
Posso
sentir quão rápida é a vida,
Como se
esvai, silenciosamente...
Escorre
entre os dedos,
Resvala
nas frestas,
Se expande
no espaço e vai...
Nos olhos
dos tolos não há ciência
Da força
do absurdo que se instala!
E vive-se
tolamente,
Amarram-se
as almas em coisas,
Amarram-se
as mesmas em trapos,
Em sonhos
impossíveis,
Em imagens
do que se foi...
E nem se
dão conta
De que o
“espaço” que preservam inexiste
E o tempo
é brinquedo nas mãos dos que percebem
Que o amor
não tem espera, urge!
Que a vida não te espera, surge!
(outono de 2002)