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O grande protagonista de Earthsea é o garoto Ged, que quando cresce e forma-se pela Escola de magia da Ilha de Roke passa a se chamar Sparrowhawk.

Além dele, outros magos e bruxas têm papéis pivotais na história, uma vez que a magia — um dom inato — permeia todos os aspectos da vida de Earthsea. Os magos costumam ser contratados por capitães de navios para mudarem o clima ou executarem consertos sérios; têm um papel central em vilas e cidades como curandeiros e oráculos, e até mesmo vivem como ilusionistas em cortes..

O sexo masculino é predominante para o talento mágico. Mulheres raramente descobrem-se bruxas.

earthsea


Earthsea é o reino fictício criado por Ursula K. Le Guin para seu conto "The Word of Unbinding", publicado em 1964, mas que se tornou famoso com o livro "A Wizard of Earthsea", de 1968.

O mundo de Earthsea é um vasto arquipélago composto por centenas de ilhas, cercadas por um oceano não desbravado. Não se sabe se há continentes além do horizonte, exceto por algumas referências a uma terra "além do oeste", de onde vêm os dragões.

O termo "arquipélago" é usado quando se diz respeito a apenas o agrupamento central de ilhas ao redor de Havnor e do Mar Interno. As outras ilhas são mais ou menos agrupadas em quatro "Braços" (Norte, Sul, Leste e Oeste), e as Ilhas Kargad, quatro grandes ilhas a nordeste habitadas pelo belicoso povo dos Kargs. Dentre as ilhas descritas nas histórias inclui-se Havno e Roke no Mar Interno, Gont no arquipélago nordeste, e Atuan, uma das ilhas Kargad.

As culturas de Earthsea não se assemelham exatamente às de nosso mundo, exceto por algumas similaridades com certos povos ou civilizaçoes pré-industriais. Tecnologicamente, Earthsea parece estar nos estágios iniciais da Idade do Ferro, com o bronze ainda muito usado nos lugares em que o minério de ferro é escasso. Armas também incluem o uso da madeira e outros materiais duros mas de fácil manipulação.

Não obstante, elementos culturais individuais de Earthsea podem ser comparados com algumas culturas da Terra, ainda que sem uma identificaçao total. Como os povos das ilhas do Pacífico ou da bacia do Mediterrâneo, eles possuem um estilo de vida baseado na relaçao com o mar. No entanto, em muitas das maiores ilhas, como Havnor, Gont ou Way, as pessoas podem viver uma vida completamente voltada para a terra. Não há arquipélago na Terra com a variedade de ilhas dos tamanhos, agrupamentos ou distância de uma plataforma continental como Earthsea. Sua maior ilha, Havnor, medindo cerca de seissentos quilômetros, é apenas um pouco maior que Mindanao, a segunda maior ilha das Filipinas. Porém, as outras ilhas de Earthsea são geralmente maiores e muito mais próximas umas das outras que as dos atóis do Oceano Pacífico.

O clima de Earthsea é temperado, comparável com as latitudes médias do nosso Hemisfério Norte. Há uma transição anual de verões quentes para invernos níveos, em especial nas ilhas setentrionais. As ilhas austrais são consideravelmente mais quentes.

Com a excessão das Ilhas Kargad, toda Earthsea é uma sociedade literata, que usa um sistema de escrita rúnico, chamado "hardic", de difícil comparação com runas da Terra: o nome sugere o alfabeto germânico primitivo; mas se supõe haver pelo menos vários milhares de runas hardic em uso, apontando para um sistema estenográfico similar ao chinês.

Em sua maioria, o povo de Earthesa ostenta uma tez "castanho-avermelhada", como a dos índios americanos; nas Braços Sul e Leste, e na Ilha de Way, a cor da pele é muito mais tirante ao marrom, mas os cabelos são lisos e negros, como dos povos do Extremo Oriente; na Ilha de Osskil, mais ao norte, a população tem características físicas próximas dos europeus centro-orientais; e os Kargs assemelham-se predominantemente aos europeus setentrionais, louros (talvez numa alusão aos Vikings).

Assim, Le Guin fez uma crítica ao que ela descreve como uma pressuposição geral no gênero de fantasia de que todos os povos dessas histórias sejam caucasianos e sua sociedade, medieval. No livro "Tehanu", homens do arquipélago perguntam-se se a personagem Tenar é "branca em todo lugar" — uma irônica inversão da curiosidade sexual/racial que homens brancos já exibiram a respeito das mulheres negras.

Retirado da Wikipedia (língua inglesa), com tradução livre de Marcelo Dior.

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