: : v i c t o r . n a i n e . a m o r ?
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Diana

Que tipo de amor é esse que mora aqui no peito?

Âmago poético do espírito sânscrito
Que desde o primórdio tempo tento eu
Enquanto homem projetar
Que faz minha tônica incômoda vibrar

Como tímpano romântico esplendoroso
Que me faz desejar a carne da pélvis
Que dança com o ventre
Com o potencial de vida nascida de mulher

Como a guerreira da caça
Que mata um labor por amor
E descansa da violência
Da amarga dor

Mas com cor
Hei de transformar a erótica falta de pudor
Na filia mais bela e eterna
Sem paixão débil risível

Que é pouco saudável
Na tentativa sublime do sabor ágape
Que sem humor desnecessário
Faz corpo rir e chorar espiritualizado

Tendendo ao absoluto inalcançável

Te amo, tchamo, te chamo
De bonita menina-flor que virá desabrochar
Como a lótus-rosa negra e branca
Que um dia irá brilhar

Crescer e florescer no éden
Acima do pântano
Que socorre a minha alma e o meu corpo
Aqui no chão, quando lhe peço a mão

Enquanto em nome da idolatria
Recitamos com amor a uma tal de Sofia
Que por cima do véu
Faz cair em desuso com sua beleza sombria

Que me faz amar mais e mais a forma
Quando menos e menos sofremos
Pois quando o amor está para além da vida
Carecemos de guia ativa e espirituosa

Que encontrará para além da obscuridade

A unidade

Por meio de poema
Para toda a história filha
Que com carisma e auto-estima
Faz-nos encontrar na sabedoria

Mimada pelo nosso apego
Que no desprezo faz-nos apoiar
Para saciar
A ausência do buraco tapado

De um corpo que pede uma coisa

De uma alma que pede outra

E se sente culposa

Irei amar a deusa na terra
Ainda mais distante
Da posse enciumada de um corpo ético e etéreo
Que na época epopéia saúda e venera

Um dom de tom dionisíaco
Que mesmo para além do homem
Degusta o vinho da adega furtada
Que surrupia o saber do gosto do coração doloso

Um tom de dom apolíneo
Que ama só quando é amado
Que sangra só quando é violado
Que migra para a cama de uma santíssima semana

E agora, depois de lamentos
Latentes e onipresentes que se tornam contentes
Afrouxo um pouco o plexo
Para nutrir-me do prana sintético

Que não é do Eu, mas do ego-seu
Amor da minha esquina
Que queria no leito
E que agora amo com a chama

De eterna lareira
E não de paixão que engana
Mas de abraço sutil que me sana
Amando e amamentando como eu ando

Salvando por amor filos
O eterno filósofo
Com Vênus virtual no útero
Emana, emana...

Dida Diva Diana

v i c t o r . n a i n e
Petrópolis, 22 de agosto de 2006


inde x x xa u l a sc r é d i t o sl i n k s

 

 

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