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: v i c t o r . n a i n
e . e s p
e c u l a t i o n
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Do ser ao haver
Não sou
Mas fui no dia em que a felicidade havia
Entre a essência e pureza da universalidade, eu curtia
Sem o vício de uma tendência ao vitalismo mundano
Erguia a cabeça diante de um horizonte demasiado humano
Não estou
Mas estive presente no coração do universo, mesmo perplexo
Entre o mundo externo e interno que se diz fenômeno
Sem aquele ceticismo adulto que me parece complexo
Emergia da clavícula minha o nome Ameno
Não existe
Mas existiu dentro do âmago o amor platônico lento
Entre a alma e o corpo de tamanho apego, sento
Sem a livre disposição de pesquisa ao vento
Energiza o alicerce da coluna que sustenta o alento
Não há
Mas houve em Fantasia – minha – de criança madura
Entre a terra que suja e a mão humana que lava
Sem luvas, mas com cuidado da mão que se banhava
Estabiliza a verdadeira e bela vontade pura
Victor Naine
4 de março de 2007
   
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