| MATÉRIA 2 Pesquisa apura infidelidade na Internet |
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Por Renata Freitas A psicóloga campineira Cristina Martins desenvolveu o trabalho de pesquisa: "Mulheres Americanas e Infidelidade na Internet", elaborado ao final do curso de especialização em Sexualidade Humana da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. A pesquisa envolveu a realização de 200 entrevistas com mulheres norte-americanas acima de 21 anos, todas feitas pela Internet. Deste universo, 58% consideraram que a prática do sexo pela Internet se configura em traição. Outras 21% tiveram opinião diferente e disseram que não é traição. As 21% restantes não se posicionaram contra nem a favor. "As mulheres que não consideraram o sexo virtual uma traição afirmaram que esta prática é benéfica para os relacionamentos reais", contou Cristina. De acordo com ela, muitas delas fazem sexo virtual na presença dos parceiros, alegando que dessa forma os dois aprendem mais sobre as fantasias um do outro. Na avaliação da psicóloga, isso é um sinal de que existe falta de comunicação entre os parceiros. "Eles precisam utilizar a Internet para se conhecer melhor", explicou. Por outro lado, uma rígida formação religiosa e fortes conceitos de monogamia foram constatados entre as mulheres que avaliaram o sexo virtual como traição. "A sociedade americana é muito conservadora e as mulheres, reprimidas sexualmente", ressaltou a pesquisadora. Além de verificar que a prática do sexo virtual já atinge uma boa parcela das mulheres americanas, a psicóloga percebeu que o número de divórcios ocasionados pela prática do sexo virtual também tem aumentado. "A própria Internet tem sites que mostram isso. Cheguei a visitar o de um advogado especializado neste tipo de caso, que afirmava que o índice de divórcio desencadeado pela prática do sexo virtual tem crescido entre 10% e 40% a cada ano", informou. Uma das conclusões a que chegou aponta que o progresso tecnológico pode levar a um individualismo cada vez mais exacerbado, já que as relações pelo computador não têm implicações com a vida real. "Neste tipo de relação, a tela e o teclado são o corpo do parceiro", comparou. Quem é contra este tipo de comportamento, já conta com aliados. A pesquisadora comentou que a própria indústria tecnológica começa a produzir formas de vigilância para auxiliar aqueles que desconfiam estar sendo 'virtualmente traídos'. "São mecanismos que controlam o tipo de site visitado e podem até gravar conversas". A opção por entrevistar as mulheres americanas ocorreu porque, no Brasil, no período em que a pesquisadora disponibilizou a pergunta sobre o assunto e o objetivo do trabalho em seu ICQ, as internautas não levaram a sério, segundo ela. |