigo milhares
de pessoas à ruína, para bem longe da presença do Criador. O
homossexualismo, a pornografia, a fornicação e o adultério são apenas alguns
dos sintomas dessa síndrome, que antes era absolutamente imoral mas agora
perfeitamente normal para a cultura vigente. Os padrões inverteram-se, os
fundamentos se transtornaram, tornando-se comum para o chamado “homem
moderno”. Esse é
o ápice do problema, o errado é a regra, o certo a exceção. Por isso, para
quem esta contaminado pela síndrome da Adão a fidelidade conjugal, o sexo
somente após o casamento e o heterossexualismo são atitudes ultrapassadas e
fora de moda. Assim
como Sam, para a cultura moderna o que vale é fazer o errado na busca em de
desvendar o que esta dentro da “caixinha do pecado”. Todos pensam que
encontrarão a felicidade e alegria dentro dela, mas no fim acharão a barata.
A barata da tristeza e do choro. O inseto que mostrará a realidade do mundo
invisível, porém real. Contudo,
existe a outra face da moeda. A cura para a Síndrome! O único antídoto capaz
de curar a síndrome e transformar o doente. E o
interessante é que a Bíblia chama-o de “último Adão” (I Cor. 45) O
primeiro era carnal, o segundo celestial. O primeiro errou, o segundo
concertou. Seu
nome todos já sabem: Jesus! Somente
Ele não foi contaminado pela síndrome de Adão, somente Ele permaneceu
saudável; por isso, somente Ele é capaz de curá-lo. |
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“Estais, pois, preparados para
responder com mansidão
e temor todos aqueles que vos pedir a razão da vossa fé”. I Pe.
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