Curiosidades
Bo�al.
No per�odo de 1810-1830  era  comum  evitar  uma  maioria de escravos  da  mesma  etnia  numa mesma  senzala.  Os negros perdiam a liberdade,  a l�ngua natal,  os  costumes e at� a identidade, misturados � africanos de outros povos. At� esse per�odo seria bastante dif�cil ocorrer a mistura que daria origem � Capoeira - tendo em vista o antagonismo entre as etnias.
A partir da�,  no  entanto,  a  comunidade  branca  come�a  a  incentivar as diferen�as entre o "bo�al"(o africano, ou aquele que recusava  a  integra��o.  N�o  falava  ainda  o portugu�s) em  oposi��o  ao "ladino" (escravo integrado.  J� falava  portugu�s) e "crioulo" (negro ou mulato nascido no Brasil), favorecendo estes �ltimos com trabalhos mais brandos, perspectiva de ascen��o social etc.
A comunidade negra,  no entanto,  muitas vezes  valorizava o "bo�al"  em detrimento do  "crioulo"  ou "ladino", ainda que estes �ltimos fossem mais ricos - a africanidade("bo�alidade", palavra que adquiriu sentido pejorativo) era garantia de manuten��o de valores tradicionais.
Paralelamente, as rivalidades tribais perdem quase totalmente o significado, o que facilitar� a s�ntese lutas/dan�as.
Rabo-de-arraia.
Jair Moura
explica que o  rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o advers�rio, planta-se uma bananeira, ficando-se  ent�o  de  cabe�a  para baixo e de costas para o oponente, e imediatamente atinge-se a cabe�a do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os p�s.
Uniforme dos angoleiros.
Mestre Pastinha instituiu  o uniforme  dos angoleiros com as cores do seu time de cora��o, o Ypiranga, de Salvador. Para ele o capoeira devia jogar cal�ado.
Uniforme dos capoeiras da Regional.
Mestre Bimba aboliu os sapatos no treino e instituiu o uniforme branco baseado no costume da domingueira, a roupa ele antes
que o capoeirista vestia e que permanecia limpa mesmo depois do jogo, provando sua compet�ncia.
Descriminaliza��o da Capoeira.
Depois de ver uma exibi��o de Capoeira no Rio de Janeiro,  em 1937, o presidente Get�lio Vargas descriminalizou-a e decretou ser aquele o "esporte autenticamente brasileiro".
At� ent�o, os capoeiristas podiam pegar de dois meses a tr�s anos de pris�o, com pena de deporta��o no caso de estrangeiros.
A inser��o do berimbau na Capoeira.
Antigamente n�o havia m�sica de fundo na Capoeira. No m�ximo, quem estava por perto marcava o ritmo com um tambor. Em seu fabuloso levantamento publicado em 1834, "Viagem Pitoresca e
hist�rica ao Brasil", Jean Baptist Debret deixou claro que os tocadores de  berimbau tinham a inten��o de chamar a aten��o dos fregueses para o com�rcio dos ambulantes.
Um certo Henry Koster (ingl�s, que se radicou em Pernambuco, virou senhor de engenho e passou a ser chamado de Henrique Costa) escreveu  em  suas  anota��es  de 1816  que  de  vez  em quando, os  escravos  pediam licen�a para dan�ar em frente � senzala e se divertiam ao som de objetos rudes. Um deles era o atabaque.
O outro, "um grande arco com uma corda, tendo uma meia quenga de coco no meio  ou uma  pequena caba�a, amarrada". Era um instrumento de percuss�o trazido da �frica. A palavra vem do quimbundo, mbirimbau.
Segundo o folclorista �dison Carneiro, foi neste s�culo, e na Bahia, que o instrumento se incorporou ao jogo da Capoeira, para marcar o ritmo dos praticantes. O que define um jogo r�pido ou lento � o toque.
Capoeiras e pol�ticos.
Os capoeiristas eram contratados pelos pol�ticos para bagun�ar no dia das elei��es.
Enquanto  as  pessoas  desviavam a aten��o para a confus�o dos capoeiras um indiv�duo colocava um ma�o de chapas na urna ou na linguagem da �poca "emprenhava a urna". Vencia as elei��es o candidato que dispunha de maior n�mero de capoeiras.
Frevo.
O frevo nasceu  quando  a pol�cia  pernambucana desbaratou as gangues de capoeiras que chutavam e abriam caminho para as bandas  militares,  furando  o  bumbo  dos outros com o guarda-chuva(conduzido pelos capoeiristas pela necessidade de ter na m�o como arma para ataque e defesa,  j� que a pr�tica da capoeira estava proibida) que viria se tornar a sombrinha do carnaval de Recife, elemento complementar da dan�a, o passista � conduz como s�mbolo do frevo e como aux�lio em suas acrobacias.
O frevo pernambucano figura, ao lado  do  maxixe carioca, entre as mais originais cria��es dos mesti�os da baixa classe m�dia urbana brasileira, no campo da m�sica e da dan�a.
Os  estudiosos  do  frevo  pernambucano,  embora  discordando  em  v�rios  pontos quanto  a pormenores de sua hist�ria, s�o un�nimes  em  concordar  que  a  origem  do passo  (nome atribu�do  �s figura��es  improvisadas  pelos dan�arinos ao som da m�sica) se  prendem  �  presen�a  de capoeiras  nos desfiles das duas  mais famosas bandas de m�sicas militares do Recife da segunda  metade do s�culo XIX:  a  banda do 4� Batalh�o  de Artilharia, chamado o Quarto, e a da Guarda Nacional, conhecida por Espanha por ter como mestre o m�sico espanhol Pedro Garrido.
O costume  dos  valent�es  abrirem caminho de desfiles gingando e aplicando rasteiras sempre fora comum em outros centros urbanos,  como  o  Rio de Janeiro  e Salvador,  principalmente nas sa�das de prociss�es. No caso especial do Recife, por�m, a exist�ncia de duas bandas rivais em import�ncia serviu para dividir os capoeiras
em  dois partidos.  E  estabelecida  essa  rivalidade,  os  grupos  de  capoeiras come�aram  a demonstrar as excel�ncias de sua agilidade � frente das bandas do Quarto e do Espanha,  aproveitando  o som da musga para elaborar uma dif�cil  coreografia de balizas, uma vez que todos usavam bengalas ou cacetes da dur�ssima madeira de quiri.
Ao ritmo certamente marcial  dessas  bandas  do Espanha  e  do  Quarto (que partiria para o sul em 1865, quando da guerra do Paraguai), os capoeiras do Recife, al�m de come�arem a transformar seu gingado em dan�a, improvisavam versos de desafio ao grupo rival.
Existem atualmente um n�mero incont�vel de passos  ou evolu��es com suas respectivas variantes. Os passos b�sicos  podem ser considerados  os  seguintes:  dobradi�a, tesoura, locomotiva, ferrolho, parafuso,  pontilhado, ponta de p� e calcanhar, saci-perer�, abanando, caindo-nas-molas e pernada, este �ltimo claramente identific�vel na capoeira.
A palavra �: FREVO! -  A  palavra  frevo  vem  de  ferver,  por corruptela, frever, dando origem a palavra frevo, que passou a designar: "Efervec�ncia,  agita��o,  confus�o,  rebuli�o; a pert�o nas  reuni�es de  grande massa  popular no seu vai-e-vem em dire��es opostas como pelo Carnaval", de acordo com o Vocabul�rio Pernambucano de Pereira da Costa.
Divulgando  o  que  a  boca  an�nima  do  povo j�  espalhava,  o Jornal Pequeno,  vespertino do Recife, que mantinha a melhor sec��o carnavalesca da �poca, na edi��o de 12 de fevereiro de 1908, faz a primeira refer�ncia a palavra frevo.
Festa de Arromba.
Mestre Canjiquinha foi  o criador  da  Festa de Arromba, jogada nas festa de Largo da Bahia. Nessas comemora��es v�rios capoeiristas se reuniam e jogavam em troca de dinheiro e bebida
"Vadiar"
Significa jogar por prazer, por divers�o. Na �poca da escravid�o a vadia��o era o lazer dos escravos nas horas de descanso.
"Caxinguel�"
Era o nome dado a meninos que praticam capoeira.
Terno Branco
Antigamente, era de costume os capoeiristas trajarem terno de linho branco. Era considerado um bom jogador aquele que conseguisse sair da roda com o terno impecavelmente limpo.
"Crocodilagem"
� o nome dado a um jogo duro que submete ao capoeira a uma situa��o de inferioridade ou deslealdade.
Golpes de Mestre Bimba
Dos 50 golpes bem aplicados da capoeira que Mestre Bimba ensinou, 22 eram mortais.

- Em 1930 o famoso Karat� n�o era conhecido na Bahia.

Mestre Bimba foi o Capit�o da Navega��o Baiana.

- Mestre Bimba teve sua primeira escola de capoeira Angola, em 1918 com apenas 18 anos, obtendo apenas em 1937 o alvar� da Academia de Capoeira Regional.

Segundo Mestre Noronha
Os berimbaus em seu tempo, era uma arma maligna e mortal. A verga (o pau do berimbau), era usado como cacetete e a varinha servia para furar os olhos do advers�rio que tivesse m� conduta. Na �poca em que a capoeira era proibida.
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