Para entender a questão do terminal

Prezados vizinhos, na reunião de 20/05 surgiu um problema que poderia prejudicar a conquista de nossa praça.
Trata-se de um possível conflito do projeto do terminal de ônibus com as orientações da CET-Rio e SMTU, apontado pelo Arq. Sérgio Bello do IPP.
Preparamos este dossier para ajudar o entendimento da questão, visando a próxima reunião, na qual deverão comparecer os representantes desses órgãos.
 

1. Situação atual da praça  (veja ilustração)
 

1.1 Permanência dos ônibus na praça

A praça é utilizada para estacionamento de grandes ônibus de turismo apesar da sinalização permitir apenas as operações de embarque e desembarque para dois ônibus por vez, como indicado na ilustração.

Consequências:
-poluição sonora e ambiental: os ônibus estacionam com o motor ligado para manter o ar condicionado até a volta dos turistas.
-congestionamento do tráfego na praça, que se propaga até a rua Cosme Velho.
 

1.2 Entrada dos ônibus na praça

Quando é feita respeitando a sinalização, ou seja, dobrando à direita: neste caso, devido ao seu comprimento, o ônibus deve posicionar-se na faixa esquerda da pista de descida, obstruindo as duas pistas durante a manobra.
 

1.3 Saída dos ônibus da praça

Quando é feita no sentido de subida da rua Cosme Velho: os ônibus saem da rua Ererê e devem dobrar à esquerda no tempo do sinal fechado. Devido à presença de outros veículos aguardando a abertura do sinal na pista de subida, o ônibus obstrui frequentemente o fluxo de descida.
 

2. Projeto proposto para a praça (veja ilustração)

Este projeto parte da premissa de que a entrada dos ônibus na praça deve ser impedida físicamente, o que é conseguido reduzindo-se a largura da pista da rua Efigênio Salles. Desta maneira, os grandes ônibus, devido ao seu comprimento, não podem manobrar na praça.
 

3. Projeto proposto para o terminal de ônibus   (veja ilustração)

As operações de embarque, desembarque e estacionamento dos ônibus de turismo passam a ser realizadas no terminal existente na rua Cosme Velho, na altura da ladeira do Ascurra, atualmente utilizado, abaixo de sua capacidade, como ponto final de ônibus urbanos.
Portanto, a viabilidade do projeto de reforma da praça depende da utilização do citado terminal, a ser reformado segundo um projeto adequado, tanto no que diz respeito ao aproveitamento do espaço quanto no que se refere aos acessos.

3.1 Aproveitamento do espaço

O projeto proposto, mesmo sem modificar substancialmente o desenho atual do terminal, prevê seis vagas para ônibus de turismo. Esta situação é bastante vantajosa em relação à atual, que oferece duas vagas legais na praça.

3.2 Acessos ao terminal

A grande modificação do terminal está na construção de um acesso para saída. Atualmente, tanto a entrada como a saída são feitos por um único acesso. O funcionamento dos acessos é controlado por dois semáforos, indicados na ilustração.

O possível conflito deste projeto com as orientações da CET-Rio e SMTU, apontado pelo Arq. Sérgio Bello do IPP, está no acesso ao terminal dos ônibus que descem a rua Cosme Velho provenientes do túnel Rebouças. Pelo projeto, estes veículos deveriam aguardar, na pista da esquerda, a abertura do sinal, o que obstruiria o tráfego.

3.3 Nossos palpites

Embora não sendo especialistas na matéria, na qualidade de moradores conhecedores das particularidades do bairro, permitimo-nos fazer algumas observações:

1) A pista da rua Cosme Velho, no trecho compreendido entre a saída do túnel e o terminal, está contida nos estreitos limites impostos pelos imóveis centenários ali existentes. Assim, a pista de descida é constituída por uma única faixa. Somente no trecho a partir do início do terminal, a pista passa a ter duas faixas, e bastante largas.
2) Adicionalmente, o projeto mostra que a pista de subida poderia ser alargada às custas da calçada do terminal, pois este projeto propõe a criação de duas vagas para ônibus urbanos junto à pista de subida.

Concluímos, portanto, que:
1) o efeito do bloqueio provocado pelo ônibus aguardando o giro à esquerda deve ser relativizado, pois o fluxo dos demais veículos é proveniente de trecho em faixa única. Lembre-se, ainda, que a velocidade máxima permitida nesse trecho, e em toda a rua Cosme Velho, é de 30 km/h.
2) é possivel criar uma terceira faixa de descida, próximo ao acesso de entrada, destinada à espera do ônibus, alargando-se a pista às custas da calçada do terminal, se necessário.
 

4. Conclusão

Finalmente, entendemos que qualquer eventual transtôrno ao tráfego provocado pelo projeto proposto para o terminal é claramente preferível à situação caótica provocada pelo acesso atual dos ônibus à praça, que têm-se mostrado perniciosa, tanto ao que se refere ao tráfego, quanto ao que é mais importante: a qualidade de vida dos moradores, que também são contribuintes, eleitores e cidadãos.
 
 

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