Química no dia-a-dia: USO DIÁRIO A química nos acompanha 24 horas por dia. Ela está presente em praticamente todos os produtos que utilizamos no dia-a-dia. Do sofisticado computador à singela caneta esferográfica, do possante automóvel ao carrinho de brinquedo, não há produto que não utilize matérias-primas fornecidas pela indústria química. Teclados, gabinetes e disquetes dos computadores, para ficar apenas em alguns exemplos, são moldados em resinas plásticas. No automóvel, há uma lista enorme de produtos de origem química: volantes, painéis, forração, bancos, fiação elétrica encapada com isolantes plásticos, mangueiras, tanques de combustível, pára-choques e pneus são apenas alguns desses itens. A maioria dos alimentos chegou às nossas mãos em embalagens desenvolvidas pela química. Em nossas roupas, há fibras sintéticas e corantes de origem química. Em nossa casa, há uma infinidade de produtos fornecidos, direta ou indiretamente, pela indústria química: a tinta que reveste as paredes, potes e brinquedos em plástico, tubos para condução de água e eletricidade, tapetes, carpetes e cortinas. Isso sem falar nos componentes químicos das máquinas de lavar roupas e louças, na geladeira, no microondas, no videogame e no televisor. A maciez do colchão, por exemplo, é garantida por uma placa de espuma de poliuretano, revestida por um tecido de poliéster, tingido com corantes dispersos, como, por exemplo, a antraquinona. O lençol, por sua vez, é fabricado a partir de uma reação de um monoetilenoglicol com dimetiltereftalato ou ácido tereftálico, matérias-primas do poliéster. Mesmo se o lençol for 100% algodão, suas fibras terão sido tratadas com hidróxido de sódio para garantir resistência. Nos produtos que utilizamos em nossa higiene pessoal (sal sódico de ácido graxo de palma=sabonete; monoetanolamina de ácido graxo, o álcool cetílico e o pantenol:xampu; sorbitol e carbonato de cálcio:creme dental; álcool de lanolina acetilada, emoliente utilizado na formulação dos desodorantes). E na limpeza da casa também podemos perceber a presença da química. Observe os diversos modelos de máquinas existentes no mercado. O plástico, de origem química, está presente em todas as versões. Em algumas, a tampa é produzida com polipropileno, ou simplesmente PP. Em outras, com copolímero à base de acrilonitrila, estireno e acrilato, ou ASA, um produto recentemente desenvolvido pela química. Na maioria, o cesto interno foi produzido em polipropileno, as engrenagens em poliacetal, os conectores elétricos com poli (tereftalato de butileno), ou PBT, e o dispenser (o recipiente onde se coloca o amaciante) em ABS (copolímero de acrilonitrila, butadieno e estireno). Os fios são revestidos por PVC. As mangueiras, na grande parte dos casos, também foram construídas com PVC e o náilon pode estar equipando sua máquina para reduzir ruídos. Há, ainda, as tintas e óleos lubrificantes utilizados nas máquinas de lavar, produtos também gerados pela química. É só prestar atenção. Nosso cotidiano seria realmente muito mais difícil sem a química. É para ajudar o homem a ter mais saúde, mais conforto, mais lazer e mais segurança que a indústria química investe dia-a-dia em tecnologia, em processos seguros e no desenvolvimento de novos produtos. O resultado é o progresso. fonte: ABIQUIM Associação Brasileira da Indústria Química