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FORA DA
CARIDADE N�O H� SALVA��O"
Caridade: benevol�ncia para com todos, indulg�ncia para as
imperfei��es dos outros, perd�o das ofensas. (LE, 886)
A Caridade Segundo o
Ap�stolo Paulo
"Ainda
que eu falasse as l�nguas dos homens e dos anjos, e n�o tivesse
caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine".
"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os
mist�rios e toda a ci�ncia e ainda que tivesse toda a f�, de
maneira tal que transportasse os montes, e n�o tivesse caridade,
nada seria."
" E ainda que distribu�sse toda a minha fortuna para sustento dos
pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e
n�o tivesse caridade, nada disso me aproveitaria".
"A
caridade � sofredora, � benigna; a caridade n�o � invejosa; n�o
trata com leviandade; n�o se ensoberbece".
"N�o se porta com indec�ncia, n�o busca os seus interesses, n�o se
irrita, n�o suspeita mal. N�o folga com a injusti�a, mas folga com
a verdade".
"Tudo sofre, tudo cr�, tudo espera, tudo suporta".
"Agora, pois, permanecem a f�, a esperan�a e a caridade. Mas a
maior destas � a caridade" ( Paulo, I Cor�ntios, cap. XIII, vers.
1 ao 13).
Caridade
Nos caminhos claros da intelig�ncia, muitas vezes as rosas da
alegria incompleta produzem os espinhos da dor, mas, nas sendas
luminosas da caridade, os espinhos da dor oferecem rosas de perfeita
alegria.
Onde a m�o da caridade n�o passou, no campo da vida, as pedras e a
erva daninha alimentam o deserto; e, enquanto n�o atinge o c�rebro,
elevando-se do sentimento ao racioc�nio, a ci�ncia � simples c�lculo
que a maldade inclina � destrui��o.
*
indubitavelmente, a f� improvisa revolucion�rios, a instru��o erige
doutores, a t�cnica forma especialistas e a pr�pria educa��o,
vener�vel em seus fundamentos, burila gentilhomens para as
manifesta��es do respeito rec�proco e da solidariedade comum. S� a
caridade, por�m, edifica os ap�stolos do bem que regeneram o mundo e
lhe santificam os destinos.
*
A investiga��o e a cultura erguer�o universidades e academias, onde
o pensamento se entronize vitorioso; entretanto, somente a caridade
possui as chaves do cora��o humano para fazer a vida melhor.
*
Crist�os abnegados da era nova, uni-vos sob o estandarte da divina
virtude! N�o convertais o tesouro do C�u em motivo para indaga��es
ociosas quando, ao redor de vossos passos, se agita a multid�o
atormentada. Muitiplicai o p�o da cren�a e do reconforto, � frente
da turba aflita e esfaimada, porque o Senhor vos renovar� os dons de
auxiliar, toda vez que o c�ntaro de vosso esfor�o trouxer aos
mananciais de cima o sublime sinal da caridade benfeitora. Estudai e
meditai, monumentalizando as obras de benemer�ncia p�blica e
ensinando a verdade imperec�vel com que a Nova Revela��o vos
enriquece, mas n�o vos esque�ais de instalar no peito um cora��o
fraterno e compadecido.
*
Institui��es materiais primorosas, sem o selo �ntimo da caridade,
s�o frutos admir�veis sem sementes. Sem a compreens�o, filha da
piedade generosa e construtiva, nossa organiza��o doutrinal seria um
pal�cio em trevas.
*
Iluminemos a luta em torno, clareando a vida por dentro.
*
Aspiremos ao para�so, cooperando para que o bem alcance toda a
Terra.
*
Fora de Deus n�o h� vida e fora da caridade, que � o Divino Amor,
n�o h� reden��o.
Xavier, Francisco C�ndido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Esp�rito
Thereza. Araras, SP: IDE. 1978.
Caridade e Voc�
Acredita voc� que s� a caridade pode salvar o mundo;
entretanto, n�o se demore na posi��o de comentarista.
N�o nos diga que � pobre e incapaz de contribuir na campanha
renovadora da sublime virtude.
Sen�o vejamos: Se voc� destinar a quantia correspondente a
um refrigerante ou um aperitivo em cinco doses, segundo os
seus h�bitos, aos servi�os de qualquer hospital, no fim de
um m�s haver� mais decisiva medica��o para certo doente.
Se voc� renunciar ao cinema de uma vez em cada cinco,
endere�ando o dinheiro respectivo a uma creche, ao t�rmino
de duas ou tr�s semanas, a institui��o contar� com mais
leite em favor das crian�as necessitadas.
Se voc� suprimir um ma�o de cigarros em cada cinco de seu
uso particular, dedicando o fruto dessa ren�ncia a uma casa
erguida para os irm�os distanciados do conforto dom�stico,
em breve tempo o agasalho devido a eles ser� mais rico.
Se voc� economizar as pe�as do vestu�rio, guardando a
import�ncia equivalente a uma delas em cada cinco, para
socorro ao pr�ximo menos feliz, no fim de um ano dispor�
voc� mesmo de recursos suficientes para vestir algu�m que a
nudez amea�a.
N�o espere pela bondade dos outros.
Lembre-se daquela que voc� mesmo pode fazer.
� poss�vel que voc� nos responda que o sup�rfluo � seu
pr�prio suor, que n�o nos cabe opinar em seu caminho e que o
copo e o filme, o fumo e a moda s�o movimentados � sua
custa.
Voc� naturalmente est� certo na afirmativa e n�o seremos n�s
quem lhe contestar� semelhante direito.
A vontade � sagrado atributo do esp�rito, d�diva de Deus a
n�s outros, para que decidamos, por n�s, quanto � dire��o do
pr�prio destino.
Todavia, nosso lembrete � apenas uma sugest�o aos
companheiros que acreditam na for�a da caridade e s� ganhar�
realmente algum valor se houver algum la�o entre a caridade
e voc�.
Xavier, Francisco Candido. Da obra: O
Esp�rito da Verdade. Ditado pelo Esp�rito Andr� Luiz. FEB.
Caridade � amor, em manifesta��o incessante e crescente. � o
sol de mil faces, brilhando para todos, e o g�nio de mil
m�os, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer
que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus,
felizes e infelizes, por que, onde estiver o Esp�rito do
Senhor a� se derrama a claridade constante dela, a benef�cio
do mundo inteiro.
* * *
Xavier,
Francisco C�ndido. Da obra: Viajor.
Ditado pelo Esp�rito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1985.
Caridade Sempre
Serve, perdoa e
passa, eis os clar�es da senda.
A estrada para cima
chama-se Caridade.
Onde a sombra
persista faze mais luz e segue.
� na palma de
espinhos que o C�u instala as rosas.
Cora��o a que
ampares � novo passo � frente.
Na planta��o
do bem Deus espera por ti.
Emmanuel
M�dium:
Francisco C�ndido Xavier
http://www.luizbertini.net/mensagem1.html#a
Caridade e Esperan�a
Lembra-te da
esperan�a para que a tua caridade n�o se fa�a incompleta.
*
Dar�s ao faminto, n�o somente a c�dea de p�o que lhe mitigue a fome,
mas tamb�m o carinho da palavra fraterna, com que se lhe restaurem
as energias.
*
N�o apenas entregar�s ao companheiro, abandonado � intemp�rie, a
pe�a que te sobra ao vesti�rio opulento, mas agasalh�-lo-�s em teu
sorriso espont�neo a fim de que se reerga e prossiga adiante,
revigorado e tranq�ilo.
*
N�o olvides a paci�ncia divina com que somos tolerados a cada hora.
*
Qual acontece ao campo da natureza, em que o Sol mil vezes injuriado
pela treva, mil vezes responde com a b�n��o da luz, dentro de nossa
vida, assinalamos a caridade infinita de Deus, refazendo-nos a
oportunidade de servir e aprender, resgatar e sublimar todos os
dias.
*
N�o te fa�as palmat�ria dos pr�prios irm�os, aos quais deves a
compreens�o e a bondade de que recebes as mais elevadas quotas do
C�u, na forma de aux�lio e miseric�rdia, em todos os instantes da
experi�ncia.
*
N�o profiras maldi��o nem espalhes o t�xico da cr�tica, no obscuro
caminho em que jornadeiam amigos menos ditosos, ainda incapazes de
libertarem a si mesmos das algemas da ignor�ncia.
*
Recorda que Jesus nos chamou � senda terrestre para auxiliar e
salvar, onde muitos j� desertaram da confian�a no eterno bem.
*
Seja onde for e com quem for, atende � esperan�a para que o mundo
conquiste a vit�ria a que se destina.
*
Aliviar com azedume � alargar a ferida de quem padece e dar com
reprimendas � envolver o socorro em repulsivo vinagre de des�nimo ou
desespero.
*
� maneira de raio solar que desce � furna cada manh�, restaurando o
imp�rio da luz, sem reclama��o e sem m�goa, s� igualmente para os
que te rodeiam a permanente mensagem do amor que tudo compreende e
tudo perdoa, amparando e auxiliando sem descansar, porque somente
pela for�a do amor alcan�aremos a luz imperec�vel da vida.
* * *
Xavier, Francisco C�ndido. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Esp�rito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1978.

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