Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Centro de tecnologia e Cinências Humanas

Campus – Curitiba

Curso Dupla licenciatura Português/inglês terçeiro período

Acadêmicos: Sérgio, Thatiana, Vandro

 

 

1) Existe uma definição precisa do que seja língua? Justifique.

R: Se tomarmos por base Langater veremos que o termo língua é um termo de uma gigantesca complexidade de definição, pelo fato de considerarmos a simples idéia de que se dois falantes se entendem, é por certo que falam dialetos de uma mesma língua, contudo se não conseguem intender-se certamente falam línguas diferentes.

 

2)  As fronteiras lingüísticas são definidas com precisão? Justifique e dê exemplos.

R:Não podemos delimitar fronteiras lingüísticas como se ouvésse uma uniformidade da língua, porque isso não ocorre, porque existe uma grande mescla de dialetos que são usados na composição de uma língua, podemos tomar como exemplo o que acontece na fronteira da Alemanha com a Holanda, os dialetos se confundem ficando difícil determinar quem fala holandês ou alemão.

 

3) Existe uma uniformidade lingüística dentro das áreas delimitadas por linhas divisórias? Justifique e dê exemplos.

R: Não, porque dentro destas áreas delimitadas existe uma variação de dialetos dentro desta região, além da fusão que ocorre entre estes dialetos.

 

4)  A linha divisória dos dialetos é pricisa? Justifique e dê exemplos.

R: Não existe uma linha divisória precisa porque cada falante possui seu próprio idioleto que varia conforme seu status social, cultural e sua localização geográfica. Como exemplo poderíamos nos situar no estado do Paraná e notar que em Curitiba o ® usado com mais freqüência é o ® Tepe, em contra ponto na região norte de Curitiba o ® mais freqüentemente usado é o ® Retroflexo.

 

5)  Se considerarmos outros traços lingüísticos a do sistema lingüístico a demarcação dos limites dialetais permanece a mesma? Justifique.

R: Quando tentamos traçar limites dialetais com base nas diferenças dos sistemas linguístico obtemos resultados diferentes conforme os traços Que usamos como critério para estabelecer tais limites dialetais. Se considerarmos outras características de pronuncia, vocabulário e sintaxe teremos os limites traçados de forma diferente.

 

6)                  O que é isoglossa? Dê exemplos.

R: Para se referir aos traços de fronteira linguística em uma determinada região os linguístas adotaram o termo isoglossa.

Mesmo dentro de uma área que fala o mesmo dialeto pode ser notado uma diversidade de isoglossas.

As isoglossas não seguem uma determinada regra, podendo se intercalarem, divergir e apresentar um aspecto desnorteador.

 

Tomemos como exemplo a cidade Garuva em Santa Catarina que faz limite com Itapoá no Paraná, em Garuva o (t) é pronunciado com som de (tch), o que por sua vêz não acontece na cidade de Itapoá onde o (T) tem sua pronúncia semelhante a pronúncia do (T) em Curitiba.

 

7) Como são estabelecidas as fronteiras dialetais?

R: As fronteiras dialetais são estabelecidas com base em traços linguísticos diferentes, Quando tentamos traçar limites dialetais com base nas diferenças dos sistemaslinguísticos, obtemos resultados diferentes conforme os traços do sistema linguístico que usamos como criterio para estabelecer as linhas divisórias. Se considerarmos outros traços linguísticos como vocabulário, sintaxe pronúncia teremos outros limites, ou seja, teremos um mapa com isoglossas diferentes onde a linha divisória estará em um local diferente.

 

8) É  possível falar que cada falante possui seu próprio idioleto? Justifique.

R: Sim, pois cada falante possui características particulares de seu próprio dialeto que diferem dos outros falantes que falam o mesmo dialeto fazendo assim que cada falante tenha seus traços particulares.

 

9) O que são feixes de isoglossa?

R:  “Feixes de isoglossas”  significam subáreas que demarcariam as diferentes isoglossas. Para tanto, as áreas devem estar próximas, consistindo assim, a formação dos “feixes”.

 

10 Por que a demarcação dialetal é arbitrária?

R: A demarcação dialetal é arbitrária pelo fato dessas fronteiras dialetais serem estabelecidas com base em traços lingüísticos diferentes. Tanto que duas pessoas  poderiam falar dialetos diferentes sempre que seus sistemas lingüísticos tiverem um traço distinto.

 

11) Explique a afirmativa: ‘Os dialetos são portanto um produto de nossa conceitualização e desejo de simplificação de um fenônemno linguístico natural.’

R:  Essa afirmativa nos mostra a idéia de que é arbitrário dizer que há dialetos diferentes, já que os fatos lingüísticos de uma região não se prestam a uma divisão natural da região em áreas dialetais, fazendo com que assim, os dialetos recebam o conceito de produto com a função de simplificação da língua.

 

12) Por que existe a diversidade lingüística?

R:  Porque dentro de uma área geográfica dada, especialmente em áreas urbanas, há diferenças lingüísticas relacionadas com a estrutura social. Os membros da alta sociedade e os inferiores por exemplo, se distinguem de maneira bem nítida quanto a sua área, já que  as pessoas são influenciadas pela maneira de como seus familiares e amigos falam. Sendo assim as pessoas recebem influências variadas e escolhem seu próprio dialeto.

 

13) Por que cada ato de fala é criativo?

R: Cada ato de fala pode ser considerado criativo pelo fato de que quando estamos aprendendo a falar recebemos influências do meio que convivemos, porém estas influências servirão somente como esboço para que aprendamos e possamos criar nosso próprio ato de fala, sendo cada ato esclusivo e subjuntivo.

 

14) Por que a tendência a diversidade lingüística é refreada?

R: Essa tendência é refreada pelo fato de que todo falante nessescita comunicar-se e para que o faça é nessesário seguir algumas normas que estão em nosso inconsciente para que nossos interlocutores consigam assimilar o que desejamos estressar.

Também é correto afirmar que os falantes ao fazer uso da fala muitas vezes adquirem algumas características de pessoas que admiram, ou para fazer parte de um determinado grupo, etc.

 

15) O que ocasiona o prestígio social de um determinado dialeto?

O prestígio de um determinado dialeto é feito tomando-se como base princípios sociais ou seja, alguns dialetos tem mais prestígio que outros por serem falados pela classe alta, tais dialetos são ensinados nas escolas, são usados como meio de acesso a patamares mais altos nos escalões econômicos, além de serem usados em solenidades, e difundidos através dos meios de comunicação em massa.

Mas é nessessário salientar que nenhum destes dialetos merece mais prestígio que outro, pois ele trata-se de uma variedade lingüística como qualquer outra.

 

16) qual é o papel da escola na evidência da concepção certo ou errado?

R: O papel da escola deve mostrar através de exemplos, que os dialetos são variados e todos nós possuímos nosso próprio idioleto, que deve ser considerado e preservado, porém devemos também aprender o dialeto formal que é aquele usado pela cúpula.

 

17) O que é hipercorreção?

R: Esse fenômeno consiste no erro de um falante que quando não domina determinado dialeto, ao tentar estabelecer uma interlocução fazendo uso do mesmo acaba se confundindo e usando de espressões de uso não regular do dialeto.

 

 

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