Fico perdida nas noites da
carne,
meditando onde andas meu ginete alado...
Pela vida
perambulando,
em busca de ti,
há muito estou,
consumindo-me...
Por caminhos ermos procurei-te.
Por sendas e fendas
busquei-te.
O sono da carne perdeu-nos, eu sei...
Entretanto, eu
espírito,
recordo da promessa selada
pouco antes da vigem de
volta,
dos planos da futura jornada...
Jurastes amar-me e
encontrar-me onde estivesse...
A terra, segundo tu,
era muito
pequena para nosso amor!
Por quê será então que ainda não me
encontrastes?!
De nosso amor, em uma época medieval,
recordei-me.
Mais impaciente ainda fiquei,
por saber que
estás a procurar-me também..
Por diversos planos, eu espírito, aventurei-me,
cansei-me dessa solidão...
Busco-te...
Hoje,
procuro-te por toda
a imensidão...
Se na terra não estás,
quem sabe não me chegues de
mansinho
vindo de uma estrela qualquer
em um disco
voador!