Em
1956, o paranormal Zé Arigó, que encarnava
o médico alemão Dr. Fritz, operava e curava,
e foi processado por uma Associação Médica.
Condenado a 15 meses de prisão, Arigó recebeu
indulto do presidente JK.
As curas de Arigó repercutiam e a Igreja, claro, não
gostava. Bom Jesus, à época, por conta de Francisco
Spinelli, líder espírita, era um ponto de adeptos
de Kardec. Havia lá uma escola primária ligada
ao Centro Espírita.
Coincidência ou não, em abril de 1956, é lançada
em Bom Jesus a pedra de uma escola ligada às irmãs
de São Leopoldo. Ato contínuo, as professoras católicas
do Centro Espírita, cedidas pela prefeitura, são
requisitadas para o novo colégio.
No mesmo 1956, os freis capuchinhos inauguram aquela que ainda
hoje é a obra monumental de Bom Jesus: o Ginásio
Nossa Senhora das Graças, mais tarde denominado Ginásio
Frei Getúlio.
Não por acaso, um ano antes, justamente chegara a Bom
Jesus Frei Getúlio. Capelão do Hospital de Rio
Grande, Frei Getúlio era um dos melhores quadros dos Franciscanos.
E vai promover uma reviravolta na mentalidade do lugar.
Romano Lino Toigo (assim de batismo, filho de Vacaria) será a “alma” do
Ginásio. Com seu desprendimento, consolida o Ginásio,
e faz com que os jovens permaneçam para os estudos.
Morto em 1968, o Ginásio, que adota o seu nome, emblematicamente
ruma para o esvaziamento (a cidade, idem; o filão da madeira,
perceba-se, terminando), mais ainda quando absorvido pelo Estado,
em 1971.
Agora, quando completa 50 anos, é justo que se diga que
o Ginásio Frei Getúlio foi fundamental em Bom Jesus
e mérito da irmandade capuchinha.
Mas, é interessante notar como os espíritas, por
linhas tortas, contribuíram naquela construção.
Ainda em 1946, os capuchinhos assumiram o ginásio porque
Francisco Spinelli já oferecera um terreno para o projeto.
E alertou, assim, os então hesitantes freis.
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Veja foto de Frei Getúlio no Carnaval de 1963 em www.vitroladosausentes.blogspot.com/
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