A
linha de apoio da mãe é o filho. A linha da
aparência os dentes são. A linha que apóia
a verdade é a linha do olho. A linha da mulher sozinha é o
solteirão. A linha que apóia a doença é a
presença constante, a linha do ressentimento é o
não fazer.
A linha da briga é a capoeira, a linha da gíria é o
rap, o estilo do repetir. A linha do calmo engole-em-seco, a
linha que apóia a língua é o texto, o seu
alinhar.
A Linha dos Nove não é ninguém, não é Dez,
não é nada. A linha de apoio do vaidoso é o
invejar. Do fracasso, é o grito; o feijão com arroz.
A linha comum é o quase, o nunca, a linha do bem capaz!
Mas a linha que apóia pede lupa, como a jaula pede o leão.
A linha da sopa não é o caldo? Quem alinha com
prece não apóia Deus? A linha que hoje mais cresce é a
linha do desmedir.
A linha da tropa, a asneira de um Bush, a linha que estende o
espinho ao invés da flor.
A linha do atraso. A linha que desalinha e gruda no pé.
A linha do corpo, a linha das mãos, falta de sorte!, a
linha de muita queixa dá destreza ao azar.
A linha de todo o dia é a farinha pro pão. É a
linha do ócio, rotina, a linha que não descortina
um domingo de sol. Boa é a linha sem forma, a mais criativa
linha, a linha de apoio ao fraco é o saber levantar.
A linha que apóia o mergulho é a linha da água.
A linha que mais atrapalha é a linha fiscal. A linha imposta,
a linha que é linha torta no modo de governar.
A linha do haja paciência!, a linha que expõe a
carência, a linha do amor. O sempre “sim” quando “não”,
a linha do toca-discos que deixou de existir.
A linha no prato é o cabelo. A linha de apoio do rosto é sacana
só: do branco no preto, o racismo, intolerância,
conserto pra ignorância é a linha da educação.
Linha velha, de libras, a linha da calça de brim. A linha
maiúscula do Homem, a linha que menos leva ao explode,
a linha da compreensão.
Linha antiga, da vista ao traço, linha tu, ora você.
A linha que apóia a crônica, socorro pra falta de
assunto, a linha amarradinha que enrola-enrola o leitor.
|