Amor
Amor
Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
FIRMEZA NO AMOR
Deixa que o amor te luarize o íntimo e aprenderás
o real significado da tua existência.
Sob a sua inspiração, terás alento para enfrentar
as vicissitudes, porque compreenderás que a
transitoriedade dos acontecimentos leva à
meta final da felicidade.
Inspirado pelo seu conteúdo, disporás de
paciência e coragem para os desafios ásperos
do caminho e as agressões da brutalidade que,
não raro, tentam interceptar a marcha do bem.
Com ele no coração cantarás a melodia da
esperança e alterarás a conduta, não revidando
mal por mal.
O amor é de origem divina.
Insisto em todas as coisas, é emanação de
Deus vitalizando a Criação.
***
Quando o amor se afasta do homem, estruge
a desesperação, aparece a suspeita,
predomina o crime, e o ódio intoxica
a vida.
O homem, sem amor, é qual embarcação
sem leme, à matroca.
***
Difícil a vida, quando destituída de amor.
Herdeiro da agressividade ancestral, o homem
reage, enquanto o amor lhe ensina a agir com
correção. Como efeito, somente quando se
ama é que se alcança a maioridade, a superior
finalidade da existência.
Assim, faze uma pausa no turbilhão de conlitos
e atividades nos quais te debates, e auscuta o
amor. Ele te falará de bênçãos não fruídas e
alegrias ainda não experimentadas, que te
despertarão para as emoções libertadoras.
Banha-te, portanto, nos rios invisíveis do
amor de Deus e deixa-te arrastar pela sua
correnteza...
***
Jesus, ensinando libertação plena, estabeleceu
no amor de Deus e ao próximo a condição
única e poderosa para o homem ser feliz.
Ama e dulcifica-te, porquanto, somente o
amor propicia a luz do entendimento e o
repouso da paz.
JOANNA DE ÂNGELIS
Mensagem psicografada por Divaldo P. Franco
Do livro: "Momentos de Iluminação"
Afeições
O amor não é cego.
Vê sempre as pessoas queridas
tais quais são
e as conhece, na intimidade,
mais do que os outros.Exatamente por dedicar-lhes
imenso carinho,
recusa-se a registrar-lhes
os possíveis defeitos,
porquanto sabe amá-las
mesmo assim.Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.
Amor Fraternal
"Permaneça o amor fraternal."
Paulo (Hebreus, 13:1)As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias. O equilíbrio é a posição ideal.
Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.
Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.
O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 141. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
Ciência e Amor
"A ciência incha, mas o
amor edifica."
Paulo. (1 CORINTIOS, 8:1.)
A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas.
O amor, porém, aproxima-se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas.
Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso; entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado.
O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus-Cristo.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 152. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
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Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.
112a edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febrasil.org. Federação Espírita Brasileira, 1996