RETRATO SEM MOLDURA
Porque tanto orgulho, companheira,
N�o somos nada,
n�o somos ningu�m,
a nossa vida
� curta e passageira,
eu n�o sou imortal,
nem voc� tamb�m.
Se quer provas da verdade
e ver a realidade,
observe num campo santo,
quando se abre uma sepultura,
ver� uma ossada
fria e nua,
nosso futuro retrato,
feio e sem moldura.
A morte n�o escolhe
ra�a e nem cor,
vem para o mendigo
e tamb�m para o doutor.
Deus fez tudo certinho,
com justi�a e muito amor.
Denise Veloso Torres
(reservado direitos autorais)
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