Todos os pés podem se mover em milhares de direções
Todas as ruas serem fartas de pés, todos os cantos serem nada
Se a meta traçada não der em lugar algum
E se lugar for utopia
Todas as mentes podem vagar indefinidamente por todo o etéreo
Todas as luzes de todos os entardeceres serem usadas para confundir
E sombras tomarem formas ardentes
E medos tornarem o sonho opressão
Todos os dias se pode querer ser mais paz, mais sossego, mais gente
Todos os olhos se abrirem amenos, as bocas sem ritos
As mãos espalmadas, de amar, simplesmente...
Então ver-se-ia a cara marota do amor
(inverno de 2002)