Fome

Você provavelmente sabe o que é sentir fome. Agora, você sabe como é sentir-se assim sem ter noção de quando, e mesmo se, haverá um próximo prato de comida? Não? De acordo com dados fornecidos pela professora Ieda Linck, 58 milhões de brasileiros sabem.
Embora o Brasil receba aplausos e honrarias internacionais pela sua campanha relacionada à AIDS é outra a epidemia que corrói a nação: a fome. Os projetos relacionados à nutrição não são nem um pouco eficientes, podem até mesmo garantir alimento por um curto período, mas jamais o sustento. E o que dizer do projeto “Fome Zero”? Bem, primeiro que não passou lá muito de um “projeto”; segundo que a “Fome” está mesmo garantida; e terceiro que o “Zero” representa bem o salário de muitos. É incompreensível que na terra “em que se plantando tudo dá” falte comida. Não é mais preciso que se vá à África para ter a vista crianças subnutridas, esqueléticas; essa já é uma realidade brasileira, basta que se visite uma favela.
Diante de tudo isso, pode-se perceber que de nada valem medidas paliativas se não há realmente uma ação que mobilize toda a comunidade e seja bem organizada pelos órgãos governamentais. Mesmo que o problema não possa ser de todo sanado, pode, em partes, ser amenizado. O que não se deve permitir é uma nação em desenvolvimento apresentar índices tão altos no com relação à falta de alimentos.

 

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