PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

 

RELATÓRIO DE PRÁTICA QUINZENAL

 

Aluno : Fábio Rafael Bornancin                 

Período: 5º.   Noturno.                                                           Data: 24/10/04

Instituição: Ong Ecologia Urbana                                         Horário: 14hs às 16hs

 

Pratica desenvolvida: Reunião de enceramento do Projeto Esporte, Lazer e Cidadania.

 

Objetivo: Realizar avaliação das atividades desenvolvidas pelo Projeto. Participantes: Estagiários do 5º e do 8º : Adilson, Eliane, Dayane, Fábio, Juliana, Magali; Assistentes Sociais:Sirleni Brito e Zely B. Barbosa; catadores de materiais recicláveis e seus filhos.

 

Descrição da prática: A estagiária Magali iniciou a reunião com a apresentação da pauta do dia, que seria a avaliação do Projeto Esporte, Lazer e Cidadania, expondo para os catadores e seus filhos, que os estagiários aprenderam muito com eles, nesse período, e por estarem encerando as atividades do projeto necessitam realizar a avaliação das atividades realizadas, no segundo semestre de 2004, para averiguar se foram alcançados os objetivos propostos pelo projeto.

Na seqüência, apresentou os formulários que as crianças, adolescentes e seus pais iriam preencher, auxiliando-os na interpretação dos formulários, explicando a importância do correto preenchimento, e que, posteriormente, serviriam de amparo para os estagiários estarem quantificando os dados e realizando a dita avaliação.

Após o preenchimento dos formulários, os mesmos, foram recolhidos  e a estagiária Magali indagou aos demais estagiários se desejavam realizar algumas considerações finais, como nenhum dos estagiários teve mais nada a acrescentar, a reunião findou-se.

Com o termino da reunião todos que se faziam presentes participaram do lanche de confraternização organizado pelos estagiários e pelas Assistentes Sociais Sirleni e Zely.

 

Analise da ação: Segundo Carlos Fraga Coordenador de pesquisa e avaliação do Canal Futura a avaliação responsável aproxima os projetos sociais dos resultados e impactos esperados

É importante garantir, através de avaliações científicas, que os projetos permitam aos seus gestores saberem até que ponto as suas metas sociais estão sendo atingidas; e possibilitem aos grupos contemplados uma participação efetiva na concepção, elaboração e acompanhamento das ações, dando-lhes condições de nelas interferir e de saber se o esforço empregado e as esperanças depositadas estão valendo a pena.

            Apesar de diversas instituições já revelarem preocupação com a avaliação de seus projetos, o tema ainda é um tabu em nosso país. São muitos os motivos para que não se dê a devida importância à avaliação. Mas o principal deles é um grande paradoxo: temos, ao mesmo tempo, excesso de confiança e de insegurança em relação ao que fazemos.

            A insegurança vem da presença no Brasil de uma cultura de avaliação associada aos valores cristãos mais conservadores, que veneram a culpa e foram rapidamente disseminados na vida escolar e no mundo do trabalho. Os fins são, na maioria das vezes, persecutórios e sustentam um movimento pendular entre a punição e a premiação. Historicamente, a avaliação tem servido para identificar culpados e quase sempre recai sobre indivíduos e não sobre processos, princípios, concepções, métodos. O medo da punição, traduzida na descontinuidade dos projetos ou na troca de seus gestores, tem gerado grandes resistências ao trabalho de avaliação.

            Mas se, por um lado, os executores de projetos sociais precisam desmistificar a avaliação, por outro, aqueles que avaliam precisam fazer um intenso trabalho de esclarecimento, desanuviando o ambiente e tranqüilizando os interlocutores. É necessário mostrar que a avaliação, mesmo em bases científicas, não pode e não deve prescindir da intuição produzida pela experiência. Ela tem que dialogar permanentemente com os agentes sociais e com os grupos contemplados, desde a sua concepção até a interpretação dos dados que fornece, passando pela definição de indicadores e de instrumentos avaliativos. É fundamental deixar claro que uma avaliação responsável não é feita para punir ninguém, mas para aproximar o projeto de seus objetivos e dos resultados e impactos esperados.

            A experiência do terceiro setor, que tem prestado inestimável contribuição para a expansão e descentralização das ações sociais, precisa agora dar um salto de qualidade e voltar-se para dentro. A avaliação científica deve ser vista como parte essencial dos projetos e mecanismo para o estabelecimento de uma relação ética com os parceiros - fontes financiadoras e público participante - e com a sociedade em geral.

 

Síntese Conclusiva: É necessário realizar periodicamente a avaliação do projeto que se esta implementando, pois o resultado da avaliação é que determinará as medidas a serem adotadas para que seja possível atingir o objetivo do projeto; A avaliação não visa punir ninguém, mas sim, garantir a eficiência, eficácia e efetividade do projeto.

 

Providências:  Organização e realização da reunião de avaliação do Projeto Esporte, Lazer e Cidadania; Elaboração de relatório quinzenal.

 

 

 

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Fábio R. Bornancin                  Sirleni Brito                           Zely B. Barbosa

Estagiário                              Supervisora de Campo            Supervisora Pedagógica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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