A História

A Imagem de Nossa Senhora foi oferecida aos congregados na primavera (na Europa: março a julho) do ano de 1915. Eles a aceitaram, não por ser uma obra de arte, mas sim por ser um presente de um professor, e viram nisto um sinal de DEUS.

O sacerdote diocesano de Coblença que lecionava francês, no seminário, o professor Huggle, ouviu do Pe. Kentenich que estavam procurando uma imagem da Mãe de Deus para a Capelinha. Informou ao Pe. Kentenich que numa loja de antiguidades em Freiburg havia uma bela imagem e o preço era acessível. Por desejo do Pe. Kentenich, mandou buscá-la e deu-a de presente à Congregação Mariana.

No início, alguns não gostaram da imagem, pois queriam. outra mais sóbria. Mas, não tendo possibilidade de adquiri-la e não querendo melindrar a generosidade do professor, aceitaram-na. Em 19 de abril de 1915, primeiro aniversário da fundação da Congregação Mariana, colocaram-na sobre o altar em sua Capelinha.

Esta imagem é de um pintor italiano (Crosio - 1800) e seu título era "Refugium Peccatorum".

O nome "Mater ter Admirabilis" começou a ser usado em Schoenstatt a partir do ano de 1915.

O novo título: "Mater ter Admirabilis", Mãe Três Vezes Admirável, surgiu da seguinte maneira: Em maio de 1915, o Pe. Kentenich encontrou um livro que narrava a história da Congregação Mariana de Ingolstadt, fundada em fins do século XVI, pelo Pe. Jacó Rehm, da ordem dos Jesuítas. Neste livro, descobriu quão grandes coisas a Mãe de Deus realizou outrora por meio desta pequena elite de jovens. O Pe. Kentenich e os congregados, em Schoenstatt, descobriram que a Mãe de Deus educou estes jovens, transformou-os em grandes personalidades, que atuaram na vida eclesiástica e na política. O título da imagem de Nossa Senhora na capela da Congregação Mariana em Ingolstadt era: "Mater ter Admirabilis" - Mãe Três Vezes Admirável.

Os congregados de Schoenstatt começaram a trabalhar com o 'Paralelo Ingolstadt ­Schoenstatt'. Isto quer dizer: Schoenstatt deve ser para o tempo de hoje o que foi Ingolstadt para a sua época.

Por isso, os congregados não duvidaram em dar o mesmo nome da imagem de Ingolstadt - Mater Ter Admirabilis - à imagem do Santuário da Congregação. A origem deste nome remonta ao ano de 1604. No dia 5 de abril deste ano, o Pe. Rehm, durante uma hora de oração, na qual os congregados rezavam a Ladainha Lauretana, perguntou-se com qual destes títulos Nossa Senhora mais gostava de ser invocada. Neste momento ele recebeu uma luz sobrenatural e reconheceu que o título "Mater Admirabilis" era o maior louvor que se podia dar a Maria. No dia seguinte, novamente durante a oração da ladainha, o Pe. Rehm foi elevado do chão e viu Nossa Senhora, ao ser invocada como "Mater Admirabilis". O Pe. Rehm pediu então que se cantasse três vezes esta invocação. A partir deste dia os Jesuítas, ao rezarem a ladainha, começam a repetir três vezes este nome ou a dizer mais simplesmente "Mater Ter Admirabilis". Este título ficou então ligado à imagem de Maria do Colloquium Marianum de Ingolstadt e, mais tarde, também à nossa imagem de Maria de Schoenstatt.

A imagem de Maria de Ingolstadt é uma cópia da imagem de Nossa Senhora das Neves em Roma, Basílica Maria Maggiore. Nesta Igreja ela tem o nome "Salus populis romani".

A partir de 1915, em Schoenstatt, se venera e invoca a Mãe de Deus sob o título: Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Em 1939, com a coroação da Mãe de Deus no Santuário Original, recebeu o nome de Rainha e, em 1974, Vencedora quando foi coroada na Igreja da Adoração.

Deste modo a invocamos: Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt!

Fonte: História do Santuário de Schonstatt

 

A Imagem

Pe. Kentenich explica a imagem: Esta imagem é expressão da nossa piedade mariana e da nossa entrega total a Deus.

A íntima união entre Mãe e Filho está expressa em diversos detalhes: a Mãe segura o.Filho com as duas mãos: à esquerda aperta-o bem a si; à direita segura o braço de Jesus expressando, através da pequena elevação, a sua atitude de entrega que oferece o Menino ao Pai.

O véu que, geralmente envolve um segredo, cobre a Mãe e o Menino, dizendo-nos que Jesus é o segredo do coração de Maria. A união de corações é realçada através do tom mais escuro. Este indica o coração da Mãe sobre o qual repousa o Menino. A mão da Mãe por sua vez, repousa junto do coração do Filho. Embora esta união entre Mãe e Filho seja tão íntima, nota-se simultaneamente uma atitude de desprendimento:

A Mãe tem o Menino no colo, mas apesar de tudo, sente-se que é uma outra força que tem o poder sobre ele, a força do sobrenatural, do Pai ­representada pelas nuvens.

 

O olhar de ambos está dirigido para nós. A Mãe procura com os seus olhos quem queira receber o seu Filho para que este o guie ao Pai.

Fonte: História do Santuário de Schonstatt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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