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: v i c t o r . n a i n
e . e s p
e c u l a t i o n
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O menino i n f i n i t o
Sobre a estória e a escória
De um menino diferente podemos conversar
Pois dessa sai o triunfo de verdadeira história
Até o sol raiar
Pois falamos do menino infinito
Que passa pelos portões do ceticismo
Mas chega são, acima da montanha de Cristo
Onde o Sol tende a ser o mesmo
Que ilumina a coroa do menino que por
trás o sua
Fazendo penumbra abaixo dos pés singelos
Aterrando e fortalecendo a terra nua
De espírito de arte dos mistérios
O menino infinito só vê
o que deve ser
Satisfaz a alma sua com o alento da alma alheia
E só irá olhar para trás quando crer
Na santa ignorância da ciência e meia
Pois falamos do menino infinito e conhecedor
Que continua sendo amamentado
Pela mãe terra do niilismo e odor
Do menino outro que está sendo flagelado
Lá na penumbra há morte
e dor
Que é também infinita, mas abandonada
Quando os olhos do menino vêem a cor
Do espírito de arte do nada acabada
Victor Naine
5 de março de 2007
   
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