| ORIGEM DA FAMÍLIA |
Pergunta às gerações passadas e considera a experiência dos ancestrais.
Somos de ontem, não sabemos nada.
Nossos dias são uma sombra sobre a terra.
Eles, porém, te instruirão e falarão contigo,
e em sua experiência encontrarão
as palavras adequadas.
Livro de Jó; 8; 8-10
“Ouve a própria consciência, seja qual for a idéia religiosa a que te filias, e perceberás que nasceste para realizar o melhor”
Emmanuel
RÊGO Provém esta família de D. Mem de Gundar, natural das Astúrias, fidalgo que veio com o conde D. Henrique, em serviço da rainha D. Teresa. Casou na Galiza com D. Goda, foi fidalgo muito principal, que assistiu no conselho de Gestaço, alcaide de Celorico de Basto, fundador do mosteiro de freiras da Ordem de S. Bento, senhor de S. Salvador de Lafões e sepultado em Telões. Teve diversos filhos, e entre eles D. Egas Mendes de Gundar, casado com D. Maria Viegas ou D. Maior Pais Pinto, do qual foi neto ou bisneto Lourenço do Rêgo, senhor da quinta de Rosas, contemporâneo dos Reis D. Sancho II e D. Afonso III. Deixou geração que continuou o apelido, que parece ser tomado da honra do Rego, no lugar de Lordelo, conselho de Lanhoso. Fez o seiscentista, Manuel de Souza da Silva, distinto investigador, a seguinte quintilha:
"De Rosas por certo digo
São os Regos naturais
Cavalleiros principaes
Sempre no tempo antigo
Conhecidos por leais."
Em 1960 Rego contava com 3.739 habitantes.O padroeiro é São Tiago. Importante centro industrial (móveis e tecidos, principalmente). Lanhoso tinha 754 habitantes em 1960.
Portugal
Lourenço do Rego Senhor da Quinta e Padroado de Santa Marta de Rosas.
Descendência
F-Pedro do Rego (não consta o nome da esposa)
Senhor da Quinta e Padroado de Santa Marta de Rosas (D.Dinis)
Seu filho
N-Diogo Pires do Rego
N-Diogo Pires do Rego
Senhor da Quinta e Padroado de Santa Marta de Rosas
casou-se com N da Cunha
Filho do Casamento
Bn - Rui Dias do Rego
Bn - Rui Dias do Rego
Vassalo de D. Fernando I e Senhor de São Martinho de Mouros Casou-se com duas vezes
Filho do primeiro casamento, não sabe-se o nome da esposa,
Tn-João Rodrigues do Rego
Segundo casamento com Inês Curutelo
Filha
Tn- Branca Rodrigues de Curutelo
Tn-João Rodrigues do Rego
Armado Cavaleiro na Batalha de Aljubarrota por D. João I
Não consta o nome da esposa, seu filho:
Qn- Fernão Anes do Rego
Qn- Fernão Anes do Rego
Comendatário do Mosteiro de Rendufe
Filho com Maria Salgueiro
Pn- António do Rego
Pn- António do Rego
Senhor do Morgado de Merece (Solar da linhagem Rego),por morte de João Rego. Casou-se com Leonor Gomes Barreto
Filhos do Casamento
Hxn- António do Rego
Hxn- Luís do Rego
Tn- Branca Rodrigues de Curutelo casou-se com Lançarote Rodrigues do Lago
Filhos do Casamento:
Qn- João Rodrigues do Lago
Qn- Antão Nunes do Lago (não constam os descendentes)
Qn-Susana Correia do Lago (não constam os descendentes)
Qn- João Rodrigues do Lago - Serviu o Rei D. Afonso V em África, com quem esteve na tomada de Arzila. Casou-se com Mécia de Sousa.
Seu filho:
Pn- Rui Gomes do Lago
Pn- Rui Gomes do Lago - "Serviu o duque de Bragança D. Fernando e por matar com outros um corregedor de Rei D. João II foi para a Galiza sendo os seus bens confiscados". casou-se com Violante Pereira.
Seus filhos:
Hxn - João Rodrigues do Lago
Hxn - Violante Pereira de Araújo
Hxn - Inês Pereira de Araújo
Hxn - João Rodrigues do Lago - Veio para Portugal onde serviu o duque de Bragança que lhe deu a quinta do Curutelo em aforamento no ano de 1532. Casou-se Guiomar Lourença da Fonseca.
Filhos do Casamento
• João Rodrigues do Lago, o moço
• Álvaro Rodrigues do Lago (não constam os descendentes)
• António Lopes do Lago (não constam os descendentes)
João Rodrigues do Lago, o moço - Senhor do castelo de Curutelo- casou-se com Isabel Jácome.
Sua filha
Guiomar Jacome do Lago
(parei a pesquisa neste ponto)
http://genealogia.sapo.pt/pessoas/pes_show.php?id=235123
Para entendermos melhor as origens da família Rêgo nos transportaremos em uma viagem pela historia.
Astúrias é uma região da Espanha, berço do reino espanhol, foi colônia dos Celtas, conquistada posteriormente pelos romanos (séculos III-II a.C.) e pelos Visigodos no século V a.C.. Durante a invasão dos mouros, foi refúgio dos Cristãos nobres, que fundaram o primeiro reino Cristão, a vencer os mouros e empreender a reconquista da Espanha. Os asturianos são caracterizados por um alto espírito de independência e coragem, que se manifestou em várias ocasiões.
D. Henrique era um fidalgo francês da mais alta linhagem, sobrinho neto de Henrique II de França, casou-se com uma das filhas de Afonso VI, rei de Leão (outro reino da Espanha).
Ao reincorporar a Galiza como província do reino Castelhano-leonês, D. Afonso VI viu-se com um problema administrativo dado ao tamanho desta província e decidiu partilhar sua administração por diferentes pessoas.
A Galiza formava um Condado, a que se subordinavam dois outros: o de Portucale e o de Coimbra.
Ao casar-se com D. Teresa, D. Henrique recebeu do sogro o governo do Condado Portucalense. Em 1095 o governo do conde D. Henrique estendia-se da região do Minho ao Tejo.
D. Mem de Gundar, segundo a história, pertencia ao mais elevado grau da nobreza, pois só a ela era permitido exercer funções de influência na administração pública, formando o conselho privado dos monarcas, sendo este o motivo que o fez acompanhar em serviço, à rainha D. Tereza.
Aos fidalgos de linhagem, os monarcas incumbiam de governar os distritos ou vastas circunscrições. Na Idade Média sem comunicações fáceis e de frágil disciplina social, os conselhos eram núcleos comunitários, fortemente unidos para a administração autônoma e para a defesa dos interesses recíprocos. D. Mem de Gundar exerceu a função de alcaide ou juiz.
D. Henrique governou o Condado Portucalense (origem de Portugal) a partir de 1095 até a sua morte em maio de 1114.
Sendo contemporâneo dos reis D. Sancho II e D. Afonso III, Lourenço do Rêgo viveu o período entre os dois reinados que foi 1223 a 1247 para o primeiro e 1248 a 1279 o segundo.
A mudança do sobrenome de Gundar, para Rêgo será melhor compreendida se voltarmos à época de D. Sancho II.
O povoamento de Portugal foi preocupação também, deste rei que doava as terras conquistadas em lutas contra os muçulmanos.
Lourenço Eanes de Gundar, provavelmente, passou a usar o sobrenome Rêgo em honra do Rego no lugar de Lordelo, conselho de Lanhoso, como ocorreu em alguns casos, sobrenome derivado da cidade ou região onde o portador original foi nascido ou residia.
A palavra Rego vem do latim "rigere" que significa "irrigar, molhar a terra", e inicialmente foi grafada sem o acendo circunflexo, não sabemos quando este passou a ser usado.
O Ciclo do gado e a ocupação da Zona Oeste do Rio Grande do Norte
Antes de falarmos sobre a família Rêgo no Estado faremos uma retrospectiva histórica para caracterizar a época da chegada dos primeiros — o ciclo do gado.
No início de 1701, a Capitania do Rio Grande do Norte, deixou de ser subordinada ao Governo da Bahia, para ficar sujeita ao governo de Pernambuco. O capitão-mor do Rio Grande do Norte era Antonio Carvalho de Almeida que, procurou incrementar a criação de gado e ativar o movimento de colonização do sertão.
O gado chegou ao Brasil com as primeiras expedições colonizadoras. O crescimento dos engenhos motivou o aumento do rebanho. O gado era usado como força motriz nas moendas e carregava lenha para os engenhos, além de ser fornecedor de alimento e transportar a cana e os artigos adquiridos na fazenda.
A atividade pastoril foi um dos fatores que contribuíram para a conquista de territórios interiores. O avanço do gado, em busca de pastagens, promoveu o povoamento de uma grande área brasileira da Bahia ao Maranhão.
Esta época foi também chamada de "idade do couro". Praticamente tudo era feito deste material: a porta das cabanas, a cama, as cordas, o mocó ou alforje para guardar roupa, a mochila para o cavalo, as bainhas das facas e outros mais. Fala-se até em mortos levados a sepultura em "caixões" de couro.
A pecuária não possibilitava um controle severo sobre o trabalhador por esse motivo os escravos foram poucos e formaram-se áreas de trabalhadores "livres" que recebiam o pagamento em espécie.
O homem que trabalhava na fazenda por 4 ou 5 anos tinha direito a uma cria em quatro no rebanho em formação.
A vaquejada originou-se do costume que os vaqueiros tinham de se reunirem após a marcação do gado, feitas as vezes em mutirão, para comemorar com rodeios, desafios e danças.
A alimentação — a carne e o leite eram abundantes. A farinha faltou a princípio por acharem que a terra era imprópria para a plantação da mandioca, não por defeito do solo, pela falta de chuva durante a maior parte do ano. Milho só era usado o verde, frutas silvestres e mel de qualidade inferior tinham um grande consumo.
A criação do gado transformou o regime alimentar brasileiro. A carne misturada a farinha de mandioca fez surgir a paçoca, ainda hoje alimento de muitos vaqueiros no sertão. A carne-de-sol, como conhecemos, foi resultado do processo para conservação do produto.
" O futuro tem muitos nomes. Para os fraco, é o inatingível. Para os temerosos, o desconhecido. Para os valentes é a oportunidade. " Victor Hugo