1. Situação atual
da praça (veja
ilustração)
1.1 Permanência dos ônibus na praça
A praça é utilizada para estacionamento de grandes ônibus de turismo apesar da sinalização permitir apenas as operações de embarque e desembarque para dois ônibus por vez, como indicado na ilustração.
Consequências:
-poluição sonora e ambiental: os
ônibus estacionam com o motor ligado para manter o ar condicionado
até a volta dos turistas.
-congestionamento do tráfego na praça,
que se propaga até a rua Cosme Velho.
1.2 Entrada dos ônibus na praça
Quando é feita respeitando a sinalização,
ou seja, dobrando à direita: neste caso, devido ao seu comprimento,
o ônibus deve posicionar-se na faixa esquerda da pista de descida,
obstruindo as duas pistas durante a manobra.
1.3 Saída dos ônibus da praça
Quando é feita no sentido de subida da rua
Cosme Velho: os ônibus saem da rua Ererê e devem dobrar à
esquerda no tempo do sinal fechado. Devido à presença de
outros veículos aguardando a abertura do sinal na pista de subida,
o ônibus obstrui frequentemente o fluxo de descida.
2. Projeto proposto para a praça (veja ilustração)
Este projeto parte da premissa de que a entrada
dos ônibus na praça deve ser impedida físicamente,
o que é conseguido reduzindo-se a largura da pista da rua Efigênio
Salles. Desta maneira, os grandes ônibus, devido ao seu comprimento,
não podem manobrar na praça.
3. Projeto proposto para o terminal de ônibus (veja ilustração)
As operações de embarque, desembarque
e estacionamento dos ônibus de turismo passam a ser realizadas no
terminal existente na rua Cosme Velho, na altura da ladeira do Ascurra,
atualmente utilizado, abaixo de sua capacidade, como ponto final de ônibus
urbanos.
Portanto, a viabilidade do projeto de reforma
da praça depende da utilização do citado terminal,
a ser reformado segundo um projeto adequado, tanto no que diz respeito
ao aproveitamento do espaço quanto no que se refere aos acessos.
3.1 Aproveitamento do espaço
O projeto proposto, mesmo sem modificar substancialmente o desenho atual do terminal, prevê seis vagas para ônibus de turismo. Esta situação é bastante vantajosa em relação à atual, que oferece duas vagas legais na praça.
3.2 Acessos ao terminal
A grande modificação do terminal está na construção de um acesso para saída. Atualmente, tanto a entrada como a saída são feitos por um único acesso. O funcionamento dos acessos é controlado por dois semáforos, indicados na ilustração.
O possível conflito deste projeto com as orientações da CET-Rio e SMTU, apontado pelo Arq. Sérgio Bello do IPP, está no acesso ao terminal dos ônibus que descem a rua Cosme Velho provenientes do túnel Rebouças. Pelo projeto, estes veículos deveriam aguardar, na pista da esquerda, a abertura do sinal, o que obstruiria o tráfego.
3.3 Nossos palpites
Embora não sendo especialistas na matéria, na qualidade de moradores conhecedores das particularidades do bairro, permitimo-nos fazer algumas observações:
1) A pista da rua Cosme Velho, no trecho compreendido
entre a saída do túnel e o terminal, está contida
nos estreitos limites impostos pelos imóveis centenários
ali existentes. Assim, a pista de descida é constituída por
uma única faixa. Somente no trecho a partir do início do
terminal, a pista passa a ter duas faixas, e bastante largas.
2) Adicionalmente, o projeto mostra que a pista
de subida poderia ser alargada às custas da calçada do terminal,
pois este projeto propõe a criação de duas vagas para
ônibus urbanos junto à pista de subida.
Concluímos, portanto, que:
1) o efeito do bloqueio provocado pelo ônibus
aguardando o giro à esquerda deve ser relativizado, pois o fluxo
dos demais veículos é proveniente de trecho em faixa única.
Lembre-se, ainda, que a velocidade máxima permitida nesse trecho,
e em toda a rua Cosme Velho, é de 30 km/h.
2) é possivel criar uma terceira faixa
de descida, próximo ao acesso de entrada, destinada à espera
do ônibus, alargando-se a pista às custas da calçada
do terminal, se necessário.
4. Conclusão
Finalmente, entendemos que qualquer eventual transtôrno
ao tráfego provocado pelo projeto proposto para o terminal é
claramente preferível à situação caótica
provocada pelo acesso atual dos ônibus à praça, que
têm-se mostrado perniciosa, tanto ao que se refere ao tráfego,
quanto ao que é mais importante: a qualidade de vida dos moradores,
que também são contribuintes, eleitores e cidadãos.