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A garça-branca avança a passo lento,
Entre mim e os cedros que marcam os limites,
A apanhar os últimos insectos do dia.
Nuvens a fugir depressa,
Que o céu quer-se estrelado e sem ameaças.
( Como os silêncios se tornam cada vez mais presentes!)
Na paz de quem perdeu a força das ilusões disparatadas,
Passos ao fim do dia, quietude em tons de verde,
Deixem a garceta fazer a ronda do pouco que a satisfaz.
Tudo ganha distancia, espaço, tempo e sentido,
Na relatividade do horizonte do muito visto.
Ilusões são rajadas sem alvo,
Ao fim do dia, o destino depende do percurso da ave sem pressas.
Cata-vento nas encruzilhadas das próprias incertezas.
Será que a garça-branca conseguirá transformar o fim do dia?
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