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: v i c t o r . n a i n
e . e s p
e c u l a t i o n
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Esqueleto de um soneto obsoleto
Almas sofridas
Tingidas de aura e baixa mística
Aglomeram-se no túmulo do Ser
Mortas pelos deuses racistas
Que espelham a essência do homem
Nas cores sombrias da terra fingida
Quando nada mais é filosofia
Mas poesia que se arrepia na alta magia
No estorvo dorso do corvo
Que não ama para além dos olhos de rapina
Que sentem o cheiro da carcaça e disfarça
Com esperança de uma vida sem
Graça
Semelhante ao livro e a traça
Símbolo da DesGraça
v
i c t o r . n a i
n e
Petrópolis, 8 de agosto de 2006
   
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