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JANEIRO 2009 |
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La Plata-Riachuelo-Colonia-La Plata, 6-11 de janeiro de 2009 Tinhamos planejado ha um tempo tirar umas mini-ferias abordo do Sirius no Riachuelo-Uruguai para as quais dedicar uns 6 días. Como era a primeira vez que iamos ficar tanto tempo no barco, formos preparándo-o de acordo ao que consideramos necessario. A ideia era partir na terça 6 de janeiro antes do amanhecer para navegar um poco a noite porem o carregamento das provisões, agua, bote auxiliar (o Siriusito), cadeiras, guarda sol, brinquedos e bicicletas levou mais tempo do imaginado e acabamos saindo as 8 de manha. O carro foi cheio de coisas e dentro do barco mal se notava aonde estavam!!...e mais…sobrava muitisimo espaço, ocupamos 10% da capacidade de carga!!. |
Com o waypoint da boia de aguas seguras do Riachuelo carregado no gps fizemos um rumo direto embora costase acreditar o que mostraba a rota ja que não conseguíamos enxergar a entrada ao Riachuelo mesmo com binoculos! A navegação foi bem tranqüila com velas a tempo todo somente com apoio do motor ao chegar na costa uruguaia que, como acostumado ao meiodía, não tem vento. Cuando conseguimos ver a boia, colocamos o barco proa ao vento, baixamos as velas e entramos tranqüilamente com motor pelo estreito canal franqueiado por dois quebra-onda de pedra. |
Ao ir avançando observamos que o local estava bastante lotado chegando a contabilizar mais de 90 embarcações, a maioria delas veleiros. Cumprimentomos a um par de barcos conhecidos e continuamos rumo ao atracadouro de madeira para deixar os papeis na prefectura uruguaia e de passagem conhecer um pouco o lugar. Depois retornamos e nos fundeiamos perto da entrada ao Riachuelo, amarrados por proa a um árbol e por popa com duas ancorass. Depois de concluir com o fundeio, coloquei o “barraco” para ter sombra e Carina preparou o almoço. |
Riachuelo e um lugar ao que se tem que levar obrigatoriamente um bote auxiliar. Como não tinhamos outra opção levamos o Siriusito e um remo tipo kayak, o qual fazia ainda mais “pintoresca“ nossa presençã no local. Florencia na proa, Carina na popa, eu no meio remando, mais cadeiras, guarda-sol, brinquedos de praia e sacola era digno de ser visto!!. Asím remando até a ponta do quebra-onda de pedra e depois volatando até a costa, desembarcamos numa praia de areia cheia de gente e com uma paissagem sonhada: na agua varios veleiros fundeiados e a nossas costas uma floresta de pinheiros que convidavam a entra embaixo da sua sombra. |
Cuando estava acabando de baixar as coisas do meu “auxiliar” aproximou-se homem me perguntando se este bote “tinha sido mais facil de se fazer que o 28 pés”. . Me pegou de surpresa que estivese sabendo da construção, da cual sabia por uma materia publicada na revista “Bienvenido a bordo” que contou como tinha sido a historia do Sirius. Depois de conversar um bocado do assunto começarom as mini-ferias na praia, brinacando muito com Flor na areia e tomando banho no rio, onde a agua e muito mais clara que de nossoo lado. O dia estava muito quente e a agua tinha uma temperatura agradavel, asim que ficamos a maior parte do tempo no rio. As praias do Riachuelo accesam-se somente com barco, porem as pessoas deixam todas suas pertences ali mesmo (cadeira, guarda-sol, optimist, pranchas de windsurf, etc…), em completa tranqüilidade, sabendo que nenguem vai toca-las. Nos tempos que correm isto pareciou-me fantástico, asim que tambem nos deixamos nossas coisas ali mesmo e aproveitando para liberar espaço no Siriusito! Riachuelo conta com banheiros públicos e chuveiros com moedas, pelo que tem que se deslocar até o outro extremo para tomar banho, coisa nada difícil tendo um auxiliar com motor, mas com remo a coisa complica-se o bastante ja que eram mais de 2 km somente de ida. Como o Sirius tem uma bomba pressurizadora de agua, desconectei o extremo que vai para a torneira da pia do banheiro e coloquei uma mangueira com uma pistola regadora de jardim. Com o “barraco” de sombra colocado e uma cortina , tomabamos banho diretamente no cockpit, eu com agua fría dos tanques, Carina e Flor com agua quente de um chuveiro solar (sacola preta com agua esquentada pelo sol) que tinha comprado por via das duvidas. Em 30 minutos estavamos os tres limpinhos e cheiroso, prontos para jantar, sem esperar pelas fileras que se formavam nos chueveiros de terra!! Durante a primeira noite e na madrugada do día seguiente manifestou-se um “pampero” (vento muito forte do SW) que me deixou muito nervoso ja que as duas ancoras que tinha jogado pela popa tinham garreiado por não ter previsto vento desde aquele setor. Somente presos pela proa, o vento nos fez borneiar jogandonos para a costa. Sem puder dormir por causa do barulho do vento e por sentir de vez em cuando uma batida seca da quilha contra o fundo, decidí sair a acertar a posição do barco. Avisei a Carina que estaba salindo e com colete de segurança colocado, recuperei as duas ancoras garreiadas, as subí ao Siriusito e remei ate o meio do riachuelo para jogarlas. De volta no Sirius esperei que as ancoras cravaram no fundo e comencei a tirar o barco de posição desconfortavel. Aos poucos ficamos transversais ao riachuelo e livres do batimento no fundo. Agora sim a dormir, não sem antes tentar descobrir que era o barulho de “raspagem” que escutava-se dentro do barco. Aparentemente eram peixes comendo as algas grudadas no fundo, os quais nos acompharam com sua “serenata” todas as noites que estivemos fundeiados. A manha seguiente amanheciou como se nada tivesse acontecido durante a noite. Um ceu azul com um sol ardente presagiava um día de praia maravolhoso. Mas antes do prazer, dedicamos-lhe um tempo a fundeiar melhor ao Sirius, agora con dois cabos cruzados na proa e as duas ancoras de popa bem abertas. Como a tarefa nos levou bastante tempo e a temperatura ia em aumento decidimos ficar e almoçar abordo para depois ir para a praia em donde curtimos outra tarde otima, fechando com uma caminhada pela floresta de piñeiros, até chegar a um setor de dunas, planejando continuar no dia seguiente porem em bicicleta. De volta ao Sirius, ritual do banho, jantar e todo mundo para a cama. Pela primeira vez dormimos até bem tarde e entre café da manha e preguiça se fez proximo o meiodia. Para não fazer grandes deslocamentos, decidimos ir a praia do leste, que para nos ficaba mais perto e que fica para onde estava a proa do barco ou seja escasos 10 m, mas depois tem que andar um trecho de 300 m. Ali não tinha absolutamente nenguem. A praia enteira para nos. Ainda não descobrimos porque a gente dos barcos não a usa. E uma praia extensa, limpa, com areia bem compacta ideal para jogar bola ou frescobol. Aproveitamos para caminhar-la em toda sua extensão e desfrutar um pouco d’agua. Cuando pintou o fome voltamos ao barco, não sem antes intentar fotografar um lagarto de consideravel tamanho que eu tinha visto a manha anterior e que ao nos aproximar saiu batido sem se deixar fotografar. |
A tarde cancelamos a ida em bicicleta para as dunas e ficamos na praia com o resto da gente. Depois do banho decidimos ir ate o atracadouro para comprar gelo, ja que as garrafas com agua congelada que tinhamos trazido ja estavam derretidas. Assim saimos os tres arrumadinhos abordo do Siriusito, remando os 2 km que separavam-nos do atracadouro e para piorar com vento em contra. Por sorte tinha a Flor na proa que cantava-me canções para darme forza para seguir remando. Cuando ao fim chegamos deixamos paga uma barra de gelo e formos caminhado até o sitio “Arenas” que fica uns 17 cuarterões do atracadouro, onde fazem pratos feitos por encomenda (via VHF) alem de vender muitos produtos artesanais e contar com um museu de artigos esquisitos: lapices, chaveiros, latas de aluminio, cinzeros, cartões de telefone, garrafinhas de perfume, etc…algumas de estas coleções possuim recordes Guinnes. Voltamos ao atracadouro, pegamos a barra de gelo e de novo ao Siriusito, remo mediante retornamos a nossa casa flutuante, desta vez com vento a favor. Essa noite a janta foi uma degustação dos queijos e salames comprados no sitio, acompanhados por um bom malbec. Dormimos como os deuses! |
No dia seguinte bem cedo carreguei as duas bicicletas no auxiliar e as cruzei para a praia desde onde depois tentariamos chegar a Colonia por um caminho de terra (12 Km). Uma vez mais o Siriusito comportou-se maravilhosamente, agora fazendo as veces de “cargueiro”. Após de curtir um bom tempo na agua decidimos sair a pedalar um pouco, ainda com sol forte, mas entrando na sombra da floresta de pinheiros. Pedalamos uns 4 Km cuando Carina cortou a corrente da bicicleta. Como tinhamos uma corda a mão, continuei levando-a a “reboco” com minha bicileta até que acabou o caminho devido a presença de um portão de um sitio fechado com cadeado. |
Volta a praia e ja com fome tentei chegar ate o atracadouro de madeira com a bicicleta a través de um caminho aberto pelas vacas, pero não conseguí ja que em partes era tão fechado que era imposivel atravessa-lo. Aquela noite e organizado pelos donos de outro barco (o Victoria) se fez uma “pirateiada” a cual consistía em juntar todas as crinças dos barcos nos auxiliares e, disfarzados como piratas, abordar os barcos que estivessem inscriptos para intentar encontrar “o tesouro”. Flor com o olho tampado como boa pirata saiu junto com mais de 30 crianças a caza dos numerosos tesouros que escondiam os barcos. O Sirius foi abordado e seu tesoro de balas (marcado com um “X”) saqueiado com total sucesso. Asim transcurriram quase duas horas entre saqueios e posterior divisão das “ganancias”, retornando finalmente cada criança a seu barco para descansar e comentar sua “aventura”. Os dois últimos días os deixamos para Colonia e de passagem premiarnos com uma boa janta em um restaurant, por isso assim que acordei, comencei a manobra para nos-despedir de Riachuelo e zarpar para lá. Quase 5 milhas separam os dois pontos assim que pelo escaso vento da manha ligamos o Yanmar como para no chegar depois do meiodia e fazer a navegação mais prazerosa sem tanto calor. Ao chegar ao porto de Colonia percebimos que estava quase lotado, com so um par de lugares livres para borneio, assim que como tinhamos um “auxiliar”, pegamos uma boia para ficar mais tranqüilos sem fazer tanta manobra para tentar “encaixar” a forza o barco no pier. Almoçamos abordo e descansamos um pouco a sombra de nosso barraco, para depois a tarde desembarcar com as bicicletas e pedalar um pouco pela cidade chegando até a praia Ferrando para esfriar-nos um pouco. Após banho e contemplação do pór do sol, formos jantar em um restaurant para tirar a vontade de comer coisas gostosas que não podem se cozinhar no barcos. De volta para o Sirius, sorvetes em mão, formos dormir, os 3 muito cansados. |
Acordei cedo e fui a terra deixar os papeis na prefectura e aproveitei para comprar alguma coisa para o café da manha, o cual tomamos abordo. Decidimos ir caminhar um pouco pela cidade e matar o tempo até o meiodia para almorçar em Colonia antes de zarpar para La Plata, o cual fizemos as 15hs. Subimos a vela grande ainda presos na boia e junto com o motor saimos velejando assim que largamos nossa amarra. Depois de franqueiar o faro Santa Rita desenrolamos a buja e colocamos rumo para o porto de La Plata. O vento estava soprando do sul a 15-20 nós o que, juntamente com a direcção da correnteza de mareia, fazim nos derivar afastandonos de nosso rumo ideal. Com 2 milhas navegadas ja estavamos fazendo uma bordejada para corregir este desvío e ganhar todo o barlavento possivel para não ter que fazer outro mais na frente. Navegábamos a 5,5 nós de promedio orçando o máximo, com o vento cada vez mais forte e as ondas crescendo de tamanho, cuando para sotavento vemos se aproximar como um fantasma submerso em spray um barco rapido de Buquebús voando para nos em rumo de colisão. Carina, asustada, me pidiu para virar e sair da rota, pero eu tinha certeza que pela velocidade que trazia ia cruzar nossa proa a uma distança longa o bastante para ter segurança. Assim foi que o “monstro rugiente” passou uns 100 m a nossa frente, o suficientemente perto para nos deixar bem assustados imaginando coisas piores. Ao chegar no setor de espera do porto, cheia de barcos fundeiados, nos obrigou a fazer bordejadas para não bater com aqueles que estavam em nosso rumo. Aquí a situação do rio estava cada vez pior com ondas muito grandes e desajeitadas alem do vento que ja soprava em mais de 25 nós. De repente vemos um petroleiro que começa se mover esquivando seus colegas fundeiados, o cual ia se cruzar com nossa rota pero a diferença com o anterior encontro era o errático de seu curso. Alem disso não sabíamos se este gigante tinha nos enxergado, assim que liguei o motor por precaução e puder fugir caso modificara seu rumo. Passado o novo susto somente sobrava um barco para evitar e finalmente entrar no canal de acceso. Cuando ao fim chegamos e como acostumado, as ondas vinham de todos os ángulos possiveis. Ainda com vento sur, as ondas as recebíamos pela popa, surfeaindo as mais grandes atingindo 8 nudos de velocidade. Como despedida e antes de entrar no quebra-ondas de pedra, uma onda nos bateu de lado e nos fez “tomar banho” aos tres de pés a cabeça. Reporamos nossa chegada tanto a prefectura uruguaia como argentina e formos para nossa amarra no estaleiro Martinoli, onde descarregamos todas as coisas que tinhamos levado e, depois de um beijo de gratidão pelos días que vivemos e pela volta para casa em segurança, deixamos o Sirius até a proxima saida. |
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