Gratidão

 

 
PRECE JOANA ANGELIS


Obrigado Senhor ! Pelo lar que nos dá !
Pelo pão que nos deste ! Pela roupa que nos veste !
Pela alegria que possuímos. Por tudo de que nos nutrimos.
Obrigado Senhor ! Pelas aves que voam sobre o teto anil
Pelas Tuas cálidas mãos.
Obrigado Senhor ! Pelos nossos olhos
Para os que te contemplam a beleza e se iluminam no amor,
diante da generosa e majestosa natureza.
E aqueles que perderam a visão, deixa pelo menos, por eles eu rogar,
ao teu nobre coração, porque eu sei que depois desta vida, após a lida,
com alegria incontida, ão a enxergar. Obrigado Senhor !
Pelos ouvidos meus, ouvidos que me foram dados por Deus,
que registram a sinfonia da vida no trabalho, na dor e na lida,
o gemido do vento no galho do olmeiro, as lágrimas do mundo inteiro.
A voz longínqua do cancioneiro.
E aqueles que não podem falar, deixe-me por eles eu rogar,
porque eu sei que teu reino,
um dia ão a pronunciar. Obrigado Senhor ! Pela minha voz.
A voz que ensina, pela voz que ilumina, pela voz que fala de amor.
Obrigado Senhor ! Quantos vivem na afasia, que não falam nem de noite, nem de dia.
Deixe-me por eles eu rogar, pois eu sei que em Teu reino, um dia,
o Teu nome ão a pronunciar.
Obrigado Senhor ! Pelas minhas mãos
Pelas mãos que acenam adeuses
Mãos que fazem ternura, mãos que socorrem na amargura
Agradeço também pelas mãos que fazem as leis, pelas mãos que trabalham o solo,
Pelas mãos que configuram, nestes traços, como estrelas fulgindo em meus braços.
Obrigado Senhor ! Pelos meus pés, que me levam a caminhar, nobres, humildes,
sem reclamar.
Lembro-me daqueles que vivem mutilados, trôpegos, aleijados,
deixe-me por eles eu rogar,
porque eu sei que um dia, em Teu reino, ão a bailar, em transportes sublimes outros braços ão afagar.
Obrigado Senhor ! Pelo meu lar, mansão de glória, escola de amor,
Obrigado Senhor ! Pelo meu teto, que me leva a abrigar,
um teto amigo onde eu posso aconchegar.
Mas se eu não tiver, sequer, um lar, eu direi : "Obrigado Senhor !"
Obrigado Senhor ! Porque eu nasci.
Obrigado porque eu estou aqui.
Obrigado Senhor ! Porque eu te conheci.
E porque me socorres com amor, hoje e sempre.
Obrigado Senhor !

(Psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco -
Pelo Espírito de Joana De Angelis )


Gratidão
O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e apertou o narizinho contra o vidro da vitrine.

Os olhos da cor do céu brilharam quando ela viu determinado objeto.

Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis. É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: Quanto dinheiro você tem?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: Isto dá, não dá?

Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.

Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É seu aniversário e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos olhos dela.

O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

Tome, leve com cuidado.

Ela saiu feliz, saltitando rua abaixo.

Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e longos e maravilhosos olhos azuis, adentrou a loja.

Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e perguntou:

Este colar foi comprado aqui?

Sim, senhora.

E quanto custou?

Ah!, falou o homem, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou: Mas minha irmã tinha somente algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e devolveu à jovem dizendo: Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens, enquanto suas mãos tomavam o embrulho e ela retornava ao lar, emocionada.

* * *

Verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrições. Gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura.

E gratidão é sempre manifestação dos Espíritos que têm riqueza de emoções e altruísmo.

Sê sempre grato, mas não espere pelo reconhecimento de ninguém.

A gratidão é dever que não aquece apenas quem a recebe, mas também reconforta quem a oferece.

Redação do Momento Espírita com base no texto O colar de turquesas azuis, do
livro Remotos cânticos de Belém, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O Clarim.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 2, ed. Fep.

 


 


No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.

Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim.
Um sorriso lindo que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:
"Ei, bonitão.
Meu nome é Rosa.
Eu tenho oitenta e sete anos de idade.
Posso te dar um abraço?"

Eu ri, e respondi entusiasticamente:
"É claro que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão.

Não resisti e perguntei-lhe:
"Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona:

"Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."

"Está brincando", eu disse.
Eu estava curioso em saber o que a havia
motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

"Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"

Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um
milkshake de chocolate.
Nos tornamos amigos instantaneamente.

Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar.
Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.

No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.

Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes.
Ela estava curtindo a vida!
No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol.
Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.

Ela foi apresentada e se aproximou do pódium.
Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco
folhas no chão.
Frustrada e um pouco embaraçada, ela
pegou o microfone e disse simplesmente:

"Desculpem-me, eu estou tão nervosa!
Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."

Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

"Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque
paramos de jogar.
Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir
o sucesso.

Primeiro, você precisa rir e encontrar humor
em cada dia.

Segundo, você precisa ter um sonho.
Quando você perde seus sonhos, você morre.
Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que
estão mortas e nem desconfiam!

Terceiro, há uma enorme diferença entre
envelhecer e crescer.
Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos.
Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma,
eu ficarei com oitenta e oito anos.
Qualquer um, mais cedo ou mais tarde
ficará mais velho.
Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida.
A idéia é crescer através das oportunidades.

E por último, não tenha remorsos.
Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer.
As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos."

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.
No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.

Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.

Estas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de "Rose
 

 

 

 

 

 

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