:
: v i c t o r . n a i n
e . p o e
s i a
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . .
. . .
h a r m ô
n i c a
Em que tom eu vibro?
Como víbora ao som da vítima
Em C vibro e sôo como um sino interno
bruto
De um homem sem nome e sem dono
Em F fibra a cara-metade
Que com tom menor soa justamente em quarta
Em B vibra e soa a orquestra de espírito
encarnado
Num homem sem dono e sem nome
Em E vibra e soa a quarta pessoa
Que sem terças e terceiras abraça a indiferença
numa só pulsação
Do coração e do pulso eterno
das mentes esquecidas
Como fantasma da memória de um mundo estranho
v i c t o r .
n a i n e
02.2007
   
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