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Sabedoria das
Térmicas - Parte 3
by
Dennis Pagen
(copyright © 2002), published in
USHGA’s
publication "Paragliding" February 2003.
All illustrations and figures are from
USHGA
Meu primeiro encontro térmico foi inconsciente, como um
"Que diabos é isso?" A experiência ocorreu numa doce área
de esqui de 450 pés, na primavera de 1975. Nós voamos
aquele paredão noroeste quase toda semana e eu cheguei a
abrir uma escola por lá. Eu estava voando uma asa delta
básica (quatro barras num trapo) que pesavam somente 18kg.
Nós iríamos levar nas costas as asas montanha acima e
fazer quantas caminhadas de trenó nossa exuberante
juventude permitisse. Eu havia aprendido a decolar de
montanhas no inverno anterior, e sabia que precisava uma
forte brisa para ficar alto, dada a taxa de afundamento de
400 pés-por-minuto de nossas asas.
Então naquele dia, estava um bom vento de 10mph. Era minha
vez de decolar e eu atingi o auge. Assim que comecei a
minha corrida de decolagem, uma rajada pegou minha asa e
levou a mim e ao equipamento para cima. Naturalmente eu
estava indo muito devagar e fui virado. Em um momento eu
estava mirando de volta para a montanha, mas liftei acima
do topo das árvores! Oba!!!
Recobrei-me de minha surpresa e completei o 360 para voar
pra frente da montanha. O Lift era tão forte que no
momento que saí da encosta, já estava facilmente 100 pés
acima, e subindo. Sem querer estar nesse ar robusto, eu
apertei a barra e voei direto em frente, para a segurança.
O engraçado foi que, eu fui subindo e subindo abaixo de
uma longa coluna de nuvens. Quanto mais longe ia, mais
alto ficava. Eventualmente, subi a cerca de 2000 pés acima
da montanha, e continuei em frente para pousar mais de 1
milha contra o vento. Por vezes, fui surpreendido, e
assustado, e aliviado, e depois cheio de orgulho quando
meus amigos chegaram maravilhados com o vôo. Estávamos
certos que foi um recorde de alguma maneira. Revendo,
percebi que todos aprendemos muito com aquela experiência,
e alguém até mencionou a possibilidade de algo que ele
ouviu chamado "térmicas".
Agora eu sei que estava abaixo de uma trilha, pendurado
por milhas. Em retrospecto eu também sei que isso foi um
dos céus de XC mais bonitos que eu já vi por aqui.
Meu primeiro encontro (intencional) com um vôo termal veio
em Junho de 1976. Eu estava participando do primeiro
encontro nas Grandfather
Mountains, na Carolina do
Norte. Muitos de nós estavam decolando
no leve ar da face noroeste. O vento não era forte, mas
muito de um lift flutuante estava subindo a montanha,
vindo do quente vale abaixo. A maioria de nós estava indo
e voltando através de meia milha
daquela cadeia de montanhas, mas eu percebi que dois
pilotos, Steve
Moyes e
Rollie Davies, estavam
indo pra frente e dando uma série de 360 s. Quando
voltavam pra junto da montanha, eles estavam centenas de
pés acima de nós. A lâmpada acendeu na minha mente. Eu
percebi exatamente o que eles estavam fazendo, e na
próxima vez que eles foram buscar uma térmica, eu os
segui. Não tínhamos vários naquela época, mas podia-se
sentir o movimento de ascensão e ver que estava subindo
por olhar a montanha. Tentei encaixar no círculo deles, e
miraculosamente, eu estava enroscando. Não posso descrever
a sensação daquele momento. Eu repeti a experiência por
quase uma hora, mas honestamente posso dizer que aprendi a
enroscar nos primeiros 15 minutos de realização e
exploração, e me tornei um fanático por ir alto, desde
então.
Às vezes, só se precisa modelar o formato correto na sua
cabeça para ter a habilidade, ou o conceito. De fato, a
coisa que mais tentamos fazer com esta série de artigos é
formar um bom modelo funcional de térmicas no nosso banco
de imagens. Quanto melhores as imagens que temos para se
trabalhar, melhor iremos atuar quando esse lift redondo
aparecer. Então continuamos nossa exploração do mundo das
térmicas de onde paramos da última vez.
COMPORTAMENTO DA INVERSÃO
No último artigo nós investigamos o gradiente térmico e
inversões, assim como seus efeitos nas térmicas. Iremos
começar aqui, com um pouco mais sobre inversões e depois
ver alguns detalhes da criação térmica. A primeira questão
que devemos responder é, "Como as inversões se formam?"
Como aprendemos no artigo anterior, inversões são camadas
de ar no qual a temperatura do ar não diminui conforme a
altitude, pelo menos não ao ponto necessário para causar
instabilidade. Também vimos como isto mais prontamente
acontece próximo ao solo através do processo de
resfriamento noturno. Mas também encontramos inversões
acima. Em competições, as medições do ar (gradiente
térmico) são geralmente apresentadas. Não é incomum ver
três camadas de inversão em níveis diferentes até a
altitude local regular da base da nuvem. (Se as nuvens
atingem ou não esta altitude, depende se as térmicas podem
ou não atravessar as várias inversões.) Estas inversões
são muito importantes para enroscar e para a possibilidade
de XC. Elas podem gradualmente desparecer ou
intensificar-se.
Muitas inversões altas no ar vêm do deslizamento do ar
quente sobre o ar frio que habita uma área. É este o caso
quando uma frente quente se aproxima. Mas mesmo com uma
frente fria, uma camada de ar quente acima é usualmente
deixada conforme o ar frio escorre por debaixo do quente.
Frentes frias são tipicamente limitadas em sua extensão
vertical, logo, no topo elas são culminadas por um fluxo
mais quente. Se você olhar as cartas de direção de vento
próximo a uma frente em níveis diferentes, você verá isto
acima, o ar mais quente não está sendo empurrado pra fora
do caminho pelo ar mais frio, tanto quanto está sendo na
superfície. Outra causa das inversões é a brisa marinha se
movendo para a terra. Geralmente estas brisas atuam como
mini-frentes-frias e movem ar mais frio sob o ar mais
quente existente. Múltiplas brisas marinhas em dias
consecutivos podem causar inversões em diferentes níveis.
Devemos mencionar o efeito onde montanhas bloqueiam os
fluxos inferiores e permitem o ar mais quente passar por
sobre as montanhas, e assim acima do ar mais frio do outro
lado. Todas estas causas podem entrar em jogo em certas
áreas em que um complicado perfil de gradientes, com
múltiplas inversões de diferentes tamanhos e intensidades
ocorrem. Abaixo iremos descrever como as térmicas criam
inversões, que é talvez a causa mais importante.
CONVERSÃO DE INVERSÃO
Existem 2 fatores que afetam inversões. O primeiro é o
largo movimento vertical do ar, e o segundo são as
térmicas. Existe uma regra geral que você pode aplicar: O
ar sobe em e acerca de um sistema de baixa pressão, e
afunda em e acerca de um sistema de alta pressão. Na
maioria dos Estados Unidos, a passagem de uma frente fria
significa a chegada de um ar frio e instável conduzida por
uma alta pressão. Tipicamente, um a três dias de boa
produção térmica seguem a frente e depois as coisas ficam
mais estáveis conforme a alta pressão chega. O que
acontece aqui?

Primeiro devemos notar que apesar das térmicas poderem
subir vigorosamente num sistema de alta pressão, a massa
geral de ar está afundando numa taxa de 1 ou 2 polegadas
por minuto. Este afundamento é causado pelo ar no fundo de
um sistema de alta pressão flutuando em volta. Este efeito
é mostrado na figura 1. Quando uma camada de ar afunda,
ela se torna mais quente devido a
compressão causada pela maior pressão. E também se torna
mais estável. Quando o oposto acontece - uma camada é
suspensa por algum processo mecânico, como por um
movimento frontal ou sobre uma montanha - ela se torna
mais fria e menos estável. A causa do céu de brigadeiro,
que é uma fila de nuvens altos-cúmulos ou cirro-cumulus,
é o resultado de térmicas que são
geradas altas no céu, devido a suspensão de uma
camada até ela se auto convergir.

Mas agora mesmo nós estamos interessados em alturas (do
tipo climática, para que possamos chegar a do tipo dos
aerofólios). O efeito do ar afundando, é comprimir as
camadas de ar (conforme se movem pra baixo elas tem mais
peso sobre elas), alterar o gradiente térmico, e estreitar
a camada de inversão enquanto ao mesmo tempo, descendo, e
essencialmente intensificando-se. Estes efeitos são
mostrados na figura 2. Aqui nós vemos o gradiente térmico
em três dias consecutivos. No segundo dia, o gradiente
geral não é tão inclinado quando no primeiro. Isto
significa que se tornou mais estável.
Tambem, é movido para a
direita que indica que a temperatura é mais quente em
qualquer altitude (este aquecimento é exagerado para
esclarecer). Podemos claramente ver que a inversão se
moveu para baixo, e se tornou estreita e se intensificou.
Esta intensificação é o resultado de ter se tornado mais
estável (inclinou-se mais pra direita).
A maioria de nós sabe que sistemas de alta pressão trazem
ar estável e geralmente fraco, com nenhuma ou fracas
térmicas. Agora você vê porque. A massa é estável, e
térmicas normais simplesmente morrem no ar estável, ou são
interrompidas pelas camadas de inversão que vão ficando
mais baixas.
Particularmente, forte aquecimento no solo pode produzir
uma térmica que suba, mas ela será rapidamente desgastada,
então somente as porções mais fortes irão subir e estas
porções estarão bem misturadas (leia-se
turbulentas). Estas térmicas de alta pressão devem ser
familiares a pilotos da costa, já que são muito similares
a térmicas após uma brisa marinha ter passado. A brisa
marinha é uma densa camada de ar estável de movendo em
direção à terra vinda do oceano. A razão
desta massa ser estável é
precisamente pela mesma razão que massas de alta pressão
são: o ar afundou muito até a superfície (até o oceano
neste caso). Brisas marinhas estão além do escopo desta
série, então aqueles que querem saber
mais sobre esta importante faceta de nosso vôo, deve
consultar "Understanding
the sky".
Leitores com boas memórias podem lembrar a história que
contamos no último artigo, descrevendo o dia em que
um esperançoso grupo de pilotos
esperaram que o lindo dia fosse entregá-los uma
abundância de térmicas. Tudo que encontraram foi um
brilhoso, ensolarado e triste dia de ar morto. Esta
ocorrência foi precisamente devida a uma grande, gorda e
alta invasão sobre os estados do Leste. O ar estava frio e
bem aquecido debaixo, mas já que estava
estável, térmicas não subiam
muito alto. Deveria ser claro para nós que lentas massas
de alta pressão, são um veneno para o vôo de térmicas.
Mas há um consolo nos sistemas de alta pressão. O fato é,
como eles baixam uma camada de inversão conforme a altura,
eventualmente a inversão atinge o solo e se torna parte da
inversão do solo, sendo destruído pelo aquecimento do solo
gerado no dia seguinte. Dessa maneira, alguns dias depois
de um sistema de alta pressão atingir uma área, as
condições podem de repente
melhorar novamente. Claro, nós descrevemos um processo de
uma semana, considerando de 1 a 3 dias de vôo, seguido de
ar estável, depois, o retorno de boas condições instáveis.
A coisa que mais percebemos é a variabilidade do clima,
assim o cenário que descrevemos é só uma possibilidade
comum, e não algo com que você possa contar. Geralmente há
somente um bom dia de vôo após a frente fria. Igualmente,
as inversões também geralmente não tem
chance de atingir o solo, devido a alguma outra
perturbação climática, desde o início do ciclo de uma
frente fria, frente quente, etc, tudo de novo.
EFEITOS TÉRMICOS
Como indicado acima, térmicas também têm efeito nas
camadas de inversão assim como no gradiente térmico. Pense
no currículo de uma térmica. É
desenvolvida somente para dissipar calor da superfície num
dia ensolarado. Sem térmicas, o calor chegaria a um nível
insuportável (nossa região norte seria como o vapor nos
trópicos, estes que também iriam ser insuportáveis sem
térmicas). Então onde vai todo
esse calor? Vira fumaça, claro. É transplantado pro ar em
diferentes níveis. Vamos começar da parte de cima para
entender.
Vimos no último artigo da série como o calor da superfície
e a agitação conexiva
irradiam uma inversão do solo,
as vezes na parte da manhã.
Depois, quando as térmicas disparam, a mistura se torna
cada vez mais alta conforme o teto da térmica sobe. Então,
térmicas distribuem o calor pra cima, misturam com o ar em
torno conforme sobem, e assim alteram o gradiente térmico.
Mas aprendemos da última vez que térmicas não são mais
quentes que seus arredores após subirem 2/3 ou 3/4 de sua
altura total. Assim, a redistribuição de calor não vai tão
alto quanto as térmicas. Na figura 3 nós ilustramos
alguns dos princípios
descritos.
Deve estar claro que apenas poucas centenas de pés acima
da superfícies serão aquecidos
pela constante passagem de térmicas. A presença de fortes
ventos descendentes trazendo ar frio de cima para a
superfície espalha o calor e mistura o ar, assim a mudança
no gradiente térmico não é tão grande quanto se esta
mistura não houvesse acontecido. Mas o efeito em rede é
aquecer a atmosfera mais baixa, e realmente tornar o
gradiente térmico mais instável como mostrado. Mas o
problema é que uma térmica deve ser aquecida a uma
temperatura mais alta, para começar a subir neste ambiente
instável. Assim as térmicas demoram mais a aquecer, se
tornam mais espaçadas, mas sobem mais vigorosamente quando
conseguem. Este efeito e a mudança no aquecimento conforme
o sol se move, conta para a diferença na força da térmica
e na freqüência, já que vamos
desde a abundância matinal de fracas térmicas, ao aumento
de força e diminuição de quantidade
ocorridos durante a tarde. O repentino fim de
térmicas de tarde, ocorre quando a radiação do sol não
mais tem força para elevar a temperatura do solo acima da
temperatura de disparo. Calor residual ainda pode liberar
térmicas tardias se alguma coisa puder disparar uma subida
inicial. Essa coisa geralmente é ar frio descendo uma
encosta em sombra, ou saindo de um canal.
Quando térmicas entram numa camada de inversão, elas podem
se intensificar, se é suficientemente baixo (assim as
térmicas ainda tem calor em excesso) e forte (assim as
térmicas não passam através delas). Por outro lado,
térmicas podem destruir ou reduzir a força de uma
inversão. Para ver como isto ocorre, olhe para a figura 4.

Aqui vemos algumas térmicas fortes o bastante para passar
através da inversão, e algumas sendo paradas em seus
limites. As fortes passam através dela, levando ar que vai
junto e produz uma mistura geral que pode afinar uma
inversão e assim, enfraquecê-la. Até mesmo as térmicas que
são impedidas produzem alguma mistura com as camadas de ar
acima e abaixo da inversão, assim a inversão é atingida
menos intensamente se a térmica não é mais quente que os
arredores dela.
Mas o maior efeito que as térmicas têm em inversões é
criá-las em primeiro lugar. Lembre-se,
nós vimos que térmicas perdem muito de seu excesso de
calor conforme sobem e podem simplesmente desaparecer.
Entretanto, geralmente elas atingem o ponto de orvalho, ou
nível de condensação e formam nuvens. Quando a nuvem se
forma, o vapor d água se transformando em gotículas libera
uma boa energia em forma de calor (chamado calor latente
de vaporização). Este calor eleva a temperatura do ar ao
redor conforme a nuvem o mistura vigorosamente. Agora,
este calor não é dinheiro de graça no banco, é apenas
emprestado, para quando assim que a nuvem comece a
evaporar, o calor seja novamente usado no processo de
evaporação e o ar ao redor esfrie, e geralmente afunde.
Este seria o final da história, já que o resfriamento
seria como o calor inicial, exceto pelo nosso bom amigo, o
sol. Vapor d água é invisível aos raios solares, mas
gotículas de água não são. O sol esquenta as nuvens e
assim provê calor para ela. Então há calor residual após a
nuvem evaporar. Este calor se constrói no nível de
formação de nuvem através do
dia e, voila, nós temos
uma camada de inversão.
Você pode ver prontamente que uma camada de inversão
formada desta maneira irá se manter através da noite (não
há nada para dissipar o calor) e no próximo dia. Se
térmicas não atingirem altitude no dia seguinte (talvez a
massa tenha se movido sobre solo úmido e o teto esteja
mais baixo), uma inversão separada e mais baixa pode ser
formada. Desta maneira múltiplas camadas de inversão podem
ser formadas.
Sem dúvidas, camadas de inversão, assim como
a maioria das coisas na atmosfera, são
mais complexas que imaginamos, mas são extremamente
importantes para um excelente vôo, o que nos leva a
entendê-las o máximo possível.
NOSSOS AMIGOS DO OESTE
Nós temos falado de frentes, tetos relativamente baixos e
múltiplas inversões. Os dois últimos fatores,
são relativamente raros na grande área deserta do
oeste americano, então, vejamos que modificações são
necessárias para se aplicar ao modelo. Para ter certeza,
próximo a costa oeste, você
pode encontrar camadas de inversão acompanhando a brisa
marinha, produzindo a famosa poluição de
Los Angeles. Mais além, em
terra, as inversões ocorrem em sua maioria quando uma
cadeia de montanhas retém o ar frio do anoitecer numa
camada tão espessa que o calor do dia seguinte não é capaz
de produzir térmicas fortes o suficiente para
atravessá-las. Este efeito acontece mais comumente no
inverno com luz do sol menos intensa. Veja
Salt Lake
City como um exemplo deste comportamento.
Para a maior parte, condições do oeste
criam o que é conhecido como calor na baixa. Este
processo é muito similar ao da
brisa marinha. Uma área esquenta. O ar expande e flui pra
cima como no efeito "bolha" (ver figura 5). Uma vez que o
ar flui pra cima, a pressão na
superfície é reduzida (assim o termo calor na baixa) e um
fluxo de baixo nível ocorre. O processo continua tanto
quanto o calor continuar. Há um efeito em rede de um lento
ar ascendente sobre uma extensa área. Esta lenta
ascendência seria uma
excomunhão para voar no úmido leste, já que as nuvens
iriam rapidamente se formar e bloquear o sol. Entretanto,
no sedento Oeste, o ar ascendente produz poucas nuvens e
as térmicas são ampliadas.

O ar que sobe, em combinação com a secura do ar (mais
calor solar), e o solo exposto constantemente, é o que
conta para as vigorosas (as
vezes violentas) térmicas comparadas as do leste. Há umas
poucas inversões formadas nos altos desertos porque as
térmicas nem sempre atingem o ponto de orvalho, e se elas
atingem, a ascensão gradual da massa de ar enfraquece-as
ou as põe fora do alcance do próximo dia térmico. Note que
o calor na baixa, pode ser tão
pequeno quanto um único campo, ou grande como um estado.
No verão, um calor na baixa tipicamente se torna do
tamanho de uma cadeia rochosa, por exemplo.
O QUE VOCÊ PODE USAR
Talvez, a idéia principal a se tirar desta série seja que
inversões são uma ocorrência tão
comum, que nós devemos entender sua causa e efeito.
Se você voar em Owens Valley
no meio do verão, então talvez você possa ignorar
inversões, mas o resto de nós precisa estudá-las para que
possamos evitar piores desapontamentos. Aprendendo como
inversões mudam de dia para dia, nós
sabemos melhor o que esperar num dado dia, de acordo com o
que ocorreu antes. Se você tem
acesso ao gradiente térmico de sua área,
você pode olhar o que foi
previsto com o que ocorreu. Logo você estará apto a ver o
quão intensa e espessa uma inversão é, e descobrir como
ela afetará as térmicas, a seu nível. Este julgamento te
permite saber se vale ou não o esforço de atravessar a
inversão.
Se você está na área do país em que frentes e sistemas de
alta pressão afetam o seu vôo,
você também está no principal território de inversões.
Aprenda como a alta pressão muda a
estabilidade do ar, enquanto passa pela área. Veja
as vezes em que a instabilidade
retorna á área e julgue aonde
está a alta pressão e quanto tempo levou para a mudança
ocorrer. Você não precisa ir voar para detectar estas
mudanças desde que você possa julgar a produção térmica
pelas rajadas no solo, enquanto ventos fortes não estão
presentes (provavelmente não estão, visto que alta pressão
traz ventos leves). Agora você tem uma boa razão para
estar olhando pela janela enquanto trabalha. Diga a seu
chefe que eu deixei.
Quase todos os pilotos de térmica voaram através de
inversões. É o que acontece quando a térmica diminui e as
coisas começam a ficar enroladas.
Existem técnicas realmente úteis para ficar na térmica e
esperançosamente atravessar a inversão. Iremos
descrevê-las quando chegarmos a
parte de vôo desta série.
Nós nos esforçamos através de talvez a parte mais seca da
sabedoria térmica. Mas uma boa base em como isto tudo
funciona irá ajudá-lo a descobrir coisas em vôo para que
você possa tomar boas decisões quando as coisas ficarem
fora de ordem. Na próxima série, iremos apimentar os
assuntos, analisando térmicas reais.
Tradução:
Marcelo Melo do COVL
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