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: v i c t o r . n a i n
e . prosa-poética
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Pequena lírica poética
Ao que parece, no presente
momento da vida, homenageado pelos deuses, meu livre arbítrio
foi livre de racionalidade, nutrido de um forte sentimento passional
que fez e faz-me muito bem.
Flertava a bela universalidade,
enquanto sofria com a sofisma Sofia; pura ausência de um prana
lírico, no demasiado vazio do peito nu; de uma beleza mais subjetiva
que surrupia os frutos dionisíacos.
Procurava no pântano
aquela tão desejada idéia da flor de lótus; banhei-me
nas mágoas, nas más águas, sujei-me o corpo, cai
diversas vezes; sempre ao levantar, vislumbrava o que não podia
realmente contemplar.
Mas, no profundo cerne,
havia um desejo ainda mais forte de saciedade, de felicidade, de paixão,
de fogo que queima a obscuridade. Um desejo de dedicar, de cuidar e
de ser cuidado.
Enquanto isso, o mundo
me velava um pequeno lírio, de pétalas tão aveludadas,
que estava tão próximo, sendo iluminado pelo calor do
dia-a-dia.
Finalmente, a vitória
daquele que se levantou e olhou para luz: o pequeno lírio era
lírico, real e vivo, não apenas uma idéia, que
brotou na porta do Ser. Diante dos corpos etéreos – entre o eu
e o tu, o primeiro toque fez-me sentir, com saudoso espírito
de novidade, uma sensação que parecia atemporal.
Deslumbre num abraço
tênue, mas consistente: afago de uma noite proporcionar-me-ia
um prazer rutilante e continuo.
Desta paixão pelo
Carpe Diem, podemos fazer crescer para que se torne amor de verdade
– aquele sentimento voluntário, que nasce, adolesce e torna-se
maduro, com o esforço que faz compartilhar as diferenças
e indiferenças de uma biografia cônjuge.
Sayuri – pequena lírica
poética – nossa química é forte, nosso desejo do
um pelo outro é intenso; isso me acaricia.
Eu te gosto muito, te
adoro muito e quero um dia poder te amar sem perder o calor da volúpia...
vou me esforçar.
Beijos em suas pétalas.
Para o dia 12 de junho,
Victor Naine
   
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