Quando as Follhas Caírem

Quando o outo chegar
e as folhas amareladas começarem a cair
Quando meu poder começar a se esvair
da saudade que sinto de ti
Sei que tu amada minha voltará aos meus dominios
Porque aqui tudo é sempre escuro
Mas há luz quando vens
Sei que na Terra, sua Mãe
As coisas entristecem,
perdem as cores que só retornarão
quando aos teus voltares.
No entanto te imploro sempre que fique um segundo mais
Rogo para que aceite o meu beijo
porém conheces minha maldição
Te daria a morte, bem o sei.
E em troca de profanos segundos onde nossos lábios se tocariam
Seria o fim de tudo que amas
Porque tua Mãe morreria também
e todos que dela vivem.
Sou triste sem você
Percorro da morte meus santuários
E nada vejo além de solidão.
Mas é perto o momento
Em que atravassará mais uma vez
Um rio de onde só tu podes voltar.
Bem me lembro do encontro
Tu, despreocupada ceifava flores
Eu apaixonado lhe ceifei
Não querias a mim se submeter
Havia muito em jogo, além do amor
Uma só semente de romã bastou
Agora estás presa a mim
E dizes que assim somente encontrou a liberdade
Pois o amor jamais acorrenta.
Metade do ano és minha
Na outra metade tudo é sempre solidão.
Queria ter-te comigo,
Queria fazer-te minha imperatriz,
Contudo sempre que em sua partida lhe rogo um beijo
responde-me com olhos calmos e alma em brasa
"Quando as folhas caírem novamente"

Clarissa passou uma tarde toda me falando com os olhos perdidos, e creio a mente também, dos seus amores. Ah, o quanto amou. No final confessou que ainda esperava por uma alma gêmea... Mais alma que nunca, pensei eu e sorri.

 

Não Sei...

No começo não queria vê-la
Volta as aulas um sufoco
Lá estava você
Apenas me encarava
Falar, nem uma palavra

Seus sorrisos decifráveis
Promessas de amor?
Ódio e rancor?
Se não, porque o ciúme?

Três dias se passaram
Até ele chegar
O bilhete
Nada disse em especial
Querias saber de nossa outra vida
Marca que só eu trago
No coração está a cicatriz

Um engano, foi o que ela disse
Da declaração meiga e triste
Não revelarei meu segredo
O que fará ela?
Não sei, e tenho medo.

Gostei tanto de quando ela falou dos bailes da antiga corte. E o mais incrível, é que mesmo agora, as lembranças dos flertes mais inocentes a fazem ficar corada. "Assim se porta uma donzela casta!", disse ela.

Pedido de Perdão

Perdoe-me por amar
Juro: tentei evitar
Não foi bem culpa minha
Me esforcei para esquecer
Mas foi impossível
Não queria me apaixonar
E no entanto
Agora estou aqui
Não me pertenço mais
Acredite, não sou tão culpado
Estava por perto
O cupido também
Ele me atingiu
Maldito querubim
Me fez querer
Tentei arrancar de meu peito
Eu sinto muito
Te peço perdão

Falei dos meus amores também. Não foram muitos, ou foram? Nem sei mais. Também a quem interessa? Até mesmo Clarissa dormiu em minha narrativa. Que falta de tento!

 

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