| Sinhozinho |
| Tendo praticado outras formas de luta, como o box e a luta greco-romana, via a capoeira como luta, sem se dedicar a seus aspectos de m�sica, folclore e atividade acrob�tica. Os capoeiras do Rio de Janeiro usavam sua arte para brigar, enfrentar seus advers�rios sem nenhum esp�rito esportivo, antes, frequentemente, em d isputa de seus territ�rios. A navalha e a faca eram seus companheiros constantes, causando ferimentos e mortes ao final das contendas. Provavelmente por isto, a capoeira � pobre em recursos para a luta agarrada e se completava com estas armas. SINHOZINHO - Agenor Moreira Sampaio foi um conhecido instrutor de atividades atl�ticas e lutas que manteve seu centro de instru��o em Ipanema durante cerca de duas d�cadas. No Clube do Sinhozinho praticavam levantamento de pesos, gin�stica em aparelhos, box, capoeira, etc..Existiam, ent�o, muito poucas academias no Rio de Janeiro e a rapaziada de Ipanema tinha a� oportunidade de cuidar do f�sico e aprender diversas modalidades desportivas. � noite, os atletas se reuniam nos bares pr�ximos para o papo e as cervejas, da� muitos terem se especializado mais nos chopes do que nas atividades f�sicas. Mas aqueles que se dedicavam aos treinamentos recebiam aten��es especiais do mestre e muitos se tornaram atletas destacados, tendo alguns se orientado para o magist�rio. Entre os que se exercitaram sob a orienta��o de Sinh�zinho podemos destacar: Paulo Azeredo, Paulo Amaral, S�lvio M. Padilha, Andr� Jansen, Bruno e Rudolf Hermanny, Luiz Pereira de Aguiar (Cirandinha), Eloy Dutra, Carlos Alberto Petezzoni Salgado, Joaquim Gomes (Kim), Telmo Maia, Tom Jobim, Carlos Madeira, Darke de Mattos, Comandante Max, Paulo Lefevre, Paulo Paiva, Bube Assinger, Wanderley Fernandes (Paraquedas), Jos� Alves ( Pernambuco ), Roberto Gomes, Bob On�a, Carlos Pimentel, Lucas e Haroldo Cunha, Manoel Sim�es Lopes, Fl�vio Maranh�o, Carlos Alberto Copacabana, e muitos outros. Foram gera��es sucessivas, da� a dificuldade de citar todos. A Capoeira de Sinhozinho se aproximava mais da Regional do que da Angola. Selecionados os golpes que lhe pareciam mais eficazes, Sinhozinho impunha a seus alunos um r�gido treinamento repetitivo, fazendo-os aplicar os golpes em sacos e bolas, at� que alcan�assem precis�o e efici�ncia, al�m de usar artif�cios engenhosos para desenvolver suas habilidades. Sem canto ou ritmo marcado, sua capoeira revela, apenas, a face de luta desta atividade. Sacrifica a beleza do som e da imagem na busca de objetividade marcial. POL�MICA Muitos apaixonados pela bela capoeira da Terra do Bonfim t�m dificuldade em aceitar a Capoeira de Sinhozinho como sendo �capoeira�, devido � falta de m�sica e de ritmo por atabaque, pandeiro e, principalmente, berimb�u. A ginga, que � a alma da capoeira art�stica baiana, comanda o jogo de capoeira, mas , num combate real, tem que ser adaptada a esta situa��o., a fim de evitar a exaust�o que apressar� a derrota. O mesmo pode ser citado em rela��o aos lances acrob�ticos que enchem os olhos mas t�m pouca efic�cia para dominar os advers�rios, al�m de tornarem seus executores mais vulner�veis. Qualquer capoeira que se proponha a participar de uma luta de verdade deve fazer uma cr�tica de seus recursos e selecion�-los � luz de sua efici�ncia. Logo perceber� que seu repert�rio ficar� mais reduzido e que ter� que economizar em sua movimenta��o. Salvo se seu advers�rio lhe for muito inferior, quando poder� enfeitar as jogadas. A capoeira de Sinhozinho era baseada na capoeira das antigas maltas que tanto pertubaram as autoridades do Rio de Janeiro durante longos anos e teve pouca influ�ncia das modalidades praticadas ao som do berimb�us . |
| Agenor Moreira Sampaio, mais conhecido como Sinhozinho de Ipanema, era paulista, nascido em Santos, em 1891, e tendo falecido em 1962. Dotado de extraordin�rio vigor f�sico, destacou-se em v�rias modalidades esportivas. Embora tenha terminado seus dias em Ipanema, morou muitos anos em S. Crist�v�o e em Copacabana. Aprendeu sua capoeira observando os bambas de sua �poca, convivendo com os bo�mios, com os valentes e os malandros do Rio de Janeiro. |
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