Água e corredeira
Fortes águas de escorrer-me inteira, loucura e corredeira...
Reflexos que o sol de meio dia lança em olhos desprotegidos
Tratados como pedras preciosas, postos à sombra de espera.
Ferem tanto quanto encantam, atraem loucamente
E não se fecham pálpebras, não se cobre o cenho, nem se arma um tanto.
Raios que deslumbram, ferem impunemente olhos que se deixam levar
Pela mágica visão de arrepio e medo, de luz e segredo, de cálida fonte irmã do luar.
Fortes águas de corredeira...inteiramente se deixam passar.
(verão de 99)