Por tantas brumas passei
Não vi de fato a paisagem
Que brota do chão e do espaço
Completa o cenário
Envolve em segredo
Não vi, passei...
Passo ainda, pensando
Que me livrei de quimeras
De tantos quereres, esperas...
Passei, passo ainda!
Momentos de clara visão se revelam
Entre brumas, brumas e brumas...
Mas passo e não vejo
Apenas sinto, através do tato
Meus pés em gramado macio
Caminho suave...
O tato me diz apenas
Que sigo às cegas, mas sigo
Caminho real, sentimento, guia...
Não temo a bruma, aproveito o gramado
E sigo
(inverno de 99)