DETERMINAÇÕES E
POSSIBILIDADES PERTINENTES À EDUCAÇÃO INFANTIL: UM CONVITE À
LEITURA E À REFLEXÃO
Vera Laura de los
Santos Ferreira
O
desenvolvimento profissional é uma caminhada que envolve
crescer, ser, sentir e agir. Envolve crescimento, como o da
criança, requer empenhamento, como o da criança, sustenta-se
na integração do conhecimento e da paixão. Cultivar as
disposições para ser, saber, sentir e agir, em contexto, é um
desafio que requer processos de sustentação, colaboração, pois
não se faz no isolamento (Oliveira e Formosinho, 2002, p.
139).
Partindo desse
pensamento, que evidencia a constituição profissional como um
processo construído ao longo da trajetória existencial, numa
dinâmica de interações e inter-relações das dimensões pessoal e
profissional consigo, com outros e com os distintos contextos,
busco destacar que ser professora de Educação Infantil é
experimentar um misto de semelhanças e diferenças com os
processos constitutivos dos professores dos demais níveis da
educação, assim sendo, tento exercitar o diálogo com e sobre as
professoras que atuam com a especificidade peculiar da Educação
Infantil.
Nessa perspectiva, convém situarmo-nos, pedagogicamente, nas
determinações e possibilidades que se abrem a partir das
conquistas legais referentes a esse nível de educação.
É importante salientar que a Constituição Federal de 1988
definiu uma nova concepção de criança, ou seja, a de “sujeito de
direitos”. Com ela estabeleceu-se que pais, sociedade e poder
público têm a responsabilidade de respeitar e garantir os
direitos da criança, conforme consta no artigo 227:
É dever da
família, da sociedade e do Estado assegurar à criança a ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde,
à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência
familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma
de negligência, discriminação, exploração, violência e opressão.
A Constituição
estabelece que o atendimento da Educação Infantil ocorra em
creches e pré-escolas (art. 208, inciso IV). A Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional – Lei no 9394/96 - respalda essa
questão através do artigo 30. Diante disso, podemos dizer que
creche, nesse contexto, passa a ser entendida como espaço em que
são atendidas crianças de zero a três anos de idade,
desvinculada da conotação assistencialista. Pré-Escola encerra o
atendimento de 4 a 6 anos. Os termos creche e pré-escola servem
para caracterizar uma abordagem específica de tipos
diferenciados de atendimentos no que se relaciona exclusivamente
à faixa-etária atendida.
Outros aspectos da LDBEN, também, tornam-se imprescindíveis para
o entendimento da docência singular junto às crianças pequenas.
Um deles se refere ao artigo 29, em que a Educação Infantil é
apresentada como a primeira etapa da Educação Básica, tendo como
finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos
de idade, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e
social, complementando a educação familiar e da comunidade.
A partir desse artigo, pode-se inferir que urge que convém
romper com a concepção reprodutiva, preparatória e escolarizante
disseminada sobre a função da Educação Infantil, mais
especificamente, evidenciada nas turmas de pré-escola. Em
relação às creches, a concepção predominante de cuidados e
guarda necessita ser superada, pois temos o compromisso de
assegurar o direito de a criança viver a infância e desenvolver
a totalidade de suas potencialidades no espaço
educativo-pedagógico da Educação Infantil.
Nesse sentido, é fundamental que, para compor o currículo desse
nível de educação, sejam desaconselhadas tanto a direcionalidade
das aprendizagens pré-estruturadas, quanto a condução
espontaneísta das atividades educativas. O que devemos buscar é
um tipo de estruturação em que a professora e as crianças
compartilhem, enriqueçam, contribuam mutuamente, respeitando o
desenvolvimento infantil, construindo uma forma singular e
significativa de viver essa etapa inicial da vida da criança,
garantindo espaços alavancadores de novas aprendizagens e a
ressignificacão de realidades postas.
Como diz Zabalza, (1998), em uma situação “pré-estruturante”, a
contribuição do adulto é a mais influente. Já em uma situação
“laissez-faire”, a contribuição mais decisiva é a que parte da
vontade e da energia das crianças.
O que se delineia instigante e que precisamos contemplar na
Educação Infantil são contextos educativos que privilegiem a
dimensão cultural da vida e as contribuições decisivas do adulto
e das crianças, “apontando para a possibilidade de as crianças
aprenderem com a história vivida e narrada pelos mais velhos, e
de os adultos conceberem a criança como sujeito histórico,
social e cultural” (Kramer, 2002, p. 129).
Para tanto, há necessidade de envolvimento e de dedicação
cuidadosa da professora para consigo – investindo na formação
continuada – para com as crianças – observando, acompanhando,
articulando e assessorando constantemente - e para com os
múltiplos contextos de aprendizagem experienciados – quer sejam
físicos, afetivos, lúdicos ou bibliográficos.
Nesse sentido, a proposta pedagógica torna-se norteadora do
processo educativo, sustentada por princípios que assegurem o
desenvolvimento da criança como um todo, em vez de privilegiar
algum(ns) aspecto(s) em detrimento de outro(s), por exemplo:
como é muito comum, no caso da escolarização precoce,
privilegiar-se o aspecto intelectual e/ou motor.
No cenário Estadual, a Resolução CEED n. 246/99, que estabelece
normas para o funcionamento da Educação Infantil, reafirma a
LDBEN enfatizando o desenvolvimento integral das crianças,
complementando a ação da família e da comunidade.
Vê-se portanto, que a responsabilidade de educar, não é só da
professora, mas cabe a ela encontrar mecanismos de aproximação e
parceria, tanto com as famílias envolvidas como com os demais
segmentos da comunidade escolar, com vistas a efetivar uma
educação vinculada à vida, situada e datada, respeitando as
diversidades socioculturais: étnicas, religiosas, de gênero,
etc.
Desse modo, reconhecendo a importância da identidade pessoal de
todos os envolvidos na ação educativa, reforça-se o valor da
proposta pedagógica para Educação Infantil, traduzida no
regimento escolar, destacando-se a necessidade de estar, nela,
explícito o conceito de criança em desenvolvimento no contexto
social e cultural em que está inserida, assim como, expressando
a integração entre educação e cuidados.
Esse binômio, suscita questionamentos, pois, definir o que seja
educar e cuidar, depende da concepção que se tem - ou se
pretende contemplar - desses termos, além do que se entende por
homem e por sociedade. A responsabilidade cabe à família, à
instituição, à sociedade, a quem se confia a criança.
Embora a educação da criança aconteça predominantemente de forma
espontânea na família e em outros grupos sociais, nas
instituições com espaços específicos dedicados à educação da
infância, podemos dizer que a ação educativa exercida, assim
como a familiar, está sempre impregnada de vínculos e afetos,
mas seguindo diretivas intencionais, respaldadas por opções
feitas à cerca da compreensão que se tem de mundo, de sociedade
e de homem. Nessa perspectiva, a educação nunca é neutra, pois,
toda escolha implica um posicionamento assumido em defesa de
alguma idéia ou crença. Assim, o que vai diferenciar uma prática
educativa de outra é o tipo de abordagem escolhida.
A proposta pedagógica bem definida quanto ao enfoque a ser
atribuído às dimensões do desenvolvimento e da aprendizagem e à
forma como estas dimensões articulam-se com a concepção de
conhecimento, de ludicidade e de sentimentos estaremos nos
opondo ao modelo assistencialista e as propostas compensatórias.
“Educar consiste, então, em oferecer condições para que criança
possa situar-se no mundo, explorando-o e exercitando sua
linguagem, construindo seu conhecimento acerca das relações com
os adultos, com outras crianças, com o espaço físico. Com o
tempo, com os valores morais da sociedade” (Souza, 1998, p. 75).
Cuidar, significa atenção complementar à da família e, em
sentido mais amplo, atenção com o corpo e às necessidades
básicas da criança. Cuidado integra-se à educação. Ex: a
alimentação e a saúde das crianças requerem, do adulto, ações
permeadas por envolvimento afetivo e responsável, ambiente
físico e equipamentos em condições, como também, considerar
conhecimentos e atitudes adequadas relacionadas à faixa etária
em questão, como parte integrante do processo educacional.
Conforme o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil,
para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o
outro, respeitar sua singularidade, ser solidário com suas
necessidades, compartilhar alegrias, tristezas e conquistas,
confiar no outro, criar vínculos. Além da dimensão afetiva e
relacional, é preciso ter competência no cuidar; sobretudo ter
atenção com a criança enquanto parceiro.
Desse modo, o currículo para Educação Infantil, na perspectiva
de promover o bem-estar da criança, evidencia a importância do
enfoque lúdico-educativo nas situações de aprendizagem, o que
nos leva a ressaltar que uma prática, ludicamente inspirada, é
aquela em que as características do brincar fluem nas ações –
intencionais - do professor e nas atividades vivenciadas pela
criança, enquanto sujeito ativo em desenvolvimento, construtor e
reconstrutor de seus conhecimentos e experiências (Fortuna,
2000) e principalmente, na interação pautada pela parceria de
ambos – adulto e criança - frente à consecuç&atildde;o de um
currículo norteado por uma pedagogia que respeite a infância,
enquanto fase marcada pela descoberta, pela espontaneidade, pela
imaginação, pela criatividade e pela fantasia.
Abre-se, assim, a possibilidade de realizar trabalhos
metodologicamente diferenciados, de instituição para
instituição, garantindo a identidade cultural e educativa
própria a cada unidade escolar.
Assim, dependendo da fundamentação norteadora da Proposta
Pedagógica, os agrupamentos de crianças poderão ser formados
centralizando o atendimento por idade específica (os
tradicionais níveis A e B) ou conjugando diferentes idades
(pré-escola agrupando 4, 5 e 6 anos). Essa última forma de
agrupamento, torna-se bastante desafiadora para a condução do
trabalho pedagógico-educativo, pois privilegia a interação entre
crianças menores e maiores, convivendo-se cotidianamente com a
heterogeneidade de interesses e necessidades pertinentes às
idades distintas.
Vygotsky, (1988), ao explicitar o conceito de zona de
desenvolvimento proximal, define-a como sendo a diferença entre
o nível de resolução de problemas com a ajuda de crianças
maiores ou dos adultos, e aquele atingido sozinho. Dessa forma
entende-se que crianças em idades diferentes se desafiam
mutuamente, colaboram entre si e antecipam aprendizagens,
compartilhando questionamentos e descobertas.
Assim, tendo em vista o desenrolar da complexidade do processo
educativo, a própria legislação sinaliza para alguns aspectos
importantes de serem considerados para a efetivação de um
ambiente propício às trocas e aprendizagens infantis, ou seja:
as dimensões da sala de atividades, resguardado 1m e 20cm por
criança, relação com a proposta pedagógica e relação número de
crianças /professor para cada agrupamento.
Porém, o atendimento efetivado nas escolas que atendem a outros
níveis de educação além da Educação Infantil, precisa considerar
que os espaços destinados às crianças pequenas não se restringem
à sala de atividades (de aula), ao banheiro e à pracinha.
Existem outros espaços necessários como: sala de atividades
múltiplas, área coberta e local para atividade ao ar livre -
propícia para dias muito quentes ou de chuva. Esses espaços,
além de abrirem para outras possibilidades pedagógicas
lúdico-educativas, possibilitam vivenciar situações instigantes
com maior liberdade de movimento e criatividade, valorizando a
imaginação e a fantasia infantil.
Diante do exposto, convém ressaltar a importância de a equipe
diretiva, de os professores e demais envolvidos no decorrer do
ano letivo avaliarem a efetivação da Proposta Pedagógica, do
Regimento Escolar e os Planos de Trabalho no que se refere às
opções feitas e a real efetivação da prática lúdico-educativa
exercitada na Educação Infantil, utilizando os espaços de
formação e planejamento previstos em calendário.
Outro elemento facilitador ou dificultador do sucesso da prática
cotidiana relaciona-se ao tempo, previsto anualmente, para o
planejamento coletivo, para a observação, para partilha e apoio
profissional mútuo (Oliveira e Formosinho, 2002). Pois, os
processos de interação mútua entre as professoras necessitam de
encorajamento à ação, num ambiente pautado no dinamismo, em que
as práticas docentes e de formação permanente sejam
compreendidas como parte do processo educacional.
Avaliação e
ingresso ao Ensino Fundamental
Conforme o artigo
31 da LDBEN, a avaliação na Educação Infantil far-se-á mediante
acompanhamento e registro do desenvolvimento de cada criança ao
longo do ano letivo, sem o objetivo de promoção, mesmo para o
acesso ao ensino fundamental.
Quanto à passagem da Educação Infantil para o primeiro ano do
Ensino Fundamental, não é conveniente reter crianças em idade
apropriada em turmas de pré-escola por considerá-las
despreparadas para o ingresso na nova etapa escolar.
É importante enfatizar, que esse acesso, independe de a criança
ter ou não freqüentado turmas de Educação Infantil, já que o
critério decisivo, adotado pela mantenedora refere-se a idade
limite, estabelecida anualmente, expressa nas normas de
matrícula e/ou em outros documentos complementares.
Convém destacar, que a mantenedora, através do Of. Circ. DEI/DP/N.º
006/2004, de 17 de maio, orienta para que conste, no item
matrículas dos Regimentos Escolares que acompanham os Processos
de Escolas, como idade mínima para freqüentar a Educação
Infantil, 4 anos e 9 meses para o nível A e 5 anos e 9 meses
para o nível B, completos até março do ano em questão.
A comunidade escolar deve estar ciente de que, o acesso ao
Ensino Fundamental, não pode ser retardado para além da idade
prevista em lei (considerando a idade limite definida pela
mantenedora), como também, não se deve promover a antecipação da
escolarização às crianças pequenas. Temos que ter claro que a
infância, em especial na idade da Educação Infantil, é um
período mágico da vida humana, que só se vive uma vez e sempre
será recordado. Desse modo, se quisermos garantir boas
recordações às crianças, precisamos romper com a escolarização
precoce que teima em perpetuar-se nas classes de Educação
Infantil (Ferreira, 2004) .
É preciso que o professor invista no conhecimento de cada
criança como um ser singular que tem uma forma única de ser, de
aprender e interagir, respeitando os ritmos e os tempos
diferenciados de cada criança, considerando as diversidades
sociais, culturais e econômicas que tanto influenciam o processo
de aprendizagem, bem como o desenvolvimento próprio de cada ser
e pertinente a cada faixa-etária.
O objetivo maior
da Educação Infantil não é o de antecipar as aprendizagens
escolares, mas de enriquecer os âmbitos de experiências das
crianças, bem como aproveitar o imenso repertório de recursos
(lingüísticos, comportamentais, vivenciais, etc.). com os quais
chegam à escola, e utilizá-los para complementar o universo de
vivências desejáveis para essa faixa etária. Ao deixar a
Educação Infantil, a criança deverá ser capaz de expressar todo
o trabalho educativo realizado durante o período que abrange a
primeira etapa da Educação Básica (SE/DEI/DIEF/DP, Of. Circ. N.º
003/2004).
Em caso de dúvida
ou constatação quanto aos aspectos referentes ao desenvolvimento
e/ou aprendizagem, em particular, de alguma criança,
aconselham-se algumas medidas como: buscar informações junto à
mantenedora, reunir os membros da equipe diretiva da escola,
professores e outros profissionais envolvidos, e Conselho
Escolar tendo como respaldo para o exame e debate da situação, o
Regimento Escolar, antes de tomar qualquer posicionamento.
Situações assim, precisam ser compartilhadas entre todos
envolvidos.
A Educação
Infantil e o Calendário Escolar.
Segundo o Parecer
CEED no 705/97, “não há razão plausível para que o período
letivo anual nas classes de Educação Infantil não acompanhe no
mínimo, a duração do ano letivo do Ensino Fundamental e Médio”
(200 dias letivos e 800 horas). O planejamento desse período há
de levar em conta as reais necessidades da clientela,
considerando as características locais e as orientações da
mantenedora.
Nesse sentido, a escola precisa valorizar toda atividade
lúdico-educativa, devidamente planejada e acompanhada, inserida
no currículo da Educação Infantil, validando ações
significativas desenvolvidas em tempos e espaços outros, ao
longo do ano, envolvendo os diferentes segmentos da comunidade
escolar.
Outro aspecto, a ser considerado no calendário escolar, é a
previsão de turnos/dias/períodos para a formação específica
continuada da professora que atua com os pequenos. Essa
professora, além da formação geral que realiza junto ao corpo
profissional da escola (reuniões e encontros gerais
estabelecidos anualmente) necessita ter garantido espaços
sistemáticos destinados tanto ao estudo como a discussão e ao
planejamento pedagógico com seus pares, tanto ao nível de escola
como de mantenedora. Desse modo, há necessidade de um olhar
atento e criativo no que tange ao planejamento das atividades
letivas voltadas à Educação Infantil e suas professoras. Daí
porque há necessidade de prever-se uma margem de dias letivos e
trabalhar com as famílias a importância da formação continuada
desses profissionais. No entanto, temos que zelar pelo real
atendimento às crianças por ocasião de acordos com pais
envolvendo a permuta de dias ou horas letivas, com vistas à
participação das professoras em encontros e/ou reuniões, assim
como em outras atividades ou situações.
Assim, é preciso que as equipes diretivas, quando necessário,
garantam o atendimento das turmas, por outro profissional
habilitado, na ausência da professora regente, contemplando o
bom andamento educativo-pedagógico habitual. Outra
possibilidade, é realizar o atendimento em outro momento pela
própria professora da turma, desde que acordado entre escola e
família.
Nessas situações, convém ater-se ao Decreto n. 41.850, de 25 de
setembro de 2002 e as Ordens de Serviço n. 05 e n.0 7/96, de 3
de abril de 1996, que atribuem o número de horas/aulas semanais
acrescidas de horas/atividade para o professor de currículo por
atividades.
Temos que ter claro que a professora de Educação Infantil não é
alguém que está “ocupando seu tempo de forma fácil”, mas um
profissional que lida cotidianamente com inúmeros desafios e,
portanto, necessita investir, sistematicamente, no conhecimento
dos processos de aprendizagem e desenvolvimento infantil, bem
como na sua própria formação, prioritariamente, no próprio
ambiente institucional.
Neste cenário, cabe a professora de Educação Infantil juntamente
com seus pares desbravar espaços possíveis nas instituições onde
atua, com vistas a ampliar possibilidades de formação continuada
que respalde a atuação apaixonante, comprometida e desafiadora
voltada às necessidades e aos interesses da criança pequena.
Finalizando, busco instigar a reflexão e o encantamento
lúdico-educativo, através da contribuição poética de Osteto,
(2001):
Que um dia todos
sujeitos quentes e ardentes
inventem um jeito simples de amar
e viver a vida da gente.
Na imensidão do sol ardente
Que um dia se invente uma mágica diferente
Que transforme a todos em sujeitos envolventes (p. 51).
O desafio está
posto: sejamos, pois, professoras envolventes e envolvidas,
quentes e ardentes repletas de amorosidade e dedicação pelas
crianças e pelo que fazemos, proporcionando contornos nítidos
aos nossos ideais e realizações.
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I,II e III, 1998.
BRASIL. Constituição Federal. 1988.
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