- O espaço ocupado pelo Cerrado equivale à soma das áreas da Espanha, França, Alemanha, Itália e Inglaterra.
- O número de insetos na região do Cerrado é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, 1000 espécies de borboletas e 500 tipos diferentes de abelhas e vespas.
- O Cerrado, diferentemente da Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal, não recebeu da Constituição Federal o status de "Patrimônio Nacional", tornando a conservação de sua biodiversidade uma tarefa mais difícil.
- Cerca de 80% do carvão vegetal consumido no Brasil vem das árvores do Cerrado.
- O Cerrado é uma região peculiar: associa uma rica biodiversidade a uma aparência árida decorrente dos solos pobres e ácidos e de contar com apenas duas estações climáticas - seca e chuvosa.
- Apesar de ser um bioma pouco estudado, sabe-se que o Cerrado é uma das regiões de maior diversidade do planeta, com um grau de endemismo significativo.
- Das 837 espécies de aves registradas no Cerrado, 759 se reproduzem na região e o restante são aves migratórias.
- O Cerrado é considerado o “berço das águas”, ao abrigar as nascentes de importantes bacias hidrográficas da América do Sul: Platina, Amazônica e São Francisco.
Pequi, a atração do Cerrado
O Pequi, árvore da família das cariocáceas (Caryocar brasiliense Camb) é o símbolo máximo da goianidade, embora seja encontrada também nos Estados de Rondônia (ao leste), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (no nordeste), Minas Gerais (norte e oeste), Pará (sudoeste), Tocantins, Maranhão (extremo sul), Piauí (extremo sul), Bahia (oeste) e Distrito de Federal.
Embora seja encontrado em todos esses lugares, é apenas em Goiás que existem todas as espécies, as quais frutificam, no seu conjunto, de setembro a fevereiro. Dada a sua extrema importância para a grande maioria dos goianos, ele é conservado tanto em essência quanto em conserva.
Flor do Pequi
Sua história de amor com a culinária goiana começou a séculos, nas antigas Vila Boa (Cidade de Goiás) e vila de Meia Ponte (hoje Pirenópolis), ainda no início do século XVIII.
Entretanto, no rico sul goiano, mais especificamente na região que cerca a cidade industrial de Catalão, era este utilizado tão somente para a fabricação do lendário Sabão de Pequi, de reconhecidas propriedades terapêuticas, uma vez que a região era influenciada pelos triangulinos - povo de origem paulista-goiana cujo território foi anexado por Minas Gerais no século XIX, e que luta desde então pela sua independência deste Estado.
Árvore do Pequi
Atualmente é a fruta utilizada das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes das mais variadas, no leite, e na forma de um dos mais afamados liquores de Goiás, ao lado do saborosíssimo liquor de Jenipapo; seu grande atrativo, além do sabor, são os cristais que forma na garrafa, que dizem, são afrodisíacos.
Altamente calórico, além do sabor perfumado e único que faz com que seja usado como ingrediente e condimento no preparo de vários pratos, a polpa do pequi contém uma boa quantidade de óleo comestível (cerca de 60%) e é rico em vitamina A e proteínas Assim, transforma-se, também, em importante elemento na complementação alimentar e na nutrição de toda uma população.
Comer pequi além de saudável e agradável, é uma ciência, quase uma arte: a polpa macia e saborosa deve ser comida com cuidado, uma vez que esta cobre uma camada e terríveis espinhos, que, se mordidos fincam-se sem piedade na língua e no céu da boca, provocando dores irritantes e levando o infeliz ao hospital. O sabor vale porém, o risco; além disso, com o tempo, qualquer um domina a técnica.
O fruto Pequi
Alguma dicas de como se comer o pequi:
- Ele deve ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres.
- Ele deve ser levado a boca para então ser "raspado" cuidadosamente com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada. Não vá além disto, pois o dentro do caroço encontram-se espinhos.
- Nunca jogue os caroços no chão: eles secam rápido e os espinhos podem se soltar. A propósito, a castanha dentro do caroço é uma delícia; para comê-la, basta deixar os caroços secarem por uns dois dias e depois torrá-los.
- Importantíssimo: jamais, sob quaisquer circunstâncias morda o caroço.