Mission Creek Mosaic Mural located in San Francisco-CA
Designed and executed by Lillian Sizemore and Laurel True
Mosaico vem do latim musa, que tamb�m proporcionou m�sica e museu.
Est� entre as primeiras manifesta��es elevadas do ser humano, tais como a pintura ou a escultura.
Arque�logos e estudiosos costumam datar os primeiros mosaicos em pain�is do s�culo V A.C., encontrados na Sum�ria.
Quando os gregos fundaram estabelecimentos coloniais no sul da it�lia, entraram em contato com uma vastid�o de m�rmores, que logo se tornaram mat�ria-prima para a ornamenta��o de pavimentos e paredes.
Os romanos aprofundaram seu uso, difundindo-o por todo o mundo sob seu dom�nio, desde os confins da �sia Menor at� a Lusit�nia (Portugal), onde hoje ainda se encontram vest�gios muito bem conservados, especialmente em Con�mbriga, pr�ximo � cidade de Coimbra.
Provavelmente venha da� o gosto portugu�s pelo mosaico de ch�o, que come�ou a ser empregado na segunda metade do s�culo passado na reforma do Largo do Rossio, no Centro de Lisboa.
A vinda para o Brasil foi um pulo. No in�cio deste s�culo, as chamadas "Pedras portuguesas" foram usadas pela primeira vez no pa�s, cobrindo as cal�adas da Avenida Central, hoje Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro.
Logo se descobriu, pr�ximo � antiga capital, jazidas colossais do granito de pavimenta��o, mas a denomina��o "pedras portuguesas" ficou.
Com elas, fez-se no final dos anos 40 o cal�ad�o da orla de Copacabana, tornando o seu conjunto de curvas uma esp�cie de logotipo internacional do bairro, da cidade , do pr�prio pa�s.
Quase na mesma �poca da constru��o da Avenida Central, que marca o in�cio da moderniza��o do Rio de Janeiro, os construtores do Teatro Municipal foram buscar na Fran�a os mesmos artes�os e artistas do norte da it�lia que no s�culo passado empregaram o mosaico de ornamenta��o de paredes, colunas e c�pulas da �pera de Paris.
Os mosaicos parietais s�o obviamente de qualidade muito mais fina e requintada, que envolvem n�o apenas tesselas (pastilhas) de m�rmores e granito, mas tamb�m pequenas pe�as de esmalte de vidro, algumas delas com revestimento em ouro.
Seu uso faz parte da tradi��o bizantina e pode ser admirado em toda sua beleza nas conservadissimas igrejas de Ravena , na It�lia, e especialmente na Catedral de Santa Sofia, em Istambul, na Turquia.
Apesar do largo desenvolvimento que alcan�ou a arte do mosaico nas cal�adas de numerosas cidades brasileiras, ainda h� um grande espa�o para seu uso nas paredes, nos pisos de resid�ncias e at� nas mesas das casas, em descompasso flagrante com a riqueza dos m�rmores e granitos que d�o hoje ao Brasil um lugar destacado na comercializa��o internacional da pedra.
A revolu��o na arte dos mosaicos proporcionada por Galdi em Barcelona com o emprego de quebra de azulejos na ornamenta��o do Parque Guell e das torres da igreja da Sagrada Fam�lia, trouxeram um novo impulso � t�cnica e abriram espa�o para o alargamento de seu emprego.
Curiosamente, � de se destacar que, no Brasil, a Imperatriz Teresa Cristina, mulher de D. Pedro II, que era uma princesa napolitana, filha do Rei das Duas Sic�lias, foi pioneira no uso da arte do mosaico.
Com conchas e cacos do servi�o de ch� da casa Imperial e usando da t�cnica de embrechamento, cobriu os bancos e fontes da �rea externa do Pal�cio de S. Crist�v�o, hoje Museu de Ci�ncias Naturais, no chamado jardim das Princesas, com mosaicos interessant�ssimos, que passam hoje por restaura��o.
O paisagista Roberto Burle Marx realizou telas para mosaicos que foram reproduzidas com pastilhas industriais na It�lia , justamente o pa�s que mais cultiva esta arte, ainda hoje.
Fonte: Vida de Caco
|