Deus me livre - Luiz Puntel - Editora Ática - 96 pg. Naquela noite, os alunos da escola Cônego Musa Julião Motta de Barros - da cidade de Ribeirânia, haviam sido dispensados mais cedo. Os alunos que cursavam o primeiro grau da segunda série, Carolli - "Véio", Roberto Ruoco, Valdir e Walter da Silva - Tinho, ficaram conversando na esquina da escola. Os assuntos eram diversos: desde empregos - Valdir Domenehetti havia pedido a Tinho que lhe arranja-se um emprego de MENOR ESTAGIÁRIO no Banco do Brasil, onde Tinho trabalhava, até mulheres e futebol. Até que Carolli lembrou de comentar sobre os túmulos que haviam sido arrombados: na noite anterior, voltando para casa, passando exatamente na frente do cemitério, Tinho escutou vozes suspeitas vindas do local. Subiu no muro do cemitério e se esticou para conseguir ver: dois homens, não muito longe dali, arrombavam um túmulo. Neste instante uma viatura virou na esquina e Walter descendo dop muro, continuou seu caminho com receio de ser repreendido pelo policiais.