:
: v i c t o r . n a i n
e . p o e
s i a
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Iluminura
A rosácea que ilumina
meu Ego,
Cortando como a espada do Deus
As impurezas da minha razão
Bebendo sangue numa taça
de ouro
E com a cruz no coração:
Sou eu trimegisto!
Contemplando pela estética,
Abusando do poder do intelecto
~?~
Hoje não vejo mais
nada!
Apenas sinto,
Apenas sou.
Mas mantive aceso o fogo
do altar
Mesmo quando fui cético
~?~
Esta chama,
Diferente daquela que me clama,
se abana
Aquela da labareda ariana.
Um vai
Uns vem
Mas monádica é a minha Alma;
Único é
o meu impulso;
Forte é a minha consciência!
Sou eu em ato!
Mas minha potência ainda se vigora.
Uno eu belo sou eu
-Um magistrado-
Deus-Homem
Cheiro de rosas senti,
Sob coroa de espinhos sofri,
Mas governei!
Estas banhadas a ferro
Sublimei de suas fragrâncias
E passei a amar a morte
Sou Eu
Um conquistador destes sóis
~?~
“Pater nostre qui hic
es”
Sou Eu
Amém
v
i c t o r . n a i
n e
2003
   
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