VAMPIRESA GERMÂNICA
Quadro de Franz Josef Widmar
(1915-1995)




Descrição da obra: Pintura em madeira. No reverso contém a dedicatória: «Para Shirlei, “A VAMP” com carinho da Família Widmar. Rio. 17/04/1993.»



Nota:
O pintor austríaco
Franz Josef Widmar (1915-1995) foi um dos últimos remanescentes do chamado Círculo de Viena (movimento artístico que floresceu na capital austríaca na virada deste século). Aluno do mestre expressionista Oskar Kokoschka (1886-1980) na Academia de Belas Artes de Viena e diplomado em filosofia pela Universidade de Innsbruck, Franz foi um dos últimos representantes do expressionismo romântico, do qual Kokoschka foi um dos grandes expoentes.

O quadro  “Vampiresa germânica” foi inspirado em suas memórias de guerra, pois, conforme realatou em 1993, aos 78 anos, durante e após a segunda guerra mundial relatavam-se “muitas histórias” de mulheres que sugavam a energia e a força dos homens. Estas mulheres fatais, chamadas Vampir, eram sensuais, sedutoras e não estavam interessadas somente no dinheiro (apesar de gastarem tudo que pudessem arrancar de seus parceiros). Escolhiam homens fortes e os sugavam “até não sobrar nada”. Suas vítimas aceitavam o fado com consentimento e submissão, apreciando o prazer de serem sugados. Contudo, o pintor me garantiu que nunca ouviu falar de sugadores de sangue reais enquanto viveu na Europa. (Eu cursava aulas no Colégio Sagres, na mesma classe da filha caçula de Franz, Mércia Widmar, quando a família veio morar no Brasil. Este quadro me foi dado como presente de aniversário de 13 anos. O “A VAMP” da dedicatória é porque eu havia mandado fazer uma prótese de dentes caninos de vampiro e apareci com ela na festa de aniversário de Mércia ocorrida tempos atrás).


Créditos: Os dados sobre o folclore austríaco, na visão de Franz, foram coletados em entrevista feita por mim em 1993. A Foto do quadro “Vampiresa Germânica” é © 1999, Sheila Cris. Outros dados da vida do autor foram extraídos do artigo:

OLIVEIRA, Maria Cláudia. O Sobrevivente à Sombra do Crepúsculo: Testemunha do Círculo de Viena vive Esquecida no Rio. In: O Globo. Segundo Caderno, página 1. Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1993.

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