Rolling Stones
ROLLING STONES O núcleo da banda formou-se quando Mick Jagger e Keith Richards, colegas de escola em Dartford, Inglaterra, descobriram um interesse em comum por blues e rock and roll. Juntamente com o guitarrista Brian Jones e o pianista Ian Stewart montaram a primeira formação clássica dos Rolling Stones, tomando para a banda o nome de uma canção de Muddy Waters, Rolling Stone Blues. Isto ocorreu em 1962.
No circuito de clubes rapidamente chamaram a atenção pela performance explosiva. Bill Wyman entraria para a banda por um motivo fútil: possuia um bom amplificador. Em 1963 Charlie Watts assumiria a bateria. A boa repercussão nas apresentações ao vivo levou a um contrato com a Decca Records (famosa por ter recusado um contrato semelhante com os Beatles). A editora passa a promover a banda aproveitando a imagem de rebeldes com o slogan "Você deixaria sua filha casar-se com um Rolling Stone?"
Os primeiros singles, uma versão de uma canção de Chuck Berry, Come On, e uma gravação para uma composição da dupla Lennon e McCartney, I Wanna Be Your Man, foram excelentemente aceites. O primeiro álbum, sem nome, saiu em 1964, contendo apenas uma composição de Jagger e Richards. Apenas com o segundo álbum uma composição da dupla seria lançada como single e pouco a pouco o material próprio começou a ser valorizado. Os Rolling Stones foram adoptados pela parcela mais rebelde do público que os preferia aos "bem comportados" Beatles. A partir de então a trilogia "sexo drogas e rock and roll" seria inseparável.
Com o álbum Aftermath de 1966 a banda começaria uma fase de músicas mais longas e de arranjos mais elaborados. O namoro com o rock psicadélico e experimental movido a drogas iria evoluir até Their Satanic Majesties Request de 1968. Com Beggars Banquet regressariam ao estilo mais primário. São desta época dois dos maiores hits da banda, Jumpin' Jack Flash e a controversa Sympathy For The Devil, música responsável pela maior parte das acusações de satanismo que a banda iria sofrer desde então.
Em 1969 Brian Jones abandonou os Stones, sendo substituído por Mick Taylor (que tinha tocado com o John Mayall's Bluesbreakers). Pocucos meses depois da sua saída Brian Jones seria encontrado morto afogado na piscina de sua casa em Sussex, em circunstâncias até hoje mal esclarecidas. No mesmo ano os Stones lançam Let It Bleed (o título era uma sátira óbvia a Let It Be dos Beatles).
Em 1974 os Rolling Stones gravam o clássico It's Only Rock'N'Roll no estúdio do guitarrista Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces). Com a saída de Mick Taylor para seguir uma carreira solo Wood assumiu a segunda guitarra nos Stones.
Ian Stewart, pianista, road manager e sempre considerado um dos membros da banda, morreu em 1985 em virtude de um ataque cardíaco. O relacionamento entre os membros restantes da banda não era dos melhores, com desentendimentos frequentes entre Jagger e Richards. O mau clima não impedia porém que continuassem a ser lançados álbuns de repercussão cada vez maior (com a sonoridade da banda fortemente influenciada pela música eletrónica mas mantendo a mesma qualidade). Jaggers, Richards e Wood por sua vez lançaram vários álbuns a solo durante a década de 80.
Em 1994, após um longo período de inactividade, foi lançado o álbum Voodoo Lounge, seguido pela turnê de mesmo nome. Aproveitando a repercussão todas as gravações da banda foram relançadas em CD. A banda começou a apresentar-se em palco auxiliada por uma parafernália inédita.
O álbum de 1996, Stripped, era mais intimista, com versões acústicas de vários de seus maiores sucessos e uma versão gloriosa de Like a Rolling Stone de Bob Dylan.
Rolling Stones em Portugal - 27 de Setembro de 2003 (3ºconcerto em Portugal)Triunfo total Grande lição de palco dos "velhinhos" Rolling Stones
Miguel Gonçalves e Américo Sarmento - Jornal de Noticias
Uma multidão imensa, a rondar as 50 mil pessoas, provou, anteontem, em Coimbra, que os novos estádios de futebol podem ficar às moscas depois do Euro 2004, mas os megaconcertos de rock podem ser uma boa opção para encher os recintos. Pelo menos em Coimbra, isso é evidente. E já o era antes dos Rolling Stones terem dado o seu acordo para inaugurar o Estádio Cidade Coimbra. Desde a década de 80 que as noites da Queima das Fitas têm atraído multidões imensas ao recinto das festas. O recorde (oficial) ronda mesmo as 60 mil pessoas numa noite com os Xutos &Pontapés. E coube à banda portuguesa abrir a grande noite dos Stones. "A concretização de um sonho", como reconhece o guitarrista Zé Pedro, que conseguiu mesmo "apertar o bacalhau" aos Stones, "menos ao Mick Jag-ger", e ainda foi brindado com um precioso autógrafo do seu ídolo, Keith Richards. Pouco tempo em cena dos Xutos, que saíram pela porta grande, com a multidão a entoar o refrão de "A minha casinha".
Seguiram-se os "Primal Scream" e o grito acabou mesmo por ser demasiado primário. Batidas e "breaks" demasiadamente óbvios, com guitarras insípidas e derrapantes tentativas de misturar um certo rock/pop, a lembrar os Stone Roses, com sonoridades mais hard, funk e mesmo electrónicas. Uma soma para esquecer.
E para lembrar até à exaustão a lição de palco que os "avós" Stones deram durante duas horas. Às 21.12, ouviram-se os primeiros acordes de "Brown Sugar" e estava lançada a imensa festa. A mancha humana agitava-se ao compasso do imbatível beat "stoneano". Putos, meninas bem, políticos, freaks de todas as idades e feitios, pobres e ricos juntaram-se à volta do maior espectáculo de rock'n'roll do mundo. "Start me up" e já estava lançado um "show", em que nada fica ao acaso. Dois palcos com os Stones a lembrarem que os 40 anos que levam de estrada foram feitos em grandes palcos, mas também em sombrios "wonky tonks", plenos de fumo e blues. No palco secundário, os quatro da vida airada – Keith, Mick, Ronnie e Charlie – acompanhados do baixista Darryl Jones e do pianista Chuck Leavell, entraram na intimidade de um clube, por cima da cabeça da imensa multidão. Pelo meio, ainda ficou um brilhante diálogo de Richards com Ron Wood, com este na "slide guitar" e Keith com a sua sempre sofrível voz. Mick ia lançado frases em português : "Olá, Coimbra, olá, Portugal; você são fantásticos" e... o povo delirou. Um ano depois de terem começado, em Boston, a "Licks Tour", os Stones deram lição em Coimbra.
Filha minha ainda não sai com um deles! Mário Lopes - Diario de Noticias
Parecia cenário de uma Volta a Portugal em Bicicleta de outros tempos. Os acessos a Coimbra, explique-se. Passagens pedonais aéreas repletas, carros e gente nas bermas da via. A qualquer momento, podiam por ali passar as limusines que trariam à cidade os quatro de quem toda a gente falava. Para quem não tinha bilhete, aquela podia ser a oportunidade de, ao menos, ver uma mão especial acenando à distância.
Os outros, os cerca de 40 mil com ingresso, esses, faziam da cidade universitária um lugar caótico. A famosa língua passeava-se em T-shirts por todo o lado, em romaria desde onde o Estádio Municipal a inaugurar era apenas miragem. Andar, muito, não constituiu problema. Celebração é celebração, os Stones são os Stones, e as seis décadas de vida de Jagger, Richards, Watts e Wood permitem conjecturar que a terceira passagem por Portugal pode muito bem ser a última.
O caos da cidade alarga-se à organização, aos jornalistas pede-se que assinem termos de responsabilidade de contornos algo nebulosos _ os Stones podem ter feito a sua primeira digressão numa carrinha Volkswagen, mas agora são empresa de longos tentáculos.
Isso, contudo, é a máquina «por trás». Bem à nossa frente, o Jagger que irrompe em palco, dança aracnídea respondendo ao riff de Brown Sugar, não tem nada de maquinal. Muito menos o sempre elegante Charlie Watts, o homem mais cool à face da Terra, o estouvado Ron Wood ou o inigualável Keith Richards que, nas rugas, na forma como «abraça» a guitarra, encarna esse tal de rock'n'roll.
Ao contrário da última passagem por Portugal, em 1995, os Stones deixam que o foco se centre neles, não em parafernália insuflável desviante do que realmente interessa. Estavam lá os ecrãs gigantes, um executivo _ possuído pela música «demoníaca» _ tropeça quando, em Simpathy for the Devil, chamas irrompem do cimo do palco, o público confunde o concerto com o Euro 2004 e grita «Portugal! Portugal!». No centro da acção, aí, não há fogo de vista. Tocam-se canções com três décadas, mas a sua urgência e vitalidade, a sua intemporalidade são indesmentíveis quando, corrido o corredor até ao palco reduzido no centro do estádio, se ouvem It's Only Rock'n'Roll, Like a Rolling Stone e a guerrilha Street Fighting Man.
O público, conquistado desde o primeiro momento, em expectante ebulição desde que os Xutos tocaram os êxitos habituais e que os mal compreendidos Primal Scream mostraram alma «Stonesy» adaptada à modernidade, cedia agora. Os Rolling Stones lançavam o seu feitiço. Gimme Shelter, Paint it Black, uma Honky Tonk Woman sexualmente explícita. I Can't Get no (Satisfation), gritam por fim, ainda verdade quarenta anos depois. É o que dá vender a alma a um qualquer inominável. Quando, em encore, tudo dança ao som de Jumpin' Jack Flash, percebemos que durante duas horas também a alugámos. Convictamente.
Rolling Stones: satisfação garantida
Silvia Pereira - Público
A terceira visita dos Rolling Stones a Portugal foi uma daquelas coisas que antes de o ser já o era. Não houve expectativa que ficasse por cumprir: foi o concerto do ano, foi um acontecimento ímpar para a cidade de Coimbra, foi uma enchente sem precedentes por estes lados e foi uma noite de encontro de gerações como só a “língua” de Jagger e comparsas consegue promover.
Há muito não se vivia por cá tamanha azáfama em torno de um concerto rock. Houve mesmo quem passasse a noite junto às grades para garantir o melhor lugar. Não, este não é mesmo um concerto como os outros.
Os bilhetes voaram num ápice (mas muitos felizardos conseguiram ainda encontrar quem lhes vendesse a ambicionada passagem), há mais de quarenta mil pessoas à espera de entrar num estádio novinho em folha e, enfim, aguarda-se a actuação daquela que é, simplesmente, a maior banda rock do planeta.
Tão grande que consegue reunir à sua volta o mais heterogéneo público de que há memória. Famílias inteiras (que para aqui a idade não é chamada) partilham a fila para entrar com pessoas de todas as tribos, seja o jovem “habitué” de concertos, seja o executivo que por um dia tirou a gravata e calçou uns ténis.
Acrescente-se a esta mole humana uma pitada de língua e está descrita a paisagem. Ela, a “língua”, o famoso símbolo dos Stones, está por todo o lado, muito por culpa da forte presença do “merchandising”, mas sobretudo porque há uma espécie de vontade de “fazer parte do clube”.
Os fundadores não podiam ter entusiasmado mais os sócios, novatos ou veteranos. Num alinhamento portentoso que reclamou os êxitos dos últimos quarenta anos conforme prometido, os Rolling Stones atacaram com “Brown sugar”, voando logo para “Start me up”. Foram estes os rastilhos para uma actuação inesquecível.
Já entraram na casa dos sessenta? Ninguém diria. O ritmo de miúdos reguilas que os Rolling Stones imprimem em palco é de fazer corar de vergonha a maior parte das novas bandas. Há quem diga que foram eles que trouxeram para o rock esse tal conceito de “entertainers”. E nós acreditamos. Tudo ali se mexe com o propósito de encher o olho e o ouvido aos fãs, aos milhares de fãs que vieram assistir à energia rebelde de um grupo que resiste à passagem do tempo.
O elixir da eterna juventude é dado a provar sem restrições através de algo de inefável que aproxima os Stones do estatuto de semi-deuses. Semi-deuses com um saudável pacto com o diabo. Dali vêm músicas como “Don’t stop”, “Angie” (comovente debaixo de um fogo de artifício virtual e de um coro de vozes e isqueiros), “You can’t always get what you want”, “Sleeping awake”, “Sympathy for the devil”, “Just like a rolling stone”, “Paint it, black” e, claro, “(I can’t get no) Satisfaction”, entre muitos outros êxitos.
A juntar à força do colectivo britânico, está um cenário fabuloso composto por tramas de tecido adequadas às texturas das canções, por um écran gigante que se desmultiplica para nos aproximar ainda mais da banda e um palco em formato polvo-de-três-braços, com um tentáculo para cada lado e, para a frente, a passarela para um palco mais pequeno no centro do relvado.
Falhas: zero. Talvez o facto de não terem tocado esta ou aquela música (“Wild horses”, por exemplo, não apareceu), mas essa já é uma questão de gosto. O essencial esteve lá, com direito até a efeitos de pirotecnia.
Antes, tocaram os escoceses Primal Scream, que pareciam ter aterrado ali por acaso. O rock experimental e pioneiro em fusões de rock com electrónica dos Primal Scream não condiz, no que ao público diz respeito, com as melodias orelhudas e pujantes de uns Rolling Stones ou sequer com a capacidade que uns Xutos & Pontapés têm de fazer das suas músicas clássicos e dos seus concertos uma festa.
Na verdade, os Primal Scream deram um grande concerto, que terá certamente feito as delícias dos fãs da banda. Mas não era este o ambiente ideal. Lá fora, antes dos concertos, muita gente se perguntava sobre quem seriam os Primal Scream. E como Bobby Gillespie também não é dos mestres de cerimónia mais divertidos (não obstante a invulgar simpatia), o efeito acaba por ser um certo adormecimento colectivo, interrompido aqui e ali pelas palmas de um público sedento de outras emoções.
Numa lógica de manter a energia em alta, talvez o mais indicado tivesse sido passar directamente dos Xutos para os Stones. Afinal, são duas versões em diferentes escalas da mesma escola. A banda de Tim cumpriu o sonho antigo de partilhar o palco com os seus ídolos e ouviu deslumbrada o som arrepiante daquele magma humano a entoar as suas canções palavra por palavra. Como deixava antever o final de “A minha casinha”, foi uma noite “do céu”. Com umas piscadelas de olho ao diabo...
Coimbra teve mais encanto na hora dos Rolling Stones Lusa, Fernando Magalhães
Os Rolling Stones actuaram ontem à noite em Coimbra, num concerto considerado como o maior de sempre em Portugal e num espectáculo que aliou a tecnologia à entrega da banda em palco.
Horas antes do concerto, Coimbra ardia de excitação. "Estás a senti-la subir?", grita um jovem para outro no interior de um dos vários autocarros que a câmara disponibilizou (um euro por cabeça) para transportar os fãs até ao estádio. Refere-se à adrenalina, evidentemente. A terceira vinda dos Stones a Portugal é, para todos os efeitos, um acontecimento.
Para a imprensa, porém, a excitação é de outra ordem. Um sem número de exigências obrigam os jornalistas a permanecer fora do recinto uma hora e meia a mais do que o previsto. Depois de se falar na necessidade de ter que assinar um termo de responsabilidade, no final acaba toda a gente por entrar com um bilhete vulgar. Lá dentro o estádio está à pinha e os Xutos já disparam o seu rock'n'roll com pontaria. A seguir hão de tocar os Primal Scream e só depois entrará em cena a banda dos sexagenários que dá pelo nome de Rolling Stones. A expectativa é enorme.
Eduardo, 49 anos, director comercial, veio de Lisboa. Esteve em Alvalade em 1995 e comparece em Coimbra para ver se os Stones "ainda estão em forma". Espera ouvi-los tocar a sua canção favorita, "Simpathy for the devil". Um álbum do seu agrado? "'Sticky Fingers' - mas não se diz porque parece mal." Eduardo considera os Stones "uma memória, uma banda sem futuro", aproveitando para frisar que também está aqui para ouvir os Primal Scream, de quem recorda o álbum "Screamadelica".
Já o Carlos, 24 anos, é da opinião que "os concertos do grupo em Portugal são um marco". Veio de Lisboa e conhece o grupo há cinco, seis anos, através dos discos do pai "que andavam espalhados pela casa". Tem "expectativas muito altas" em relação ao concerto e confessa: "Nunca se sabe quando os Rolling Stones vão a qualquer país se é a última vez. Pode ser um acontecimento histórico!"
Miguel tem 45 anos e é médico dentista. Veio da Figueira da Foz "impreterivelmente" para ouvir os Stones. "Significam a minha juventude, horas e horas a ouvir músicas como '(I can?t get no) Satisfaction'". Trouxe consigo o filho, António, de 11 anos. "Foi ele que quis vir". Apesar de gostar mais dos Xutos e dos Red Hot Chili Peppers, o António também gosta dos Stones, citando mesmo a sua canção preferida, "Angie".
A excitação cresce entretanto. Os Primal Scream já estão em palco e os níveis de adrenalina continuam a subir. Mas não para todos. A Madalena, 18 anos, que veio de Vila Franca de Xira sem os pais, está aqui apenas "para se divertir". Embora ache piada aos Stones, o seu artista preferido é Bob Marley. Também indiferente ao rock ácido dos autores de "Screamadelica", o Carlos, 29 anos, guia-intérprete, veio directamente de Portimão. Os Primal Scream não lhe "dizem nada", por isso prefere ficar no bar a beber uma cerveja (imperial a 1,50 euros). Os Stones são outra coisa: "um grupo tão querido dos mais velhos como dos mais novos, apanham toda a gente dos 12 aos 70 anos". E remata: "São um caso único em que a teoria não conta. Na prática continuam a tocar como rapazes de 25 anos", diz, reconhecendo embora que "lá virá o dia em que dirão que acabou". Enquanto esse dia não chega, "continuam com a força toda". É a verdade nua e crua.
Já passa das 22h quando os Rolling Stones começam a tocar. A lenda do rock entra mesmo com a força toda, pondo de imediato a multidão em delírio, aos gritos de "Portugal! Portugal! Portugal!". Entram a todo o gás com "Brown sugar" e, uma vez mais, a magia "branca ou negra, pouco importa", acontece. Segue-se "Start me up" e os Rolling Stones e os seus fãs tornam-se uma pessoa só. Mick Jagger agita-se, salta e saúda em português: "Olá Coimbra, olá Portugal, é bom estar de volta!". Continua tudo igual, ou melhor, os Rolling Stones parecem confirmar que assinaram, de facto, um pacto com o diabo. A energia transborda e, a julgar pelo que se vê e ouve em Coimbra, o contrato não perdeu a validade.
Após as anunciadas duas horas de concerto, o público português não teve direito a "encore", mas em compensação foi brindado com um minuto de fogo de artifício.
“Satisfaction”
Diario de Coimbra
Se porventura a idade dos membros dos Stones não escondeu algumas debilidades em termos musicais, estas foram compensadas pela tecnologia ao serviço do grupo. As cerca de 45 mil pessoas presentes nesta festa de inauguração do Estádio Cidade de Coimbra também ajudaram bastante à festa
«Os velhinhos vão dar malha, vai ser um grande espectáculo»… A previsão, feita sábado à tarde por Gil, um professor da Nazaré com menos 14 anos que Mick Jagger (61), confirmou-se plenamente. O vocalista da banda e os seus três camaradas principais – Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts –, com a preciosa ajuda de uma dezena de músicos convidados, mais a tecnologia que os serviu e o impressionante entusiasmo do público que encheu o Estádio Cidade de Coimbra, proporcionaram duas horas de espectáculo memoráveis. Não foi por isso de levar a sério Mick Jagger e boa parte dos 45 mil espectadores presentes, quando cantaram, no último tema do concerto: “I can’t get no satisfaction [não consigo sentir satisfação]”.
O primeiro grande momento de clara satisfação ocorreu quando, por volta das 22h15, começou a ouvir-se um pulsar, em volume e cadência crescentes, durante uns dois minutos, até rebentar no aparecimento dos Rolling Stones em palco. Com “Brown Sugar”. Mick Jagger iniciava aqui uma correria frenética que praticamente só interromperia nas duas músicas cantadas pelo guitarrista Keith Richards, no momento mais melancólico da noite.
A seguir à faixa de abertura do álbum “Sticky Fingers”, os Stones investiram em “Start me up”, o tema com que têm aberto parte dos mais de 40 espectáculos da digressão europeia “Forty Licks”. A forma como se movimentava e desafiava o público deixava claro que Jagger estava em noite sim. Ainda em “Start me up”, as várias gerações presentes pareciam estar já em delírio, quando a “máquina” dos Stones desferiu um golpe que se revelaria fundamental no decurso de todo o concerto: quatro écrans de vídeo contíguos, que perfaziam quase os 60 metros de largura do palco, começaram a emitir imagens dos músicos, em tempo real.
“Don’t stop”, cantou então Jagger, porventura menos bem que nos dois concertos da banda a que Alexandra assistiu, em 1990 e 1995. «Os de Alvalade, musicalmente, foram melhores», comentou a advogada, constatando, no entanto, uma evolução considerável dos Stones, em termos de produção de espectáculo, que compensará alegados efeitos do envelhecimento dos músicos. Como terá sucedido num solo de Keith Richards, transmitido nos gigantescos écrans de vídeo com imagens captadas por uma micro-câmara instalada no braço da sua guitarra. Isto numa altura em que Mick Jagger já havia trocado algumas vezes de roupa.
Houve também quem se sentisse frustrado com o facto de os Stones tocarem, ao vivo, «sempre as mesmas músicas», deixando de fora pérolas menos conhecidas. As razões da banda de Jagger - que chegou a ser estudante universitário de economia e é o responsável pela banda mais lucrativa de sempre - explicam-se facilmente com a dimensão dos concertos e o efeito provocado por músicas como “Angie”, que acendeu milhares de isqueiros, ou, logo a seguir, de “You can’t always get what you want”, em que Charlie Watts, num furioso ataque na bateria, abafou o lado mais romântico do grupo. Jagger corria, como um puto, na “passerelle” de 45 metros que ligava o palco principal a um bastante mais pequeno, no meio do relvado, onde os quatro “dinossauros” do rock haveriam de interpretar três temas, com o som em perda de qualidade, mas rodeados de 25 mil pessoas.
«É bom estar de volta», afirmou Keith Richards, de cigarro na boca, depois de Jagger falar mais uma vez em português - «Vou apresentar a banda» - e abandonar o palco para o guitarrista cantar dois temas calmos. No seu regresso, Jagger aparentava novamente boa disposição perante um público muitíssimo generoso. Para com os músicos e para com a produção do espectáculo: os écrans de vídeo, pela transmissão de algum gesto dos músicos, de alguma das cantoras convidadas ou da animação em que uma menina muito sexy cavalgava uma língua, foram constante motivo de aplausos.
Ao 18.º tema, aplaudiu-se também um ou dois minutos de fogo de artifício e nuvens de papelinhos coloridos lançados sobre o relvado. A banda despediu-se, mas ainda voltou para um encore – “Satisfaction”, evidentemente.
Gil, o nazareno, diria que foi o maior espectáculo a que alguma vez assistiu.
Os quatro magníficos
Joana Brandão - Primeiro de Janeiro
Durante duas horas, os senhores que assumem a sua simpatia pelo diabo demonstraram porque é que são considerados a melhor banda de rock n’ roll do mundo. Apesar da idade, os Stones permanecem intactos, quais fósseis, e fazem rolar as emoções.
Para sempre recordar. O regresso dos Rolling Stones ao nosso país vai ficar na memória dos milhares de pessoas que assistiram, rendidas, a duas horas de entrega e mestria musical. Depois de muito se ter especulado, o grande momento parecia tardar a chegar. Enquanto a banda não entrava em palco, o público entretinha-se a fazer a onda e a aclamar "Portugal, Portugal" não estivéssemos nós num estádio de futebol. Os 25 minutos de atraso foram (sobre)vividos com aparente calma.
O virtuoso Keith Richards foi o primeiro a subir ao palco e da sua guitarra saíram os derradeiros acordes daquele que viria a ser um espectáculo único, inesquecível, inigualável e difícil de descrever. De calças pretas e blusão de couro verde, Mick Jagger entra em palco aos saltos e começa a cantar "Brown Sugar". Por cima do grandioso palco eleva-se um cenário colorido e as reacções não se fazem esperar. De boca aberta, mas não com a língua de fora, as pessoas batem palmas e cantam entusiasticamente.
"Como se sentem? Bem?" pergunta Mick Jagger antes de se começar a ouvir "Star me up". Ao segundo tema, o cenário dá lugar a quatro telas onde são projectas imagens dos músicos britânicos, para felicidade daqueles que estavam mais afastados do palco e que pouco conseguiam ver. A câmara colocada no início da guitarra de Keith Richards proporcionou imagens de espantar que ocuparam a tela de uma ponta à outra. Sempre com um sorriso nos lábios, Richards encantou com a sua performance brilhante e lançou charme por todos. É caso para parafrasear as t-shirts que dizem: "Who is Mick Jagger?" perto de Keith Richards.
Há quem se insurja e diga que os Stones estão "velhos e acabados", mas depois de termos assistido às duas horas de concerto que Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts deram, anteontem, em Coimbra podemos afirmar, convictamente, que estão todos muito enganados. Aos 60 anos, estes quatro músicos dão uma lição a qualquer banda que se atreva a fazer-lhes frente. O carisma e mestria do quarteto aliados à produção técnica e meios disponíveis fizeram do espectáculo dos Rolling Stones algo nunca visto em Portugal. Independentemente das idades ou preferências musicais, as opiniões são unânimes na hora do rescaldo: "fantástico!".
Com a lição bem estudada, e sendo esta a terceira vez que nos visitam, Mick Jagger dirigiu-se às milhares de pessoas em português: "Olá Coimbra, olá Portugal. É bom estar de volta". Sem parar, Jagger interpreta "Don’t stop" e percorre os extremos do palco, que tinha 60 metros de largura, entre as
bancadas nascente e poente. Eléctrico, e alternado de lateral com Keith Richards, o vocalista olhou para o público e considerou "vocês são fantásticos". Do alinhamento composto por 19 temas houve tempo para recordar um dos temas mais calmos da carreira dos Stones, "Angie". Aclamada em coro pelo público que, ao mesmo tempo, erguia e embalava os isqueiros, este tema antecedeu "You can’t always get what you want" e "Miss you". "Agora estão a divertir-se?" pergunta Jagger como se, em algum momento, tivesse tido dúvidas. Na hora das apresentações, e depois das meninas do coro e do quarteto de sopro, os Stones foram louvados pelas 45 mil pessoas presentes.
Sendo inquestionável o papel de Keith Richards, Mick Jagger abandona o palco por minutos e deixa para o guitarrista as rédeas do concerto. Com um estilo inconfundível, Richards diz "é bom estar de volta" e começa a cantar "Slipping away".
Quando pensávamos que as surpresas já tinham acabado, o estádio fica iluminado de vermelho e no topo do palco são lançadas chamas ao som de "Sympathy for the devil". Tema emblemático que levou Jagger a percorrer a passarelle até ao palco secundário instalado no meio do estádio. Em êxtase, o público parecia não acreditar. As emoções estavam ao rubro.
O alinhamento, feito em jeito de best of, facilitou o entendimento entre as gerações presentes visto terem sido visitadas as quatro décadas de carreira. E como Rolling Stones é significado do que de melhor se faz no mundo rock n’ roll, fomos surpreendidos com a animação de "Honky Tonkk Women". Na tela passaram imagens de uma mulher a cavalgar entusiasmada numa língua, que nem num filme de Western, o que despertou gargalhadas dos presentes.
Já na parte final do espectáculo, os Stones mudaram-se para o palco secundário onde exploraram o som dos anos 70, de puro e cru rock n’ roll. Ao longo de três temas diminuíram-se as distâncias.
"It’s only rock n’ roll" e "Like a rolling stone" antecederam o temido final. As duas horas voaram e ao som de "(I can’t get no) Satisfaction", os Stones despediram-se de Portugal, prevemos nós, para sempre. O público não arredou e (des)esperou por um encore. No entanto, os quatro magníficos abandonaram o estádio, pelo topo norte, ao mesmo tempo que foi lançado fogo de artifício, para evitar possíveis confusões.
Realizadas e satisfeitas, as milhares de pessoas que assistiram ao último espectáculo dos Stones em Portugal vão ter muito que recordar. Depois de uma noite em que foi complicado adormecer, tais foram as emoções vividas em apenas duas horas, resta-nos esperar que estes quatro senhores do rock tenham muitos e proveitosos anos de vida e que, se possível, nos continuem a surpreender e ensinar.
Discografia
The Rolling Stones No.1 1964Route 66
I Just Wanna Make Love To You
Honest I Do
Mona (I Need You Baby)
Now I've Got a Witness
Little By Little
I'm a King Bee
Carol
Tell Me
Can I Get A Witness
You Can Make It If You Try
Walking the DogThe Rolling Stones No. 2 1965
Everybody Needs Somebody To Love
Down Home Girl
You Can't Catch Me
Time Is On My Side
What A Shame
Grown Up Wrong
Down The Road Apiece
Under the Boardwalk
I Can't Be Satisfied
Pain In My Heart
Off The Hook
Suzie QThe Rolling Stones Greatest Hits 1965
It's All Over Now
Not Fade Away
If You Need Me
Fortune Teller
Empty Heart
Bye Bye Johnny
I Wanna Be Your Man
Around and Around
Confessin' the Blues
Money
Good Times, Bad Times
Come OnOut of Our Heads 1965
Mercy Mercy
Hitch Hike
The Last Time
That's How Strong My Love Is
Good Times
I'm Alright
Satisfaction
Cry To Me
The Under Assistant West Coast Promotion Man
Play With Fire
The Spider and the Fly
One More TryDecember's Children 1965
She Said Yeah
Talkin' About You
You Better Move On
Look What You've Done
The Singer Not The Song
Route 66
Get Off of My Cloud
I'm Free
As Tears Go By
Gotta Get Away
Blue Turns To Grey
I'm Moving OnBig Hits (High Tide and Green Grass) 1966
Satisfaction
The Last Time
As Tears Go By
Time Is on My Side
It's All Over Now
Tell Me
19th Nervous Breakdown
Heart Of Stone
Get Off of My Cloud
Not Fade Away
Good Times, Bad Times
Play With FireAftermath 1966
Mother's Little Helper
Stupid Girl
Lady Jane
Under My Thumb
Doncha Bother Me
Goin' Home
Flight 505
High and Dry
Out of Time
It's Not Easy
I Am Waiting
Take it or Leave It
Think
What To DoGot LIVE if you Want it! 1966
Under My Thumb
Get Off of My Cloud
Lady Jane
Not Fade Away
I've Been Loving You Too Long
Fortune Teller
The Last Time
19th Nervous Breakdown
Time is On My Side
I'm Alright
Have You Seen Your Mother, Baby?
SatisfactionBetween the Buttons 1967
Yesterday's Papers
My Obsession
Back Street Girl
Connection
She Smiled Sweetly
Cool, Calm and Collected
All Sold Out
Please Go Home
Who's Been Sleeping Here?
Complicated
Miss Amanda Jones
Something Happened to Me YesterdayFlowers 1967
Ruby Tuesday
Have You Seen your Mother, Baby, Standing in the Shadow?
Let's Spend the Night Together
Lady Jane
Out Of Time
My Girl
Backstreet Girl
Please Go Home
Mother's Little Helper
Take it Or Leave It
Ride On, Baby
Sittin' on a FenceTheir Satanic Majesties' Request 1967
Sing This All Together
Citadel
In Another Land
2000 Man
Sing This All Together (see what happens)
She's a Rainbow
The Lantern
Gomper
2000 Light Years from Home
On With the ShowBeggar's Banquet 1968
Sympathy For the Devil
No Expectations
Dear Doctor
Parachute Woman
Jig-Saw Puzzle
Street Fightin' Man
Prodigal Son
Stray Cat Blues
Factory Girl
Salt of the EarthThrough the Past, Darkly 1969
Jumping Jack Flash
Mother's Little Helper
2000 Light Years From Home
Let's Spend the Night Together
You Better Move On
We Love You
Street Fightin' Man
She's A Rainbow
Ruby Tuesday
Dandelion
Sittin' On a Fence
Honky Tonk WomenLet it Bleed 1969
Gimme Shelter
Love In Vain
Honky Tonk Women
Live With Me
Let It Bleed
Midnight Rambler
You Got The Silver
Monkey man
You Can't Always Get What You WantGet Yer Ya-Ya's Out! 1970
Jumpin' Jack Flash
Carol
Stray Cat Blues
Love in Vain
Midnight Rambler
Sympathy For the Devil
Live with Me
Little Queenie
Honky Tonk Women
Street Fighting ManSticky Fingers 1971
Brown Sugar
Sway
Wild Horses
Can't You Hear Me Knockin'
You Gotta Move
Bitch
I Got the Blues
Sister Morphine
Dead Flowers
Moonlight Mile
Hot Rocks 1964 - 1971 1972 Time is on My Side
Heart Of Stone
Play With Fire
Satisfaction
AS Tears Go By
Get Off My Cloud
Mother's Little Helper
19th Nervous Breakdown
Paint It Black
Under My Thumb
Ruby Tuesday
Let's Spend the Night Together
Jumping Jack Flash
Street Fighting Man
Sympathy For the Devil
Honky Tonk Women
Gimme Shelter
Midnight Rambler
You Can't Always Get What You Want
Brown Sugar
Wild HorsesExile On Main Street 1972
Rocks Off
Rip This Joint
Hip Shake
Casino Boogie
Tumbling Dice
Sweet Virginia
Torn & Frayed
Sweet Black Angel
Loving Cup
Happy
Turd on the Run
Ventilator Blues
Just Wanna See His Face
Let It Loose
All Down the Line
Stop Breaking Down
Shine a Light
Soul Survivor
More Hot Rocks 1972 Tell Me
Not Fade Away
The Last Time
It's All Over Now
Good Times Bad Times
I'm Free
Out of Time
Lady Jane
Sittin' On a Fence
Have You Seen Your Mother, Baby, Standing in the Shadow
Dandelion
We Love You
She's a Rainbow
2000 Light Years From Home
Child of the Moon
No Expectations
Let It Bleed
What To Do
Money
Come On
Fortune Teller
Poison Ivy
Bye Bye Johnny
I Can't Be Satisfied
Long Long WhileGoat's Head Soup 1973
Dancing With Mr. D
100 Years Ago
Coming Down Again
Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
Angie
Silver Train
Hide Your Love
Winter
Can You Hear the Music
Star Star
It's Only Rock 'n' Roll 1974
If You Can't Rock Me
Ain't Too Proud to Beg
It's Only Rock and Roll
Till the Next Goodbye
Time Waits for No One
Luxury
Dance Little Sister
If You Really Want to Be My Friend
Short and Curlies
Fingerprint FileMetamorphosis 1975
Out of Time
Don't Lie To Me
Something Just Stick In Your Mind
Each and Every day Of The Year
Heart Of Stone
I'd Much Rather Be With the Boys
(Walkin' thru the) Sleepy City
We're Wasting' Time
Try a Little Harder
I Don't Know Why
If you Let Me
Jiving Sister Fanny
Downtown Suzie
Family
Memo From Turner
I'm Going Down
Rolled Gold 1975 Let's Spend The Night Together
Sympathy For the Devil
Street Fighting Man
Midnight Rambler
Honky Tonk Women
Jumpin' Jack Flash
She's A Rainbow
We Love You
Ruby Tuesday
Have You Seen Your Mother, Baby, Standing In The Shadow?
Paint it, Black
Gimme Shelter
Get Off My Cloud
19th Nervous Breakdown
As Tears Go By
Under My Thumb
Lady Jane
Out Of Time
Yesterday's Papers
It's All Over Now
I Wanna Be Your Man
Satisfaction
The Last Time
Time Is On My Side
Little Red Rooster
Not Fade Away
Carol
Come OnMade In the Shade 1975
Brown Sugar
Tumbling Dice
Happy
Dance Little Sister
Wild Horses
Angie
Bitch
It's Only Rock and Roll
Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
Rip This JointBlack and Blue 1976
Hot Stuff
Hand Of Fate
Cherry Oh Baby
Memory Motel
Hey, Negrita
Melody
Fool To Cry
Crazy Mama
Love You Live 1977 Intro
Honky Tonk Women
If You Can't Rock Me
Get Off My Cloud
Happy
Hot Stuff
Star Star
Tumbling Dice
Fingerprint File
You Gotta Move
You Can't Always Get What You Want
Mannish Boy
Crackin' Up
Little Red Rooster
Around and Around
It's Only Rock and Roll
Brown Sugar
Jumping Jack Flash
Sympathy For the DevilSome Girls 1978
Miss You
When the Whip Comes Down
Just My Imagination
Some Girl
Lies
Far Away Eyes
Respectable
Before They Make Me Run
Beast of Burden
ShatteredTime Waits For No One 1979
Time Waits For no One
All Down The Line
Bitch
Dancing With Mr D
Angie
Star Star
If You can't Rock Me
Get Off My Cloud
Hand Of Fate
Crazy Mama
Fool To CryEmotional Rescue 1980
Dance
Summer Romance
Send it To Me
Let Me Go
Indian Girl
Where the Boys Go
Down in the Hole
Emotional Rescue
She's So Cold
All About YouSucking in the Seventies 1981
Shattered
Everything Is Turning to Gold
Hot Stuff
Time Waits For No One
Fool To Cry
Mannish Boy
When the Whip Comes Down (live)
If I was a Dancer (Dance Pt. 2)
Crazy Mama
Beast of BurdenTattoo You 1981
Start Me Up
Hang Fire
Slave
Little T & A
Black Limousine
Neighbours
Worried About You
Tops
Heaven
No Use in Crying
Waiting On a FriendStill Life (American Concert 1981) 1982
Intro (Take the A-Train)
Under My Thumb
Let's Spend the Night Together
Shattered
Twenty Flight Rock
Going to a Go-Go
Let Me Go
Time Is On My Side
Just My Imagination
Start Me Up
Satisfaction
(outro: "Star Spangled Banner")Undercover 1983
Undercover of the Night
She Was Hot
Tie You Up
Wanna Hold You
Feel On Baby
Too Much Blood
Pretty Beat Up
Too Tough
All the Way Down
It Must Be HellDirty Work 1986
One Hit (to the Body)
Fight
Harlem Shuffle
Hold Back
Too Rude
Winning Ugly
Back To Zero
Dirty Work
Had It With You
Sleep TonightRewind 1986
Miss You
Brown Sugar
Undercover of the Night
Start Me Up
Tumbling Dice
Hang Fire
It's Only Rock'n'Roll
Emotional Rescue
Beast of Burden
Fool To Cry
Waiting On a Friend
Angie
Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
The London Years - 3CD box 1 - 1989 Come On
I Want To Be Loved
I Wanna Be Your Man
Stoned
Not Fade Away
Little By Little
It's All Over Now
Good Times, Bad Times
Tell Me
I Just Want To Make Love To You
Time Is On My Side
Congratulations
Little Red Rooster
Off The Hook
Heart Of Stone
What A Shame
The Last Time
Play With Fire
Satisfaction
The Under Assistant West Coast Promotion Man
The Spider and the Fly
Get Off Of My Cloud
I'm Free
The Singer Not The Song
As Tears Go By
The London Years - 3CD box 2 - 1989 Gotta Get Away
19th Nervous Breakdown
Sad Day
Paint It, Black
Stupid Girl
Long Long While
Mother's Little Helper
Lady Jane
Have You Seen Your Mother, Baby, Standing in the Shadow?
Who's Driving Your Plane
Let's Spend the Night Together
Ruby Tuesday
We Love You
Dandelion
She's A Rainbow
2000 Light Years From Home
In Another Land
The Lantern
Jumpin' Jack Flash
Child of the Moon
The London Years - 3CD box 3 - 1989 Street Fighting Man
No Expectations
Surprise Surprise
Honky Tonk Women
You Can't Always Get What You Want
Memo From Turner
Brown Sugar
Wild Horses
I Don't Know Why
Try A Little Harder
Out Of Time
Jiving Sister Fanny
Sympathy For the DevilSteel Wheels 1989
Sad Sad Sad
Mixed Emotions
Terrifying
Hold on to Your Hat
Hearts For Sale
Blinded By Love
Rock and a Hard Place
Can't Be Seen
Almost Hear You Sigh
Continental Drift
Break the Spell
Slipping AwayFlashpoint 1991
Continental Drift
Start Me Up
Sad Sad Sad
Miss You
Ruby Tuesday
You Can't Always Get What You Want
Factory Girl
Little Red Rooster
Paint It Black
Sympathy For the Devil
Brown Sugar
Jumpin' Jack Flash
Satisfaction
Highwire
Sex Drive
Jump Back 1993
Start Me Up
Brown Sugar
Harlem Shuffle
It's Only Rock and Roll
Mixed Emotions
Angie
Tumbling Dice
Fool To Cry
Rock and a Hard Place
Miss You
Hot Stuff
Emotional Rescue
Respectable
Beast of Burden
Waiting On a Friend
Wild horses
Bitch
Undercover of the NightVoodoo Lounge 1994
Love Is Strong
You Got Me Rocking
Sparks Will Fly
The Worst New Faces
Moon Is Up
Out of Tears
I Go Wild
Brand New Car
Sweethearts Together
Suck on the Jugular
Blinded by Rainbows
Baby Break it Down
Thru and Thru
Mean DispositionStripped 1995
Street Fightin' Man
Like a Rolling Stone
Not Fade Away
Shine A Light
The Spider and the Fly
I'm Free
Wild Horses
Let it Bleed
Dead Flowers
Slipping Away
Angie
Love In Vain
Sweet Virginia
Little BabyRock and Roll Circus 1996
Song for Jeffrey (Jethro Tull)
A Quick One (The Who)
Ain't That a Lot of Love (Taj Mahal)
Something Better (Marianne Faithfull)
Yer Blues (Dirty Mac)
Whole Lotta Yoko (Yoko Ono)
Jumping Jack Flash
Parachute Woman
No Expectations
You Can't Always Get What You Want
Sympathy For the Devil
Salt of the EarthBridges To Babylon 1997
Flip The Switch
Anybody Seen My Baby
Already Over Me
Gun Face
You Don't Have to Mean It
Out of Control
Saint Of Me
Might As Well Get Juiced
Always Suffering
Too Tight
Thief in the Night
How Can I StopNo Security 1998
Intro
You Got Me Rocking (gravada em Amsterdão)
Gimme Shelter (MTV spot)
Flip The Switch (gravada em Amsterdão)
Memory Motel (gravada em Amsterdão)
Corinna (gravada em St Louis)
Saint of Me (gravada em Buenos Aires)
Waiting on a Friend (gravada em St Louis)
Sister Morphine (gravada em Amsterdão)
Live With Me (gravada em Amsterdão)
Respectable (gravada em Amsterdão)
Thief in the Night (gravada em Nueremberg)
The Last Time (gravada em St Louis)
Out of Control (gravada em Buenos Aires)
Forty Licks 2002 Disco 1
01. Street Fighting Man
02. Gimme Shelter
03. (I Can't Get No) Satisfaction
04. The Last Time
05. Jumpin Jack Flash
06. You Can't Always Get What You Want
07. 19th Nervous Breakdown
08. Under My Thumb
09. Not Fade Away
10. Have You Seen Your Mother, Baby
11. Sympathy For The Devil
12. Mother's Little Helper
13. She's a Rainbow
14. Get Off My Cloud
15. Wild Horses
16. Ruby Tuesday
17. Paint It Black
18. Honky Tonk Women
19. It's All Over Now
20. Let's Spend The Night TogetherDisco 2
01. Start Me Up
02. Brown Sugar
03. Miss You
04. Beast Of Burden
05. Don't Stop
06. Happy
07. Angie
08. You Got Me Rocking
09. Shattered
10. Fool To Cry
11. Love Is Strong
12. Mixed Emotions
13. Keys To Your Love
14. Anybody Seen My Baby?
15. Stealing My Heart
16. Tumbling Dice
17. Undercover of the Night
18. Emotional Rescue
19. Only Rock 'n Roll (But I Like It)
20. Losing My Touch
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