| Pl�cido de Abreu |
| Por Jair Moura Na cr�nica da capoeiragem carioca, um vulto importante foi Pl�cido de Abreu Morais, de nacionalidade portuguesa. Nasceu a 12 de mar�o de 1857 e foi assassinado em fevereiro de 1894, em repres�lia � sua desassombrada atitude, de oponente �s a��es arbitr�rias, ditatoriais de Floriano Peixoto, aderindo aos insurgentes que desencadearam a revolta da Esquadra. No Brasil, trabalhou no com�rcio, exerceu a arte tipogr�fica, salientando-se como homem de letras, militando no Correio do Povo. Republicano intransigente, incondicional, foi acusado de estar envolvido numa tentativa que visava suprimir o imperador D. Pedro II. Da sua bibliografia, ressalto o romance Os Capoeiras, publicado em 1886. No seu contexto, ele focaliza os rituais inerentes � capoeiragem no Rio e, prosseguindo, descreve as infelicidades, os sofrimentos de um jovem que, vindo do interior para capital, foi vitimado pelos perversos, pelos marginais, que infestavam as hordas capoeir�sticas, mancomunadas com a prostitui��o. Na interessante e elucidativa introdu��o do seu romance, Pl�cido anuncia a publica��o para breve, de outro trabalho da sua lavra, intitulado Guaiamus e Nagoas. Efetuei reiteradas buscas e pesquisas e cheguei � conclus�o que o intento do malogrado escritor lusitano, de imprimir o referido Guaiamus e Nagoas, n�o foi concretizado. |
| Foto de Pl�cido de Abreu, extra�da do livro de Ernesto Sena: Deodoro - Subs�dios para a Hist�ria. Notas de um rep�rter ( Rio de Janeiro � Imprensa Nacional � 1913 ): Portugu�s radicado no Rio de Janeiro , manteve rela��es cordiais com vultos proeminentes da cultura brasileira. Figura das mais relevantes nos anais da capoeiragem, autor de importantes trabalhos vinculados a esta tem�tica, pereceu numa cilada, planejada por um militar trai�oeiro, covarde e assassinos, num t�nel de Copacabana. |