Felicidade
 

Receita para a felicidade
Orson Peter Carrara

Existe uma receita para ser feliz? Você, leitor, deve ter a sua. Eu também tenho a minha. E muitas existem, de diversas origens e interpretações. Cada uma refletindo os interesses diferentes que norteiam a vida humana. O fato, porém, é que todos procuram a felicidade.

Dentre as várias receitas e conselhos que todos oferecem, sob seu ponto de vista, gostaria de apresentar aos amigos desta coluna semanal uma bastante coerente. Ela foi dada pelo ator Paulo Goulart.

Diz o ator: Felicidade é colocar família, trabalho e religião no mesmo patamar de atenção!

O que o leitor acha? Eu concordei.

Vejamos: quem coloca a família em primeiro lugar e esquece ou valoriza menos o trabalho e a religião, ficará incompleto e até pode ensejar a infelicidade, pois é provável que a família o tenha que sustentar. Não trabalhe, talvez. Quem apenas valoriza o trabalho, esquece a família...

Quem coloca a religião em primeiro lugar, corre o risco do fanatismo.

O ideal, portanto, é achar o ponto de equilíbrio para os tres.

Afinal, os três, família, trabalho e religião significam a base do equilíbrio na vida individual e coletiva. São três tesouros! E tem gente que despreza...

Mas existe uma regra definitiva, ou uma receita final para a felicidade:

“Felicidade é viver o momento presente!”

Que tal?

Quem vive do passado, vive remoendo mágoas ou decepções. Ou apenas curtindo uma saudade.

Quem vive do futuro, deixa de viver o presente.

E o que verdadeiramente, existe em nossas vidas? O passado? O futuro? Não! Apenas o presente.

O desafio está em manter o equilíbrio entre o que passou e o que virá. Planejar, usar a experiência passada, mas viver o presente! Isto suprime ansiedade e medo de algo que talvez nem venha a acontecer. E esquece o que passou, ficando guardada apenas a experiência, positiva ou negativa, de algo que aprendemos.

Viver o presente, todavia, não é sinônimo de irresponsabilidade ou negligência, mas usar a experiência do passado e planejar o futuro, sem sofrer por antecedência. Afinal o futuro é o reflexo do que estamos pensando ou fazendo no presente. O equilíbrio do presente bem vivido trará o futuro equilibrado.

Não é por acaso que a ONU estabeleceu como base para o terceiro milênio os quatro pilares da educação (que em bom sinônimo indicam também uma receita de felicidade): Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a ser e Aprender a conviver.

Nada de tristeza, portanto. Mãos à obra na construção da própria felicidade!

 


Em Torno da Felicidade

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

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Quem se aceita como é, doando de si a vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

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A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação a felicidade que fizermos para os outros.

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A alegria do próximo começa muitas vezes no socorro que você lhe queira dar.

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A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

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Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

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Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

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Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é usina geradora de felicidade.

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Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

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Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
42a edição. Uberaba-MG: CEC, 1996.
 


 

Felicidade Possível

Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...

Crês que eles são felizes...

 

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.

 

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.

 

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.

* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.


 

MOMENTOS

Há momentos na vida em que sentes tanto a falta de alguém que gostarias de tirar-lhe dos teus sonhos e abraçá-lo.

Sonha o que tu queres sonhar;

  Vai aonde tu queres ir; 

Seja 

o que tu queres ser…

Porque só tens uma vida e uma oportunidade para fazer

todas as coisas

que queres fazer.

Que tenhas…

Suficiente felicidade para ser doce;

Suficientes provas para ser forte; Suficiente dor para ser humano,

Suficiente esperança para ser feliz.

Sempre coloque-se no lugar dos demais.

Se te dói, provavelmente doa também à outra pessoa.

As pessoas mais felizes

  não necessariamente têm o melhor de tudo; simplesmente

  desfrutam ao máximo tudo que está em seu caminho.

A felicidade aguarda

          aqueles que choram...

          aqueles que sofrem...

          aqueles que buscam...

         aqueles que têm se esforçado...

O amor nasce com um sorriso,

cresce com um beijo,

e acaba com uma lágrima.

O futuro mais brilhante se faz quando não se

valoriza demais o passado pois não vencerás  se

 não deixares para trás teus fracassos e tristezas.

Quando nasceste, estavas chorando e todos

 ao teu redor estavam sorrindo…       

Vive tua vida de maneira que, quando chegue a hora da tua morte,

tu estejas sorrindo e os que te rodeiam estejam chorando.

Que Deus te mantenha

na palma da Sua mão e que os anjos te cuidem sempre!

 

 

Não é atestado de fé conservar a alegria entre os que gozam saúde. A verdadeira FELICIDADE se comprova, vivendo-se com jubilo entre enfermos e infelizes. (Glossário Espírita Cristão/50)

 

 

 

 

 

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