Pudesse simplesmente virar a página,
fazer da vontade uma borracha,
que limpasse as folhas do tempo,
como as lembranças
que nelas estão rabiscadas de você...
Apagava os vestígios dos beijos,
a saudade dos toques,
as marcas dos abraços,
dos corações em descompassos...
Marcados foram, nas folhas das noites
e, carimbados no tempo,
tatuados no coração...
Pudesse imprimir novas lembranças,
rebobinava o tempo, como se faz às fitas K7,
regravaria outra vez,
os beijos, os desejos,
e a saciedade de você.
Dessa vez,
gravaria um novo roteiro,
desses que o adeus não faça parte
quando chegar a hora
do the end!
14/03/03