Relevo
O relevo piauiense abrange planícies
litorâneas e aluvionares, nas faixas às margens do
rio Parnaíba e de seus afluentes, que permeiam a parte central
e norte do Estado. Ao longo das fronteiras com o Ceará,
Pernambuco e Bahia, nas chapadas de Ibiapaba e do Araripe, a leste,
e da Tabatinga e Mangabeira, ao sul, encontram-se as maiores altitudes
da região, situadas em torno de 900 metros de altitude.
Entre essas zonas elevadas e o curso dos rios que permeiam o Estado,
como, por exemplo, o Gurguéia, Fidalgo, Uruçuí Preto
e o Parnaíba, encontram-se formações tabulares,
contornadas por escarpas íngremes, resultantes da ação
erosiva das águas.
Vegetação
Em decorrência de sua posição,
o Estado do Piauí caracteriza-se, em termos fisiográficos,
como uma típica zona de transição, apresentando,
conjuntamente, aspectos do semi-árido nordestino, da pré-Amazônia
e do Planalto central do Brasil. Refletindo as condições
de umidade das diversas zonas, as regiões ecológicas
distribuem-se em faixas paralelas, com a caatinga arbórea
e arbustiva predominando no sudeste, a floresta decidual no Baixo
e Médio Parnaíba, cerrado e cerradão, no
centro-leste e sudoeste e as formações pioneiras
de restinga, mangue e aluvial campestre, na zona litorânea.
Dentre as paisagens vegetais, destacam-se os cocais, com seus
exemplares de babaçu, carnaúba, buriti, e tucum,
encontrados na região da floresta decidual, nos vales úmidos
e nas áreas alagadiças, sustentando a atividade
extrativa de significativa importância para o Estado. |