STB – Seminário Teológico Batista da ABASSIR
Aluno – Tércio Bessa do lago – 3.o ano
Prof. Pastor Robson de Melo
Resenha
Conflitos e Questões Polemicas na Igreja
Donald E. Price, Org.
Tradução de Hans Udo Fuchs
Edições Vida Nova – 1 a. Edição – 2001
Preço R$ 16,00
Com a união de três autores , Edward Dobson, Speed Leas e Marshall Shelley, o autor pretende esclarecer os mistérios dos conflitos na igreja, com que se debatem os pastores.
Capitulo 1 –
Davi e Salomão – Os dois lados do conflito
Marshall Shelley e Robert Moeller
Começa com a afirmativa de que conflitos na igreja são inevitáveis, faz uma alusão a Atos 2.44-47, período em que a igreja perseverara unânime. Para logo em seguida se referir as controvérsias que surgirão poucas paginas adiante.
Procedimentos, pré-requisitos pessoais, e pessoal, continuam sendo um desafio a unidade das igrejas ate hoje.
O capitulo realmente começa com uma comparação entre dois pastorados do autor; o atual e o anterior, o anterior, uma igreja pequena que havia submergido de um período de dificuldades, na qual ele teve a graça de conduzir em uma caminhada saudável e prospera.
A segunda uma igreja, que por motivos de controvérsia em torno do controle, o levou a cair na realidade e deparar-se com a posição de Davi, inclusive ele diz ter podido entender a profundidade dos Salmos nesta experiência.
Ele compara a atuação de Davi, um guerreiro, como aquele que preparou o caminho para que Salomão pudesse concretizar seu sonho, o de construir o templo do Senhor.
Ele cita inclusive que “ Deus esta mais interessado no que acontece em você, do que com você” E explica dizendo que e o resultado da escola que forma o caráter.
Termina abordando o que acontece a um Salomão, fatos a que estamos muito mais sujeitos, ou que temos a tendência de nós apropriarmos facilmente, bem ao contrario da posição de Davi.
Enquanto Davi, como guerreiro, necessitava usar da força exigindo sacrifícios do povo, e como tal, adquiria muitos inimigos, ou pelo menos antipatia; Salomão ao contrario, como um idealizador e construtor, em tempos de prosperidade e paz, era o tipo de líder amado, e lembrado como aquele que trouxe progresso e prosperidade.
E Interessante frisar que o autor enfatiza o aspecto que sem Davi, não teria havido Salomão, ou seja, sem que se tivesse tomado o negocio com rédeas curtas, imposto ordem, disciplina, efetuado libertações e conquistas, subjugado povos, Salomão não teria tido o seu período de grandeza, com paz e prosperidade.
Enfatiza ainda que a posição de Davi, em constante tensão e perigo não tendia ao elevo do ego, enquanto a posição de Salomão de grande idealizador e prosperidade tendia ao elevo do ego.
A esquecer que anteriormente outro tivera sofrido para que ele pudesse auferir da gloria, não e mencionado no livro, mas eu comparo a citação de que outros plantarão e outros colherão, do NT, bem descrita em um Hino.
Capitulo 2
A Tensão não e de Todo Ruim
Speed Leas
A Ilustração e de uma Igreja Presbiteriana de uns 150 membros, próxima a duas outras com mais de mil membros, gira em torno do desejo de seus membros de elaboração de um programa que pudesse faze-la crescer.
Um Novo Pastor e contratado, se aprofunda no assunto, e quando Poe em votação o necessário para alcançar o objetivo, todos chegam a constatação que gostam da igreja como ela e, e que inclusive o fato de ser uma igreja menor, a torna mais familiar, mais acolhedora.
O autor enfatiza o fato de que a organização que não conseguir incentivar o questionamento interno regular e profundo de tudo que esta fazendo, provavelmente não conseguira acompanhar o mundo em suas mudanças.
Ele entende que os conflitos em uma igreja não são um sinal de saúde frágil, e que eles geram muitas coisas boas, e obvio que não os conflitos em que são geradas amarguras ressentimentos profundos.
Ele entende que toda discordância e um conflito, e que conflitos levam a um aprofundamento da questão, sendo as causas investigadas a fundo, possibilitando uma escolha e decisão seguras, dentro dos objetivos do grupo.
Ele entende que sem alguma pressão, as decisões não são tomadas, sendo postergadas, levadas a banho Maria, e que a pressão leva a um posicionamento.
Entende ainda que quando as questões são debatidas, as pessoas se comprometem mais com o resultado das decisões.
A grande questão e como promover conflitos saudáveis e o autor sugere algumas opções:
1 – Fazendo Perguntas
2 – Superando a negação
3 – Incentivando os conflitos bons
Pode parecer contraditório mais incentivar os conflitos bons, pode levar a uma solução boa, no entanto alguns critérios devem ser observados:
A – Pregar sobre conflitos de pouca intensidade
B – Incentivar a discordância
C – Misturar as comissões
D – Renovar as lideranças
E – Determinar critérios para o trabalho da Igreja
F – Torne clara as regras de um conflito sadio.
- Nada de Criticas
- Nada de ataques pessoais
- Nada de falar pelas costas
O autor termina afirmando que funciona, com os seguintes pontos
1 – Os conflitos podem ser saudáveis e proveitosos para nossas igrejas. Não há problemas em que as pessoas divirjam uma das outras.
2 – Soluções apressadas quase sempre são piores do que acordos elaborados com tempo e atenção.
3 – A administração justa de conflitos abrange:
a – Tratar um assunto de cada vez
b - Concordar com a ordem em que os assuntos serão tratados, quando surgir mais que um simultaneamente
c – Avaliar todas as dimensões dos problemas
e – Estudar diversas soluções alternativas para os problemas
4 – Se alguma parte interessada não esta satisfeita com a alçada em que determinado conflito e tratado, e legitimo solicitar e discutir qual será a alçada apropriada.
5 – Conduta inadequada nos conflitos significa, entre outras coisas:
a – usar palavras ofensivas
b – Atribuir ma fé aos outros
c - Gerar sentimentos de culpa
d – Rejeitar, depreciar ou desacreditar outra pessoa
e – Usar informação de fonte confidencial, ou dar a entender que estas informações existem
6 – Em conflitos honestos sempre se permite o seguinte as pessoas acusadas de fraco desempenho ou de conduta inadequada:
a – Saber quem são os acusadores
b – Saber quais são as preocupações dos seus acusadores
c – Responder aos que as acusam
Capitulo 3
Confiança em meio as Criticas
Marshall Shelley e John Cionca
O autor começa descrevendo uma experiência própria, em que ele costumava citar nomes de membros para fazer comparações, e a paranóia sermonistica em que se enveredou.
Das lições aprendidas, ele cita:
1 – Viva para Cristo, e não para o Ministério
2 – Há Hora de dizer chega
3 – Ter um conceito sadio sobre pecanomisidade
4 – Pedir avaliações periódicas e sistemáticas
5 – Admitir gostos diferentes
Capitulo 4
A Pregação de Sermões Polêmicos
Edward Dobson
Pregações sobre temas polêmicos, podem gerar polemicas, ainda maiores.
1 – Porque pregar sobre assuntos polêmicos ?
2 – Fazer a separação entre conflitos e questões polemicas
Cita varias coisas que o ajudaram o minimizar hostilidades desnecessárias:
A – Por-se na pele das pessoas
B – Declarar mais a verdade, e condenar menos os erros.
C – Fazer uso cuidadoso da surpresa
D – Ser justo com as posições contrarias
E – manter-se concentrado em deus, e não nas pessoas
F – deixar que a Bíblia decida as batalhas que serão travadas
O autor cita ainda alguns pontos em que não transige:
1 – A defesa das características distintivas do Cristianismo a todo custo
2 –Pregar convicções, mas aceitar outros pontos de vista
3 – Não se agarrar de unhas e Dentes as preferenciais
O autor cita ainda erros a serem evitados
1 – Agir como autoridade final
2 – Tornar publico assuntos particulares
3 – Desfazer das experiências dos outros
Capitulo 5
Sobrevivendo a luta pelo poder
Marshall Shelley
O autor começa contando uma ilustração de confrontos na diretoria, a questão inicialmente girou em torno de avivamento, ate desembocar no seu verdadeiro propósito que era a luta pelo poder.
Começa citando os embates preliminares, passa pelos erros forcados, oriundos da pressão, passa pela traição sofrida, menciona ainda o erro de avaliação do tamanho da oposição, discorre sobre as reflexões sobre a guerra, as quais eu destaco
A – Fique de frente para os problemas
B – Uma derrota não e o fim
Capitulo 6
Os Vários Tipos de Contendas Religiosas
Speed leas
A avaliação do nível dos conflitos
Nível I – Apuros. Onde o principal objetivo e resolver os problemas
Nível II – Divergências. As partes pensam em resolver o problema, mas querem sair bem da situação
Nível III – Disputas. As partes estão empenhadas em vencer.
Nível IV. Lutas e Fugas. O objetivo principal e por fim ao relacionamento
Nível V. relações impossíveis. Impossibilidade de convivência
Capitulo 7
Detectando as Causas
Speed Leas
1 – Limitações Individuais
2 – Problemas a resolver
3 – Padrões de Conduta
Capitulo 8
As dez ocasiões mais previsíveis de um conflito
Speed Leas
1 – Páscoa
2 – Campanhas de arrecadação, e época do orçamento
3 – Ingresso de novos colaboradores
4 – Mudança de estilo de Liderança
5 – Férias do Pastor
6 – Mudanças na Família do pastor
7 – Mais pais da nova geração na Igreja
8 – O termino de uma construção
9 – Perda de membros da Igreja
10 – Aumento do número de membros, apesar de o espaço estar terminando e bom registrar a classificação feita pelo autor
- Tamanho familiar – menos de 50 pessoas de freqüência
- Tamanho Pastoral – freqüência de 50 a 150 pessoas
- De programas – freqüência de 150 a 350 pessoas
- Tamanho empresarial – mais de 350 freqüentadores
Capitulo 9
Restaurando um colega caído
Edward Dobson
O autor relata a experiência que teve na restauração de um Pastor, devido a um pequeno deslize, em usar-se de palavras não apropriadas em conversa com uma amiga, que ouvida por seu filho, foi levado ao Pastor auxiliar, e este aproveitou-se do fato para aos poucos torna-lo numa bola de neve.
A falta de perspicácia do Pastor em levar o assunto a diretoria, mantendo-o restrito ao Pastor auxiliar, muninciou-o a desembocar na sua demissão.
Destaque especial e dado a esposa do Pastor citado, que de coadjuvante, na hora difícil passou a baluarte do casal.
Discorre ainda sobre a restauração do Pastor, já que o embate havia lhe minado as forcas desfechando com sua recuperação pessoal.
Capitulo 10
Quando a Igreja esta nas manchetes
Edward Dobson
- Evitar controvérsias publicas desnecessárias
- Como lidar com a igreja nestas ocasiões
- Como lidar com a imprensa
- Lidando com a Lei
Capitulo 11
Reconciliando irmãos que brigaram
Edward Dobson
Porque correr o risco de se queimar ?
1 – Erros a evitar
a – Ser o único mediador
b – Tomar partido
c – Apressar-se a intervir
2 - Os Estágios de Uma intervenção
a – Determinar se e Necessária
b – Ver se as partes estão dispostas a acabar com a briga
c – Negociar um processo aceito pelas duas partes
d – Exigir submissão ao processo
e – Dar andamento no processo de mediação
f – levar a reconciliação ate o fim
3 – O Papel do pastor na intervenção
a – A Bíblia e o fator preponderante
b – Motivação
c – Comunicação produtiva
d – Responsabilidade
Capitulo 12
O alto custo do ministério
Marshall Shelley
O assunto gira em torno de um convite a um pastor, que não subscreveu a declaração de fé da igreja, culminando com a renuncia de um dos membros da diretoria, e sua decisão de desligar-se da igreja.
Epílogo
O autor inicia dizendo que uma igreja sem conflitos não só e inconcebível, como também não parece ser o plano de Deus, porque o povo de Deus não se tornara a Igreja Triunfante, sem que primeiro seja a Igreja Militante.
Que as pessoas nas igrejas estão constantemente militando por uma coisa ou outra. As vezes por causa de coisas que parecem não trazer grandes conseqüências – como bater palmas durante o culto. Outras vezes, chega-se imediatamente a questões essenciais: mais dinheiro para o trabalho missionário ou se as pessoas divorciadas podem trabalhar na liderança.